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Próximo Futuro

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13
Abr11

call for papers “OUTRAS ÁFRICAS”: só até 18 de Abril!

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A revista electrónica e-cadernos do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra lançou um “call for papers” até ao próximo dia 18 de Abril 2011, convidando à apresentação de artigos e recensões no âmbito de um próximo número temático – o seu 12.º – dedicado a “OUTRAS ÁFRICAS: Heterogeneidades, (des)continuidades, expressões locais”.

 

Este 12.º e-caderno procurará assim reunir um conjunto de perspectivas dedicadas às diversas Áfricas que não (apenas) a “lusófona”, considerando incluir uma vertente comparativa relativamente aos Países Africanos de Lingua Oficial Portuguesa (PALOP). Trata-se de um descentramento geográfico programático relativamente à investigação científica no contexto português, de modo a:

 

… “dar visibilidade às heterogeneidades de um continente que o imperialismo do Norte, e a ciência ao seu serviço, ora essencializa como um só – A África –, ora, no período pós-colonial, cartografa ainda de acordo com as respectivas ex-potências colonizadoras, sob a retórica das línguas e culturas “partilhadas” – lusofonia, francofonia, anglofonia –, ora, ainda, aborda epistemologicamente segundo modos, estruturas e categorias de produção e organização do conhecimento do Norte. Frequentemente, estas continuam a representar uma apropriação neo-colonial, em particular quando esta abordagem legitima, entre outros, o discurso político, económico e humanitário, ou os princípios por que se rege o direito internacional ou a ‘ajuda ao desenvolvimento’.

O descentramento relativo à lusofonia deverá ainda provocar outros descentramentos e multiplicações nas perspectivas de reflexão sobre as Áfricas na pós-colonialidade.

Em discussão estará, em primeiro lugar, a percepção / construção / incorporação do continente pelo saber ocidental e pelas narrativas dominantes no Norte, bem como o seccionamento epistemológico prevalecente dos estudos africanos segundo as áreas de influência neo- colonial. Interrogar-se-ão as eventuais distorções essencialistas que estes estudos, assim organizados, possam produzir, propondo alternativas para o pensamento teórico, a investigação empírica e a acção prática, nomeadamente através da análise de dinâmicas locais de resistência e da validade e/ou falência de modos e casos de tradução cultural.”

(tradução em português trazida daqui)

 

Portanto, excelente oportunidade para não apenas criticar mas ir além da tão falada ‘lusofonia’!

 

 

Lúcia Marques

 

 

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