Terça-feira, 12 de Abril de 2011

KILUANJI KIA HENDA em frente ao seu trabalho “Ngola Bar” (2006), na 52.ª Bienal de Veneza, em 2007.

Foto: Christine Eyene

 

 

Com exposições realizadas em importantes iniciativas e espaços de diferentes países nos continentes africano, europeu e americano, Kiluanji Kia Henda (n. 1979, Luanda) é um dos artistas angolanos com maior reconhecimento internacional no panorama artístico da actualidade.

Artista autodidata, tem-se destacado pelo trabalho fotográfico que tem vindo a desenvolver sobre o país onde nasceu e vive, paralelamente à criação de séries relacionadas com outros lugares e contextos, decorrentes das várias residências artísticas em que tem participado. Depois da sua primeira residência artística na I Trienal de Luanda, em 2005, integrou programas de residências como os da galeria ZDB (Lisboa, 2007), espaço Blank Projects (Cidade do Cabo, 2008) e Fondazione di Venezia (Veneza, 2010), participando também na 52.ª Bienal de Veneza (Itália, 2007), na 3.ª Trienal de Guangzhou (China, 2008) e na 29.ª Bienal de São Paulo (Brasil, 2010).

 

Kia Henda realizou a sua primeira exposição invidual em Luanda, na Galeria SOSO (“Estórias e Diligências”, 2009) e um ano depois apresentou, no espaço da SOSO em São Paulo, a nova individual, intitulada “Trans It”, que entretanto desenvolvera em Bordéus (França, exposição “Evento”).

O trabalho “Self-Portrait as a White Man”, desenvolvido entre Veneza e Luanda no âmbito da residência internacional “Art Enclosures”, seguiu logo depois para Itália e deu lugar à sua individual com o mesmo nome na Galleria Fonti (ler artigo aqui).

 

Neste ano de 2011, algumas das suas obras já foram “apanhadas” no meio de uma revolução (exposição “Propaganda by Monuments”, concebida para o CIC no Cairo, Egipto). Outras podem ser vistas, até final desta semana, na Airspace Residency (Nova Iorque, EUA), na mostra “The Days of This Society Are Numbered”, com curadoria de Miguel Amado. E há ainda trabalhos seus a concurso em Lisboa (no CCB-Centro Cultural de Belém), depois da nomeação para o Prémio BES Photo, que na sua 7.ª edição se abriu aos países da CPLP e cujos resultados são divulgados hoje mesmo, dia 12 de Abril…!

 

No CCB, Kia Henda expõe ao lado de Mauro Restiffe (Brasil), Manuela Marques (Portugal), Mário Macilau (Moçambique) e Carlos Lobo (Portugal). Aqui um breve depoimento do artista no âmbito da exposição e aqui uma entrevista elucidativa feita pela Lígia Afonso (assistente curatorial na 29.ª Bienal de São Paulo), publicada no catálogo do BES Photo 2011. Para uma biografia mais detalhada é ir aqui.

 

Vale também a pena ler o artigo que o próprio Kiluanji escreveu em Maio de 2010 sobre “O sonho de Niemeyer e o Universo Paralelo” e ouvi-lo a apresentar os seus projectos na Tate Modern: “Talks & Discussions: After Post-Colonialism: Transnationalism or Essentialism?”.

 

 

Lúcia Marques



publicado por Próximo Futuro às 06:30
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

 

Com data de inauguração programada à partida para 30 de Janeiro de 2011 – dia em que consecutivas manifestações nas ruas originaram a primeira nomeação em 30 anos de um vice-presidente no Egipto! –, a exposição “Propaganda by Monuments” foi adiada sine die, tendo a curadora Clare Butcher iniciado um diário que relata as experiências vividas durante a montagem e justificado a opção de refazer o enquadramento conceptual da mostra, de modo a incluir esta inesperada revolução popular egípcia.

 

Entretanto, algures numa Cairo ainda em processo revolucionário, estarão os trabalhos de Hasan & Husain Essop, Ângela Ferreira, Dan Halter, Runa Islam, Iman Issa, Ahmed Kamel e Kiluanji Kia Henda, escolhidos para uma iniciativa que, curiosamente, já propunha uma reflexão sobre o que acontece quando a revolução se torna realidade e quando a revolução acaba.

 

Imperdíveis, as palavras e imagens de Clare Butcher aqui.

 

LM



publicado por Próximo Futuro às 16:58
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Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
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