Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

1 de Julho, quinta-feira. 18h30

Fundação Gulbenkian. Entrada livre

 

LITERATURA-MUNDO: OBSERVAR EM PORTUGUÊS

Helena Buescu

 

«As intersecções entre os actuais debates em torno da literatura-mundo (conceito proposto para a tradução para português de world literature) e a dimensão transversal da lusofonia. A radicação comparatista da literatura-mundo e a integração do ponto de observação em português, num paradigma que, a ele, não se limita. Algumas implicações simbólicas e políticas.»

 

HELENA BUESCU é Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde fundou e dirige o Centro de Estudos Comparatistas. Tem leccionado e investigado, na qualidade de visitante, em numerosas universidades estrangeiras (europeias, norte-americanas e brasileiras). Tem vários livros publicados em Portugal e no estrangeiro, como autora e co-autora, sendo os seus últimos livros  Emendar a Morte. Pactos em Literatura (2008) e Literatura e Direito. Mundos em Diálogo (co-coordenação, 2010). É membro da Academia Europaea.


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Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

30 de Junho. 18:30

Auditório 2. Entrada livre

 

DESAFIOS DE DESENVOLVIMENTO: TRANSFORMAÇÕES SOCIETAIS E PRÓXIMO FUTURO.

Victor Borges

 

«Será que as forças exógenas e globais de transformação do mundo, as agendas de desenvolvimento dos Governos e as tendências internas e profundas das sociedades são espontaneamente compatíveis e/ou harmonizáveis? Será que a globalização e, particularmente, a revolução das TIC’s deixam espaços e credibilidade para ’projectos de sociedade‘? Deixar acontecer ou fazer acontecer o ’próximo futuro‘? Eis a questão!

Como antecipar ou criar o ’próximo futuro‘ sem cair no messianismo ou na resistência vã ao poder crescente - político, económico, social e mágico-sedutor - da ciência e da tecnologia sobre indivíduos e sociedades? Que implicações para a governação dos países (desenvolvidos e em desenvolvimento) e para as relações de cooperação internacional? A Lição pretende debater a (in)aceitabilidade da ideia (ou ilusão) de gestão das transformações societais, os desafios, dilemas e limites para a acção dos agentes de mudanças (teleológicas) - os ’desenvolvedores’.»

 

VICTOR BORGES nasceu em Assomada, Cabo Verde, em 1965. É Membro do Conselho de Administração do Instituto da UNESCO para a Aprendizagem ao Longo da Vida, em Hamburgo. Mestre em Psicologia pela Universidade de Paris, frequentou o doutoramento em Educação e Desenvolvimento na mesma Universidade. Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Ministro da Educação e da Valorização dos Recursos Humanos e Ministro da Educação, Cultura e Desporto. De entre os seus domínios de interesse e intervenção, destacam-se as áreas de planeamento e reforma educativa, a cultura e as mudanças sociais e o desenvolvimento, social, local e urbano.



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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

29 de Junho, terça-feira, 18h30

Auditório 2. Entrada livre

Transmissão em directo online:  http://live.fccn.pt/fcg/

 

MÉDIA, MÚSICA E NORMAS EM ÁFRICA

Mamadou Diawara

 

O conhecimento é criado de acordo com normas, que são adaptadas, reajustadas e alteradas em função do meio e dos actores envolvidos. Aqui, a cidade e os seus moradores ou, por outras palavras, o contexto moderno, assumem um papel muito significativo. A música e a performance foram, e são, principalmente, um fenómeno social, político e económico, altamente complexo. Esta comunicação analisa as formas como as pessoas envolvidas no mundo da música, em África, se referem aos diferentes registos de referências, em função das circunstâncias, para produzir e vender o seu produto. Por um lado, estes registos podem ser tão imediatos como os locais para onde costumam emigrar, na Europa e na América, por exemplo; também podem ser a cidade, a aldeia e os media modernos (rádio, televisão, telemóveis, web). Por outro lado, podem parecer tão distantes e abstractos como os antepassados e os velhos meios de comunicação locais. Que ligações há entre a produção contemporânea e a criatividade na África dos nossos dias? Como se transformarão as normas instituídas no passado e como serão elas vendidas no mercado mundial?

 

MAMADOU DIAWARA é director do Institut für Historische Ethnologie, professor de Antropologia e subdirector do Frobenius Institut na Universidade Johann Wolfgang Goethe, em Frankfurt/Main. É doutorado em Estudos Africanos (História e Antropologia) pela EHESS, em Paris. Desde 1997, é director fundador do “Point Sud”, no The Center for Research on Local Knowledge, em Bamako, no Mali. Entre 1996 e 1997, foi professor de Antropologia e História “Henry Hart Rice”, do Yale Center for International and Area Studies, na Universidade de Yale, e, entre 2002 e 2003, foi professor de História na Universidade da Georgia, Athens, nos Estados Unidos.


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Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

26 de Junho. 18:30

Auditório 2. Entrada livre

Transmissão em directo online:  http://live.fccn.pt/fcg/

 

CIUDAD SUR

Pablo Brugnoli

 

“Ciudad Sur” é o traçado dos movimentos das ideias e dos corpos que se deslocam pelo cone sul da América. O interesse comum consiste no repensar as nossas cidades, a partir do próprio local, com ferramentas que falem mais sobre os sistemas organizacionais tendentes a uma reconstrução comunitária do que sobre postais exóticos. “Ciudad Sur” é uma revisão de ideias, práticas e projectos de grupos de trabalho, colectivos, arquitectos e artistas, que estão a trabalhar nestes temas desde há 10 anos na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai.

 

PABLO BRUGNOLI ERRÁZURIZ nasceu em 1975, em Santiago. É Arquitecto pela Universidad Católica de Valparaiso (2001), académico em diversas universidades no Chile, director de SPAM_arq, "Plataforma para la exploración y difusión de las nuevas condiciones de la ciudad actual", editor da revista SPAM_mag, publicação do grupo, e da revista Materia Arquitectura, da Escola de Arquitectura da Universidad San Sebastián. Proferiu conferências na Argentina, Chile, Brasil, Uruguai, Espanha e Dinamarca. Recentemente, participou como co-curador da exposição internacional “Post-it City”.



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Esta sexta-feira, dia 25 de Junho, o historiador chileno José del Pozo vai estar no Auditório 2, às 18h30, para proferir a lição América Latina: Perante uma Redefinição da Região?

 

Como sempre, pode acompanhar estas intervenções online, em directo, aqui. Entretanto relembremos o que aqui ficou escrito, em Agosto do ano passado:

 

«Já está disponível a segunda edição revista e actualizada da Historia de América Latina y del Caribe do historiador chileno José del Pozo. É uma obra de referência para um conhecimento profundo deste Continente político, geográfico, económico e cultural. Tem como qualidades evidentes a clareza da linguagem, a exposição de factos, o recurso às estatísticas e a convocação de outras obras de autores especialistas nesta questão. Para quem constitui um enigma o tipo de evolução histórica dos países que constituem esta região, o livro historiciza, expõe dados, explicita a partir de factos. Tem ainda o mérito de combinar a história económica com a história política e dividindo esta história por períodos torna claro os progressos ou os retrocessos de políticas e de regimes adoptados. Para explicar as situações de desigualdade social, de regimes totalitários que aconteceram, de violência que caracteriza esta região, José del Pozo é claro: tal se deve a uma violência desde a conquista sobre os indígenas (que hoje permanece tomando outras formas), o militarismo que se seguiu às independências e que se traduziu na apropriação pelos militares de direitos, regalias, poderes e de recursos, todos eles excessivos, a formação de oligarquias despotistas de uma pequena elite de proprietários associados aos militares, guerras éticas permanentes, conflitos entre países vizinhos, a incapacidade de superar a crise mundial de 1929, interferência e agressão dos EUA (excepto no período Roosevelt) e mais tarde o alastramento da Guerra Fria a esta região do globo, a excessiva dependência do comércio externo, incapacidade de criar regimes democráticos permanentes. Mais recentemente a partir de 1990 e depois do período populista generalizado, o autor avalia a evolução generalizada do neo-liberalismo que, segundo ele, em nada resolveu os problemas centrais dos conflitos étnicos, a redução necessária da distância entre ricos e pobres (são impressionantes os dados sobre os multimilionários latinos e os níveis de pobreza) e o acesso à educação. Ressalvando as diferenças que existem na actualidade entre os países, seus regimes e seus líderes o autor termina a obra assumindo que um melhor horizonte para os países mais críticos passa pela defesa de governos mais comprometidos com a justiça social e desenvolvimento nacional, por uma atenção especial às questões éticas e, em especial e uma maior autonomia no contexto internacional. Uma cronologia que se inicia com a Guerra da Sucessão Espanhola (1700-1713) e acaba com o plebiscito em Março de 2009 na Venezuela que permite uma re-eleição constante de Hugo Chávez demonstra a ambição legítima desta obra. Em jeito de comentários por períodos históricos o autor faz uma história da cultura popular e erudita destes países, sendo assim possível recordar e sistematizar os clássicos destes países, as suas influências e as personagens históricas: de José Maria Velasquez a Jennifer López.»

 

apr



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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

24 de Junho, quinta-feira.

18:30, Auditório 2. Entrada livre

Transmissão em directo online:  http://live.fccn.pt/fcg/

 

O AFROPOLITANO ’LOCAL’: NOVAS GEOGRAFIAS NA ARTE AFRICANA CONTEMPORÂNEA, por Ruth Simbao (África do Sul)

 

A arte contemporânea de África e da diáspora africana é, muitas vezes, orientada pelos mundos da arte europeia e norte-americana, que destacam a sua inclinação unidireccional para ’Norte’. Esta apresentação reenquadra as políticas geo-espaciais do mundo da arte contemporânea, definindo o ’Sul‘ como nexo de cosmopolitanismos ’locais‘ e movimentos e diásporas intra-continentais. Explorando a especificidade do sítio, procura novas formas de discutir o ’local‘, num momento contemporâneo de globalização e desterritorialização. A apresentação foca-se na arte contemporânea da Zâmbia e da África do Sul, desmontando a esperada ’autenticidade‘ e resultante xenofobia de um contexto pós-nacional de ’construção da nação no exílio’.

 

RUTH SIMBAO é professora associada de História de Arte Africana e Cultura Visual na Universidade de Rhodes, África do Sul. É doutorada pela Universidade de Harvard e foi galardoada com o Rhodes University Vice Chancellor’s Distinguished Research Award (2009). Publicou em várias revistas académicas, entre as quais African Arts, Art South Africa, Third Text, Parachute, Fuse, Mix e NKA: Journal of Contemporary African Art.



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Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

Programa para dia 22 de Junho, terça-feira:

 

18h30, Auditório 2

O SILÊNCIO, por José Tolentino de Mendonça

 

Depois de “Wittgenstein” e de “Padres do Deserto”, depois dos “4 minutos e trinta e três segundos”, de John Cage, e de “Séculos de Prática Conventual”, depois de Susan Sontag e de Dionísio Areopagita, que sabemos sobre o silêncio?

 

JOSÉ  TOLENTINO MENDONÇA nasceu em 1965. Fez o doutoramento em Teologia, na Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), com uma tese que aplica uma metodologia de análise literária ao texto bíblico. É, actualmente, professor de Estudos Bíblicos, na Faculdade de Teologia, da mesma Universidade, e desenvolve a sua pesquisa na área do Novo Testamento. Dirige a Revista Didaskalia e o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. É poeta e tradutor.  

 

 

22h, Anfiteatro ao ar livre

LA TETA ASUSTADA, de Claudia Llosa

Peru, 2009, cor, 95’

 

 

Filme da realizadora peruana Claudia Llosa (Lima, 1976) cuja história parte do facto da jovem Fausta (Magaly Solier) acreditar na lenda de ser portadora de uma doença rara, chamada "teta asustada", transmitida pelo medo e sofrimento através do leite materno, porque a sua mãe foi estuprada por terroristas num momento muito difícil no Peru, na década de 1980. A partir desta história, a realizadora desenvolve uma narrativa que assenta nos mecanismos ambíguos de distância e de proximidade, que condicionam todo o comportamento da protagonista. Guardar distância para conservar a autonomia, a frágil segurança, os seus recursos como pessoa e como trabalhadora; procurar a proximidade face à comunidade a que pertence, aos ritos populares de identificação, à beleza estonteante da natureza. Um filme de encantatórias imagens e de uma interpretação excelente de Magaly Solier. “La Teta Asustada” ganhou o Urso de Berlim de 2009 e foi seleccionado como candidato ao Óscar de 2010, para Melhor Filme Estrangeiro.



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Domingo, 20 de Junho de 2010

AMÉRICA LATINA: LONGUE DURÉE E CONJUNTURA

21 de Junho, segunda-feira, 18h30, Auditório 2 

 

Quando analisamos a América Latina, podemos interpretar o que se passa por lá, através de várias ópticas: ou nos concentramos nos seus aspectos cíclicos ou reparamos nas continuidades subjacentes fundamentais ou, então, adoptamos uma perspectiva mais jornalística. O prognóstico que traçarmos, sobre as perspectivas do futuro da região, será realçado pela maneira de examinarmos a sua evolução. Neste sentido, referirei aqui grandes melhorias, identificarei alguns dos principais ciclos e, por fim, farei uma previsão, tentando interpretar o que se passa na actualidade e o que é possível esperar nos próximos anos. Reconhecer a diversidade interna da América Latina, independentemente das características partilhadas, é uma forma de evitar as armadilhas de uma simples história e, em vez disso, apresentar aquilo a que Chinua Achebe chama de ‘oscilação de histórias’.

   

ALEXANDRA BARAHONA DE BRITO é professora no departamento de Sociologia do ISCTE-IUL e investigadora independente e consultora editorial. Foi investigadora principal associada no Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais (IEEI), em Lisboa. É mestre e doutorada pela universidade de Oxford e tem publicado artigos e livros sobre justiça de transição, direitos humanos, democratização e relações Europa-América Latina, entre as quais se contam “Human Rights and Democratization in Latin America: Uruguay and Chile” (Oxford University Press 1997), e “The Politics of Memory: Transitional Justice in Democratizing Societies” (Oxford University Press 2001).



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Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

Gayatri Chakravorty Spivak é a segunda convidada do ciclo de lições do Próximo Futuro.

 

O FUTURO COMO VIZINHO, por Gayatri Chakravorty Spivak

19 de Junho, sábado, 18h30, Auditório 2 

 

Comunicação baseada na ambiguidade da tradução: Próximo Futuro como “O Futuro enquanto ’O‘ Próximo” e não como “O Próximo Futuro” (é assim que prochain é propositadamente mal traduzido em Levinas). Se pensarmos em termos espaciais e não sequenciais, tal como a contemporaneidade global de hoje nos obriga, somos persistentemente forçados a traduzir a Europa como local de intervenção. Como é que, então, nós pensamos o futuro? Referir-me-ei especificamente a Aime Cesaire em “Une Saison au Congo”.

 

GAYATRI CHAKRAVORTY SPIVAK nasceu em 1942, em Calcutá. Faz crítica literária, teórica, e auto-intitula-se ’marxista-feminista-desconstrucionista prática‘. Ficou famosa pelo artigo “Can the Subaltern Speak?”, considerado um dos textos fundadores do pós-colonialismo, e pela sua tradução de “Gramatologia” de Jacques Derrida. É professora na Columbia University, onde foi nomeada ‘University Professor’ em Março de 2007. Provavelmente, é mas conhecida pela utilização aberta da política das teorias culturais e críticas contemporâneas, que questionam o legado do colonialismo, na forma como os leitores se envolvem com a literatura e a cultura. Concentra-se, frequentemente, nos textos culturais dos marginalizados pela cultura ocidental dominante: o novo imigrante, a classe trabalhadora, as mulheres e o ’objecto pós-colonial‘. É também membro visitante do Centre for Studies in Social Sciences, em Calcutá.


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publicado por Próximo Futuro às 15:43
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sobre
Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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