Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011

 

de Alaa El Aswany

Trad. do inglês de Helena Falé Chora

Editora Presença

 

Um livro que retrata a sociedade egípcia desde a década de 30 do século passado – data da construção do edifício Yacoubian – até à Guerra do Golfo. Yacoubian é um dispositivo que tanto permite a construção de pequenas narrativas relativas a cada um dos ocupantes dos vários apartamentos, como se  tratasse de várias cenas de teatro em simultâneo, como é o ponto de partida e de chegada para as narrativas maiores em torno das grandes questões sociais, políticas e religiosas que trespassaram o Cairo ao longo de oitenta anos.

A perícia do escritor egípcio no modo como encadeia e combina as pequenas e as grandes narrativas é exímia e constitui uma das grandes qualidades da construção desta obra. Uma outra qualidade decorre da forma minuciosa como tece cada uma das personagens e as faz evoluir respondendo às situações que vai construindo ao longo do romance. Ler este livro a poucas centenas de metros da praça Tahrir tem também como efeito entender esta obra como um passado histórico onde a corrupção dos governos, o nacionalismo fundamentalista de Nassar, o fanatismo religioso para o qual muito contribuiu a repressão do regime, terá conduzido a esta praça.

 

APR

 

 



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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

(film still de filmagens da repressão militar no Cairo)

 

Nouvel épisode de violence ce week-end sur la place Tahrir. Les forces de l'ordre ont donné l'assaut au sit-in des révolutionnaires devant le siège du gouvernement ainsi qu'au camp de toile dressé sur la place. Dix manifestants ont été tués dans cette attaque et près de cinq cents ont été blessés. Les révolutionnaires, présentés comme des vandales par les médias officiels, réclament le départ du conseil militaire qui gouverne l'Egypte depuis la chute de Moubarak.

 

Cette nouvelle vague d'affrontements se distingue par le fait que la répression a été conduite non pas par les unités anti-émeutes de la police, la sinistre "Amn Al-Merkazi" (Sécurité centrale), comme cela avait été le cas à la fin du mois de novembre, mais par la police militaire, autrement dit l'armée elle même. Tirs à balles réelles, bastonnade, acharnement à dix contre un sur des manifestants déjà au sol : on constatera à la vue de la vidéo ci-dessous que la police militaire n'a rien à envier en terme de bestialité à la police tout court.

 

Para continuar a ler o artigo de Benjamin Barthe no Le Monde basta clicar aqui.

 



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Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
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