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Próximo Futuro

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25
Mar11

Capulanosas

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As mulheres de Maputo estão ainda mais “capulanosas”!

A utilização do tradicional pano africano em modelos arrojados ou clássicos, em peças com corte de pronto a vestir ao estilo ocidental, em acessórios de vestuário e outras utilidades entrou no dia a dia da capital e deixou de ser “extravagância” de estrangeiros para ser identidade dos habitantes de Maputo. Malas, brincos, colares, bolsa para portáteis, cintos ou porta-moedas. Camisas, calções, corsários, vestidos, saias, tiras de cabelo ou chapéus. De tudo se pode encontrar, utilizável por todos, em combinações mais ou menos arrojadas, mais ou menos “combinadas”.

Desde 2005 Maputo apresenta a MFW-Maputo Fashion Week, que de ano para ano vem mostrando novos valores nacionais na área da moda, fazendo mais exigências de qualidade e criatividade aos que se apresentam e trazendo mais nomes estrangeiros – designers e modelos.

Deve ser por isso, por haver uma montra nova para a imaginação na utilização da capulana, e não só, que as mulheres de Maputo estão ainda mais “capulanosas”. E não só elas, eles também!

A utilização dos fatos africanos, feitos de panos coloridos, com cortes tradicionais, de mangas em balão, galões a debruar, lenço na cabeça igual ao pano e saias longas, a utilização destes fatos não está em risco. As mulheres de Maputo, mais velhas ou mais jovens, gostam de passear a sua identidade africana, em momentos especiais, envergando obras primas feitas por alfaiates dedicados e que têm eles próprios um “ranking” apenas conhecido no circuito da moda tradicional. Dizem que os melhores são os congoleses!

Marinela, Ísis, Taibo, Mama África são alguns dos melhores nomes dos novos "alfaiates" Moçambicanos, que reforçam esta identidade africana, que vestem eles e  elas, nacionais e estrangeiros, e que tornam Maputo ainda  mais singular.

 

 

Elisa Santos

22
Jan11

Homenagem de afectos a Malangatana Valente Ngwenya

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Chama-se “Homenagem de afectos a Malangatana Valente Ngwenya”, a iniciativa que a Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, em Almada, organizou para hoje, prolongando a última exposição individual realizada pelo grande mestre Malangatana (1936-2011). Intitulada “Novos Sonhos a Preto e Branco” esta mostra abriu ao público a 23 de Outubro de 2010, reunindo “uma série de 15 desenhos inéditos” entre outras obras, e decorreu paralelamente à exposição dedicada ao arquitecto José Forjaz. Outro amigo de longa data de Malangatana, também arquitecto e também com ampla obra realizada em Moçambique é Pancho Guedes, cuja colecção de arte africana, reunida sobretudo durante as suas vivências em África, inclui um importante núcleo de pinturas precisamente do início da produção artística de Malangatana, podendo ser vistas na outra margem do rio Tejo, no Mercado de Santa Clara de Lisboa (em plena Feira da Ladra).

 

 

Programa para dia 22 de Janeiro, das 14h30 às 18h30, na CASA da CERCA, (entrada livre):

 

14h30

Encontro informal de amigos do artista

Visita à exposição Novos Sonhos a Preto e Branco e José Forjaz Arquitecto, Ideias e Projectos.

15h30

Intervenções informais / Apresentação de elementos pessoais da relação com o artista.

16h30/17h00

Actuação do Coral TAB (Barreiro). Cânticos em Ronga.

 

 

Lúcia Marques

 

 

18
Jan11

Malangatana e Moçambique por Mia Couto

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06
Jan11

Malangatana Valente Ngwenya, Pintor Moçambicano

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Malangatana Valente Ngwenya, pintor Moçambicano, morreu com 74 anos e meio.

 

Malagatana tinha um andar arrastado lento, arredondado. Transportava o seu peso, as suas maleitas, todos os dias da sua vida sem grandes reclamações. Viajava muito e não reclamava. De Matalane para Maputo, de Maputo para Lisboa, de Lisboa para Maputo. Os seus pés inchados moviam-se pesados e firmes. Malangatana dançava marrabenta.

Malangatana tinha as órbitas salientes e um véu na menina dos olhos que denunciava descuidos de saúde. Pousava as vistas, antes fixava-as, num ponto sem se distrair de tudo em volta. E assim lia o que se passava.

Malangatana falava com voz grossa, profunda, enfumarada, escolhia o momento em que a sua boca se abria. E mordia.

Ngwenya quer dizer Crocodilo

Malangatana Valente Crocodilo morreu com 74 anos e meio. 

 

 

Nota: Não será difícil encontrar informações sobre Malangatana. Estão no documentário Ngwenya o Crocodilo de Isabel Noronha, aquiaquiaqui e em muitos outros sítios 



Elisa Santos

19
Out10

Mbate Pedro

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e uma corvina

vomita o mar

no prato do pescador

 

e um afogado

espeta os pulmões

na garganta do marinheiro

 

fomos ao mar

pescar corvinas

e trazemos entre dedos

a água

cheia de rios

(Poema retirado de Minarete de Medos e Outros Poemas, Indico, 2009)

 

 

Mbate Pedro, nasceu na Cidade de Maputo, capital de Moçambique. Desde muito cedo interessou-se pela literatura, tendo, no entanto, iniciado o seu percurso na década de 90. Participou em vários movimentos literários surgidos na cidade de Maputo. É membro da Associação dos Escritores Moçambicanos e da União Mundial dos Escritores Médicos. Colabora na revista brasileira de literaturas africanas Sarará. Publicou "O Mel Amargo" (2006) e "Minarete de Medos e Outros Poemas" (2009). É licenciado em Medicina pela Universidade Eduardo Mondlane.

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