Quinta-feira, 30 de Junho de 2011

 

 

Hoje, às 22h, passa na Cinemateca PRÓXIMO FUTURO o filme boliviano, feito em Santa Cruz, "El Ascensor", realizado e produzido por Tomás Bascopé e Jorge Sierra. "El Ascensor" passa-se sobretudo entre as paredes de um elevador.

Entrevistado enquanto produtor executivo, Sierra chega mesmo a fazer uma analogia entre a sobrevivência nesse espaço exíguo e no mundo de hoje: "Somos pessoas diferentes, encerradas num mesmo espaço que não se pode dividir. E se não chegarmos a um diálogo, terminaremos com um desastre". E explica: "A história [desenvolvida com Tomás Bascopé] submerge a Bolívia no elevador. Cada personagem identifica a grande parte da população. 'O Elevador' é o que a Bolívia é agora, um espaço de convivência. Nada sai dali e se não chegam a um acordo pode acontecer um desastre".

 

Sinopse de "El Ascensor" (2009)

Na véspera de Carnaval, à saída de um supermercado, um jovem empresário é raptado por dois assaltantes e conduzido ao prédio onde fica a sua empresa, para que aí possam assaltar o seu cofre. Ao subirem de elevador, este bloqueia. Não há ninguém que os possa socorrer porque todos os funcionários já abandonaram o edifício. Os assaltantes e a vítima vão ficar presos no elevador durante os três dias que dura o Carnaval, tentando aprender a viver juntos numa situação ora explosiva, ora dramática

 

Amanhã (dia 1 de Julho), às 19h00, estreia em Portugal a mais recente peça da Companhia Playa (Chile), composta por duas partes e com encenação e dramaturgia de Guillermo Calderón (autor da inesquecível "Neva", que no ano passado esteve no Próximo Futuro): "VILLA + DISCURSO". E já pode adquirir os seus bilhetes via on-line, antes que esgotem!

 

O tema da primeira parte – “Villa” – é aparentemente simples: que fazer àquela casa que tem esse passado tão histórico e é uma memória a preservar da luta clandestina e da tortura? Três actrizes discutem frente a uma mesa sobre a qual está uma maqueta da Villa Grimaldi. A partir deste dispositivo realista, aparentemente simples, até banal num campo mediático, Calderón constrói uma das mais fortes, sólidas, profundas dramaturgias sobre a criação humana das artes, a validade da arte contemporânea, o debate democrático, os conflitos ideológicos, o papel da museografia. E em nenhuma situação há qualquer sinal da introdução ideológica possível do autor.

 

E chega a segunda parte – “Discurso” –, que decorre na mesma sala e com as mesmas actrizes. É uma  ficção da despedida da Presidente Michelle Bachelet quando deixou o Palácio presidencial. Começa «Hoje não vos vou falar com palavras dóceis e esperadas…». E segue-se um manifesto do exercício do poder do ponto de vista de alguém que se assume como mulher, pediatra, optimista e socialista. E é fascinante como Calderón pega numa matéria tão arriscada, numa personagem que é considerada como a melhor presidente da história do Chile e interroga o que é o poder.

 

 

HOJE, 30 de Junho (quinta-feira) 

 

22h00 Anfiteatro ao Ar Livre CINEMA / Cada Bilhete: 3 Eur 

El Ascensor, de Tomás Bascopé e Jorge Sierra (Bolívia, 2009)

 

 

 

AMANHÃ, 1 de Julho (sexta-feira)

 

19h00 Sala Polivalente do CAM TEATRO / Cada bilhete: 15 Eur

Villa+Discurso, de Guillermo Calderón (Chile, 2011)

 

22h00 Anfiteatro ao Ar Livre CINEMA Cada Bilhete: 3 Eur

Africa United, de Debs Gardner-Paterson (Reino Unido/Ruanda/África do Sul, 2010)

 



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Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

(Na foto: Eucanaã Ferraz)

 

 

Hoje é dia de grandes LIÇÕES do Próximo Futuro, reunindo investigadores, poetas e professores de diversas geografias (Brasil, Camarões, EUA e Portugal), em torno de reflexões sobre “Democracia e a Ética do Mutualismo” (a partir da “experiência Sul-africana”), “Qual o futuro próximo da Poesia?”, “As grandes incertezas da historiografia africanista” e “Produção, utilização e partilha do conhecimento na economia global”, todas com entrada livre!

E à noite sobe ao palco "Woyzeck on the Highveld", para a segunda de apenas três apresentações em Lisboa. Dado o limite os lugares na sala aconselhamos vivamente que adquiram os vossos bilhetes on-line o quanto antes. As apresentações de hoje e amanhã (a última) estão quase esgotadas.

 

 

HOJE, 17 de Junho (sexta-feira)

 

09h30 - 17h30 Auditório 2 LIÇÕES / Entrada Livre (Tradução simultânea disponível; sinopses e bios aqui)

 

09h30

ACHILLE MBEMBE (África do Sul)

DEMOCRACIA E A ÉTICA DO MUTUALISMO. APONTAMENTOS SOBRE A EXPERIÊNCIA SUL-AFRICANA

 

11h00

EUCANAÃ FERRAZ (Brasil)

DA POESIA – O FUTURO EM QUESTÃO

 

14h30

MARGARIDA CHAGAS LOPES (Portugal)

PRODUÇÃO, UTILIZAÇÃO E PARTILHA DO CONHECIMENTO NA ECONOMIA GLOBAL

 

16h00

RALPH AUSTEN (EUA)

AS GRANDES INCERTEZAS DA HISTORIOGRAFIA AFRICANISTA: EXISTE UM TEMPO ‘AFRICANO’ E PODE O SEU PASSADO ANUNCIAR O SEU FUTURO?

 

 

21h30 Sala Polivalente do CAM TEATRO / Cada bilhete: 20 Eur 

"Woyzeck on the Highveld" (África do Sul)

HANDSPRING PUPPET COMPANY, com encenação e videos de WILLIAM KENTRIDGE 

 

 

 

AMANHÃ, 18 de Junho (sábado)

 

19h00 Sala Polivalente do CAM TEATRO / Cada bilhete: 20 Eur 

"Woyzeck on the Highveld" (África do Sul)

HANDSPRING PUPPET COMPANY, com encenação e videos de WILLIAM KENTRIDGE 

(última apresentação) 

 

21h30 Anfiteatro ao Ar Livre MÚSICA / Cada bilhete: 18 Eur

Orquestra Gulbenkian, Drumming Grupo de Percussão e Matchume Zango (Timbila de Moçambique)

Programa - Maestro Pedro Neves

Steve Reich, Drumming: Part I

Marlos Nobre, Concerto N.º 2/a para 3 Percussões e Orquestra, Opus 109a (2011) [versão encomendada pelo grupo Drumming, a quem Marlos Nobre dedica a partitura]

(Sem Autor) Timbila, Música Africana para Percussão

Iannis Xenakis, Pithoprakta

Gyorgy Ligeti, Romanian Concerto

 

 

Bilheteira on-line, aqui.

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Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

Projecto Chapéus-de-Sol no Jardim da Gulbenkian (foto: Jorge Martins Lopes) 

 

 

Começa hoje um novo ciclo de actividades do Programa Gulbenkian PRÓXIMO FUTURO e cá estamos nós para vos lembrarmos de tudo o que não podem perder nos próximos 18 dias!

De 16 de Junho a 3 de Julho há exposições, conferências, espectáculos de teatro e dança, concertos e cinema ao ar livre, tudo na Gulbenkian em Lisboa, reunindo obras de criativos de diversas geografias. Teremos o maior prazer em contar convosco neste ponto de encontro da Europa, África, América Latina e Caraíbas!

 

 

HOJE, 16 de Junho (quinta-feira)

 

17h00 Jardim Gulbenkian INAUGURAÇÃO ARTE PÚBLICA / Entrada Livre

NANDIPHA MNTAMBO (África do Sul)

KBOCO (Brasil)

RAQS MEDIA (Índia)

 

CHAPEÚS-DE-SOL

BÁRBARA ASSIS PACHECO (Portugal)

RACHEL KORMAN (Brasil)

ISAÍAS CORREA (Chile)

DÉLIO JASSE (Angola)

 

21h30 Sala Polivalente do CAM TEATRO / Cada bilhete: 20 Eur 

"Woyzeck on the Highveld" (África do Sul)

HANDSPRING PUPPET COMPANY, com encenação e videos de WILLIAM KENTRIDGE

 

 

 

 

AMANHÃ, 17 de Junho (sexta-feira)

 

09h30 Auditório 2 LIÇÕES / Entrada Livre (Tradução simultânea disponível)

ACHILLE MBEMBE (Camarões), "Democracia e a Ética do Mutualismo. Apontamentos sobre a Experiência Sul-Africana"

EUCANAÃ FERRAZ (Brasil), "Da Poesia - O Futuro em Questão"

MARGARIDA CHAGAS LOPES (Portugal), "Produção, Utilização e Partilha do Conhecimento na Economia Global"

RALPH AUSTEN (EUA), "As Grandes Incertezas da Historiografia Africanista: Existe um Tempo 'Africano' e Pode o Seu Passado Anunciar o Seu Futuro?"

 

21h30 Sala Polivalente do CAM TEATRO / Cada bilhete: 20 Eur 

"Woyzeck on the Highveld" (África do Sul)

HANDSPRING PUPPET COMPANY, com encenação e videos de WILLIAM KENTRIDGE 

 

 

Bilheteira on-line, aqui.

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Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

Breve vislumbre de "Woyzeck on the Highveld", com William Kentridge

 

 

A Handspring Puppet Company acabou de vencer o Tony Awards pela melhor peça com "War Horse"!

Na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, esta famosa companhia de teatro de marionetas apresentará já amanhã, dia 16 de Junho, às 21h30, a imperdível adaptação da obra de Georg Buchner encenada pelo artista e realizador sul-africano William Kentridge: "Woyzeck on the Highveld".

 

"Woyzeck no Highveld" é uma adaptação da famosa peça do escritor alemão Georg Büchner sobre ciúme, assassinato e a luta de um indivíduo contra uma sociedade insensível que acabou pordestrui-lo. O Woyzeck de Buchner era um soldado alemão de 1800. Nesta versão, Woyzeck é um trabalhador migrante na Joanesburgo de 1956: uma paisagem da industrialização estéril. A produção – a primeira colaboração entre a Handspring e o reconhecido artista e realizador William Kentridge – reúne marionetas manipuladas à vara e filme animado para ilustrar graficamente a mente torturada de Woyzeck quando ele tenta compreender as suas circunstâncias externas.

Dirigida por Kentridge, a peça estreou no Standard Bank National Arts Festival em Grahamstown (em 1992), seguindo para uma temporada no Teatro do Mercado, em Joanesburgo, no mesmo ano. Posteriormente, viajou para a Alemanha, Espanha, Bélgica, Escócia, Inglaterra, Hong Kong, Austrália, Nova Zelândia, França e Estados Unidos da América – onde, em 1994, no Joseph Papp Public Theater, assinalou a abertura do Segundo Festival de Nova Iorque de Teatro de Marionetas da Henson Foundation.

Um convite do Festival de Marionetas do Mundo levou a Handspring e Kentridge a repô-la em 2008 em Perth e Brisbane (Austrália), e a prolongar a sua apresentação no Teatro do Mercado de Joanesburgo, e em Baxter (Cidade do Cabo). A itinerância do espectáculo continuou em Stavanger, na Noruega (Novembro de 2008) para, depois da tourné pelos EUA no Outono de 2009, regressar à Europa.

 

Woyzeck on the Highveld” sobe ao palco da sala polivalente do CAM da Gulbenkian nos dias 16 e 17 de Junho (esta quinta e sexta-feira, respectivamente), às 21h30, e 18 de Junho (sábado), às 19h.

Dado o limite de lugares da sala aconselhamos a aquisição dos bilhetes via on-line, aqui.

 

 

Mais links para conhecer “Woyzeck on the Highveld”:

Handspring Puppet Company 

William Kentridge’s biography and film

“Woyzeck on the Highveld”: video, audio, press, links and more 



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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011

Carla Romero, Francisca Lewin e Macarena Zamudio: as actrizes de "Villa+Discurso"

 

 

Gostamos tanto destas duas novas peças de Guillermo Calderón que, depois de termos apresentado "Neva", no ano passado, decidimos apresentar de novo as últimas obras deste extraordinário encenador e dramaturgo chileno, com umas actrizes também elas extraordinárias. As duas peças decorrem na Villa Grimaldi, uma casa que está tenebrosamente associada ao regime de Pinochet.  

 

O tema da primeira parte – “Villa” – é aparentemente simples: que fazer àquela casa que tem esse passado tão histórico e é uma memória a preservar da luta clandestina e da tortura? Três actrizes discutem frente a uma mesa sobre a qual está uma maqueta da Villa Grimaldi. A partir deste dispositivo realista, aparentemente simples, até banal num campo mediático, Calderón constrói uma das mais fortes, sólidas, profundas dramaturgias sobre a criação humana das artes, a validade da arte contemporânea, o debate democrático, os conflitos ideológicos, o papel da museografia. E em nenhuma situação há qualquer sinal da introdução ideológica possível do autor.

 

E chega a segunda parte – “Discurso –, que decorre na mesma sala e com as mesmas actrizes. É uma  ficção da despedida da Presidente Michelle Bachelet quando deixou o Palácio presidencial. Começa «Hoje não vos vou falar com palavras dóceis e esperadas…». E segue-se um manifesto do exercício do poder do ponto de vista de alguém que se assume como mulher, pediatra, optimista e socialista. E é fascinante como Calderón pega numa matéria tão arriscada, numa personagem que é considerada como a melhor presidente da história do Chile e interroga o que é o poder.

 

Para saber mais sobre este espectáculo pode começar pelo site do Festival Internacional de Teatro "Santiago a Mil" e seguir até ao (actual) Parque por la Paz Villa Grimaldi.

 

Villa +Discurso”, do dramaturgo e encenador chileno Guillermo Calderón, sobe ao palco da Gulbenkian nos próximos dias 1 de Julho (sexta, às 19h), 2 de Julho (sábado, às 21h30) e 3 de Julho (domingo, às 22h). Os bilhetes já podem ser adquiridos on-line por aqui.

 



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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

  

 

Ainda no dia 16 de Junho (quinta-feira), às 21h30, começa a programação de espectáculos do PRÓXIMO FUTURO, com uma adaptação da peça “Woyzeck” (de Georg Buchner) pela famosa companhia de teatro de marionetas Handspring Puppet Company: direcção de Adrian Kohler e Basil Jones, em colaboração com o artista e encenador sul-africano William Kentridge.

“Woyzeck on the Highveld” volta a subir ao palco da sala polivalente do CAM da Gulbenkian nos dias 17 de Junho (sexta-feira), às 21h30, e 18 de Junho (sábado), às 19h.

 

 

Mais links para conhecer “Woyzeck on the Highveld”:

 

Handspring Puppet Company 

William Kentridge’s biography and film

“Woyzeck on the Highveld”: video, audio, press, links and more 



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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

Os filhos da ditadura

 

 

 

A encenadora e autora argentina Lola Arias apresentou Mi Vida Después. Como subtítulo poderíamos colocar Os filhos da ditadura. Trata-se de uma peça no formato de teatro documental (conhecemos as referências dos The Third Angel), que começa nos anos da ditadura argentina em 1982, e termina num hipotético ano de 2056. O elenco é constituído por actores que foram crianças ou adolescentes neste período e as histórias, com múltiplas saídas e versões, referem-se a este período e são ilustradas por documentos reais ou forjados arquivados ao longo dos anos da ditadura. A peça tem uma energia rara, para o qual conta a presença de actores músicos-cantores rock e a utilização recorrente de bateria e guitarra elécticra. O humor e a ironia são muito inteligentes e, mais uma vez, o teatro inovador consegue combinar uma reflexão sobre a história recente, uma qualidade dramatúrgica, excelência de representação e prazer de performance.

 



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Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

 

 

25 e 26 de Junho (sexta e sábado), 21:30           

Grande Auditório da Fundação Gulbenkian

 

HECHOS CONSUMADOS (Chile)

Companhia Teatro La Memoria

Encenação: Alfredo Castro

Autor: Juan Radrigán

Com: Amparo Noguera, José Soza, Rodrigo Pérez y Felipe Ponce.

 

Façamos o seguinte exercício especulativo: se Beckett fosse chileno como teria escrito? Como teria encenado? É um mero exercício sem resposta digna de qualquer crédito científico. E, contudo, ao vermos “Hechos Consumados” e a sua encenação e cenografia, é de Beckett que muito nos lembramos.

apr


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Sábado, 19 de Junho de 2010

NEVA, confirma Guillermo Calderón [o encenador], é um texto muito chileno, muito da prodigiosa idade dos porquês que o Chile ainda não deixou para trás, sobre o fracasso das melhores utopias políticas (um texto passado em 1905 que sabe exactamente o que vai acontecer depois de 1917), mas também é um texto muito universal sobre o sentido de fazer (e de ver) teatro enquanto lá fora, na vida verdadeira, se mata e se morre: "Começámos a ensaiar esta peça em 2006, no ano mais difícil da Guerra do Iraque, e tivemos de lidar com esse problema: para quem e para quê fazer teatro quando há tanta violência na rua? O que é que se pode fazer quando lá fora há uma matança política?" Ele [Guillermo Calderón] tem uma maneira de lidar com o problema: "O teatro é a minha maneira de fazer política, uma maneira de ter voz e de ser ouvido. Utilizo o teatro como canal privado de participação." - Entrevista de Guillermo Calderón ao Ípsilon, 18/06/10, p.43

NEVA, da Compañia Teatro en el Blanco, é apresentada este sábado e domingo, às 21h30, no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian. Preço: 10 euros.


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NEVA (Chile)

Companhia Teatro en el Blanco

Encenador: Guillermo Calderón

Com: Paula Zúñiga, Trinidad González e Jorge Eduardo Becker

Colaboração: Festival Santiago a Mil

Duração: 80’

 

19 e 20 Junho, Sábado e Domingo, às 21h30

Palco do Grande Auditório

Preço: 10 euros

 

Baseada em acontecimentos e personagens reais, Neva, de 2008, é uma reflexão crítica e sarcástica sobre o teatro, a representação e as suas limitações, cuja encenação questiona os limites do realismo teatral e o compromisso do artista com os conflitos sociais da sua época.

 

Esta peça foi a primeira produção da Companhia Teatro en el Blanco e do seu director, o dramaturgo e encenador chileno Guillermo Calderón. Tal como em peças posteriores de Calderón, o texto emprega o distanciamento brechtiano para interpelar os espectadores contemporâneos e estabelece uma equivalência tácita entre o rio Neva de São Petersburgo – manchado de sangue com os corpos dos operários assassinados, em 1905 – e o rio Mapocho de Santiago – onde foram lançadas muitas vítimas da violência política chilena, em 1973. É criada uma atmosfera de espessura dramática em que as personagens protagonizam um duelo verbal, enquanto no exterior se desencadeia uma convulsão social. A encenação apoia-se no desempenho enérgico do elenco e concentra a tensão num pequeno cenário de 4 metros quadrados.

 

Neva teve grande impacto no Chile, vencendo três prémios Altazor («Melhor Dramaturgia», «Melhor Encenação» e «Melhor Actriz») e o Prémio Círculo de Críticos de Arte. Circulou também por cerca de 20 países, entre os quais a Argentina, Peru, Espanha (Festival de Cádis e Almagro), Brasil, Itália (Milão, Roma, Nápoles, Modena) e Coreia do Sul, alcançando o reconhecimento mundial pela forma como revitaliza o chamado ‘teatro político’.


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Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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