Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

Un conflit vieux comme l’indépendance.

 

Confronté au mécontentement populaire, le président ougandais Yoweri Museveni adopte la manière forte : répression policière, surveillance des médias, intimidation des opposants. En effet, l’augmentation du coût de la vie et les scandales de corruption fragilisent le régime, en place depuis vingt-cinq ans. La crise ravive aussi les tensions avec les monarchies traditionnelles, notamment le royaume du Buganda, qui revendique des droits sur les terres.

 

« Les terres qui nous appartenaient prennent de plus en plus de valeur. Nous aimerions les récupérer afin de pouvoir nous-mêmes les vendre ou les louer, mais le gouvernement ne veut rien savoir : il agit comme s’il était Dieu », dénonce M. Charles Peter Mayiga, porte-parole du Buganda, le plus important des royaumes traditionnels que compte l’Ouganda. Ils seraient six millions de Bagandas, disséminés entre les rives du lac Victoria, Kampala, la capitale, et le centre d’un pays de trente-deux millions d’habitants (voir la carte). Ces populations « ont l’impression que leurs territoires sont inexorablement accaparés par d’autres, explique l’historien Phares Mutibwa, ce qui suscite un profond ressentiment. La tension monte (...). Les expulseurs d’aujourd’hui pourraient bien être les expulsés de demain».

 

 

 

Para ler o artigo completo no Le Monde Diplomatique, clicar aqui.



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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

Ugandan artist George W. Kyeyune, 2011 (photo by Thomas Bjørnskau)

 

 

KYEYUNE's The Kampala I Will Always Come Back To: Sanitised Economic Injustices and the Risk of Propaganda

 

On 14 October 2011 George William Kyeyune mounted his ‘The Kampala I Will Always Come Back To’. The exhibition showcased the artist’s recent paintings representing the hard sociopolitical struggles that the man/woman on the streets of Kampala goes through.

In this article I show and argue that as representations of life in Kampala, Kyeyune's paintings are not portraits of individuals or groups. They are in the first place art. In the second, they are sanitised versions of reality intended to suit middle class and tourist aesthetic tastes. In the third place, they carry the risks of pandering to state propaganda.

 

Para continuar a ler o artigo de Angelo Kakande (F.J.) no "Journal of Arts and Culture in East Africa" basta clicar aqui



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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011

 

(Versão brasileira de Marcos Bagno, 2011)

 

 

É a última obra de V.S. Naipaul, o Nobel da literatura nascido nas ilhas de Trinidad, e é um livro de viagens a seis países africanos. Começa pelo Uganda, onde o autor esteve uma primeira vez em 1966, e depois descreve em narrativas autónomas a Nigéria, o Gana, a Costa do Marfim, o Gabão e acaba em Joanesburgo.

As descrições dos países não têm continuidade de uns para outros, salvo situações muito pontuais, e isso introduz desde logo a ideia da diversidade dos países e a negação da África como um continente homogéneo. O livro que o acaso fez com que fosse lido numa recentíssima tradução brasileira tem muitas qualidades que decorrem naturalmente do talento do escritor mas sobretudo por este assumir um ponto de vista crítico sem nenhuma complacência ou relativismo cultural face aos países e situações que encontra e descreve. Os outros aspectos particularmente fascinantes decorrem do facto do autor, que conhece profundamente a história pré-colonial destes países, nos relatar com pormenores a genealogia de muitos destes reinos, costumes, tradições, línguas e, sem nunca assumir uma descrição neutral, nos dar uma visão a partir deste olhar “interior” sobre estas realidades.

De um modo ou de outro perpassa em todas as narrativas uma reflexão e um questionar subtil das consequências das independências nestes países e mesmo o fim do apartheid na África do Sul inquestionavelmente exaltado lhe merece várias perguntas sobre o legado negativo que o mesmo provocou na sociedade sul-africana de hoje: “Nas palavras do extraordinário escritor sul-africano Rian Malan (nascido em 1954) – buscando sempre sem retórica ou falsidade e, de modo quase religioso, uma explicação para o sofrimento racial do seu país –, os brancos construíram uma base lunar para a sua civilização; quando ela desmoronou, não havia nada ali para os negros ou brancos” (pág. 246). E mais adiante há um tabu que o interpela: “Mas um pouco como Fatima (nome de uma personagem) em busca de sua identidade, eu me senti encurralado na África do Sul, e vi que aqui raça era tudo e um pouco mais; que a raça mergulha tão fundo quanto a religião em outros lugares” (pág. 253).

Finalmente, seja no Uganda, na Nigéria ou na África do Sul, há páginas dedicadas aos ‘horrores’ que são as descrições de práticas de feitiçaria, bazares inteiros de pedaços de corpos de animais vendidos como amuletos de protecções ou ritos de sacrifício, que muitos africanos reclamam como práticas identitárias e que Naipaul não tolera e denuncia não admitindo a este propósito qualquer relativismo cultural.

 

António Pinto Ribeiro

 

 



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Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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