Quinta-feira, 2 de Junho de 2011

Cena do filme AFRICA UNITED, 2010, da realizadora Debs Gardner-Paterson

(Reino Unido / Ruanda / África do Sul)

 

 

A Cinemateca Próximo Futuro é singular. É uma Cinemateca que deseja que os filmes apresentados possam constituir narrativas visíveis sobre os países, as pessoas, as paisagens, os criadores oriundos dos continentes que são foco do Próximo Futuro: América Latina e Caraíbas, África e Europa.

 

Tal como nas edições anteriores, aqui se apresentam durante vários dias, às 22:00, no ecrã gigante instalado no ANFITEATRO AO AR LIVRE do Jardim da Gulbenkian, filmes de vários géneros, que vão do documentário à ficção.

 

A selecção dos filmes inclui obras antigas da história do cinema de África e da América Latina. Apresentará também pela primeira vez cinema de animação de autores africanos e será ainda possível ver, em estreia absoluta, três obras encomendadas e produzidas por este Programa a três cineastas: Vincent Moloi, João Salaviza e Paz Encina (Produtor Delegado: Filmes do Tejo). 

 

As sinopses de todos os filmes da Cinemateca Próximo Futuro já estão disponíveis no site oficial do programa e cada bilhete/sessão custa apenas 3 Euros.

Relembramos o calendário dos visionamentos para que possa apontar o quanto antes na sua agenda:

 

Dia 23 de Junho (quinta-feira), 22:00

Apnée, de Mahassine Hachad (Marrocos), 2010, 10’

When China met Africa, de Marc e Nick Francis (Reino Unido), 2010, 75’ 

 

Dia 24 de Junho (sexta-feira), 22:00

Fitzcarraldo, de Werner Herzog (Alemanha), 1982, 35mm, 157’

 

Dia 25 de Junho (sábado), 22:00

[sessão PRÓXIMO FUTURO "Três Filmes, Três Realizadores"]

Cerro Negro, de João Salaviza

Hidden Life, de Vincent Moloi 

Viento Sur, de Paz Encina 

 

Dia 28 de Junho (terça-feira), 22:00

Afrique Animée, de Moumoni Jupiter Sodré (Burkina Faso), 2010, 15’ 

Ti-Tiimou, de Michel K. Zongo (Burkina Faso), 2009, 30’ 

Un Transport en commun, de Dyanna Gaye (França/Senegal), 200948’ 

 

Dia 29 de Junho (quarta-feira), 22:00

Border Farm, de Thenjiwe Nkosi (África do Sul/EUA), 2010, 32’ 

Al'Lèèssi... Une Actrice Africaine, de Rahmatou Keita (Níger), 2004, 70'

 

Dia 30 de Junho (quinta-feira), 22:00

El Ascensor, de Tomás Bascopé e Jorge Sierra (Bolívia), 2009, 90'

 

Dia 1 de Julho (sexta-feira), 22:00

Africa United, de Debs Gardner-Paterson (Reino Unido/Ruanda/África do Sul), 2010, '84



publicado por Próximo Futuro às 06:30
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Sexta-feira, 9 de Julho de 2010

Estão a chegar ao fim as sessões da "Cinemateca Próximo Futuro" programadas para este Verão. Esta sexta-feira e sábado, sempre às 22h, no Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian, são apresentados os filmes:

 

Rostov-Luanda, de Abderrahmane Sissako
9 de Julho, sexta-feira

O realizador mauritano Abderrahmane Sissako (n.1961) regista, neste filme de 1997, a sua viagem por uma Angola dilacerada pela guerra, supostamente à procura de um velho amigo, mas, na verdade, tentando recuperar a esperança que ele próprio criara. Sissako conta que a independência de Angola, em 1975, representou para si um novo recomeço de África. Nos anos 80, como tantos jovens africanos, partiu para a União Soviética, atrás de formação técnica e política, e lá conheceu um angolano, Baribanga, cuja confiança no futuro do seu país encarnava a esperança que Sissako depositava em todo o continente. Mas os anos de guerra civil que se seguiram, entre facções angolanas apoiadas cada uma pela sua superpotência, além das outras catástrofes que se abateram sobre África, arrasaram o optimismo da geração de Sissako. "Rostov-Luanda" é pois uma expressiva resposta à desilusão que encontramos em muitos filmes africanos recentes, como Afrique, je te plumerai, Udju Azul di Yonta e Tableau Ferraille.

 

 

Tamboro, de Sérgio Bernardes

10 de Julho, sábado - ÚLTIMA SESSÃO

 

Documentário sobre o Brasil, na sua diversidade cultural, geográfica e social, com intervenções de Leonardo Boff, Rose Marie Muraro, Aziz Ab´Saber e Ailton Krenak, entre outros, e diversas participações especiais de músicos como Hermeto Pascoal, grupo Afroreggae, Velha Guarda da Portela, Seu Jorge e repentistas nordestinos. Nesta longa-metragem as principais questões sociais e ambientais do Brasil – a desflorestação, a luta pelas terras, a “favelização” e a criminalidade nos grandes centros urbanos – são projectadas formando um panorama quase muralista da civilização. Do Monte Roraima aos Aparados da Serra, o filme percorre todo o Brasil revelando imagens surpreendentes.

 

 

E no domingo, 11 de Julho, às 21h30, no Anfiteatro ao ar livre:

 

PALAVRAS NA CIDADE, um espectáculo inédito de spoken word

©Márcia Lessa

 

O espectáculo Palavras na Cidade, com direcção artística de Carla Isidoro e Chullage, encerra um desafio: juntar artistas que admiram ou praticam a poesia falada, mas que nunca a fizeram em conjunto.

 

Juntos pela primeira vez num espectáculo de spoken word, os artistas convidados são co-criadores do material inédito que levarão a palco. Uma viagem onde Lisboa, a urbanidade, as memórias e as histórias pessoais são trabalhadas na palavra falada. O DJ assume-se como artesão do cenário musical enquanto  os VJs desenham o ambiente visual para cada performance, concedendo ao espectáculo um fio condutor.

 

O Spoken Word tem reclamado o seu lugar dentro da cultura contemporânea urbana vivendo do improviso, da declamação pura ou revestido por música. Neste caso, Lisboa é o pano de fundo que permite tecer teias de contos, experiências e sonhos que remontam à oralidade das histórias para crianças, que tão bem conhecemos, ou à perpetuação de memórias e passados que os griots continuam a manter em certos países africanos. São estórias que brotam das ruelas, das aspirações cultivadas à beira Tejo e da luz que impregna a vida da cidade. Hoje, Aqui e Agora são motes para a construção do Palavras na Cidade, em que se criam narrativas de pertença e silábicas realidades.

 

Intérpretes: Birú, Chullage, Kalaf, Kika Santos, Nástio Mosquito, Vera Cruz.

Cenário Musical: DJ Ride

Cenário Visual/VJs: Droid-id (Paulo Prazeres, Luís André, António Forte)

Direcção Artística: Carla Isidoro e Chullage

 

O espectáculo Palavras na Cidade resulta de uma colaboração entre o programa Descobrir e o Próximo Futuro.



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Quinta-feira, 8 de Julho de 2010
Este filme do realizador brasileiro Vicente Ferraz conta a fascinante história do filme “Soy Cuba”, de Mikhail Kalatozov, primeira e única co-produção entre Cuba e a extinta União Soviética. Em 1962, a União Soviética, uma das maiores interessadas no sucesso e difusão da Revolução Cubana, envia para Cuba um de seus grandes cineastas, Mikhail Kalatozov (que poucos anos antes havia ganho a Palma de Ouro em Cannes, com o filme “Quando Voam as Cegonhas”), com a missão de realizar o que seria um grande poema épico. Kalatozov contou com recursos humanos e tecnológicos, como foi raro acontecer na História do Cinema. Foram dois anos de filmagens, que resultaram em algumas das mais impressionantes imagens da história do cinema. Apesar disso, o filme foi um retumbante fracasso, tanto em Cuba como na União Soviética, tendo sido de imediato arquivado até que, mais de 30 anos depois, Francis Ford Coppola e Martin Scorsese o resgataram do esquecimento. O documentário de Vicente Ferraz recorre à clássica estrutura de entrevistas e imagens de arquivo para contar a história dessa produção, da sua idealização até ao reconhecimento tardio.
 
 
Soy Cuba- O Mamute Siberiano, de Vicente Ferraz (Brasil)

8 de Julho, quarta-feira. 22h

Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian



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Quarta-feira, 7 de Julho de 2010
 

 

Black Gold, de Marc Francis e Nick Francis (Reino Unido)

7 de Julho, quarta-feira. 22h

Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian

 

As multinacionais do café dominam os nossos centros comerciais e supermercados e comandam uma indústria avaliada em mais de 80 mil milhões de dólares, fazendo deste produto a mercadoria comercial mais valiosa do mundo, a seguir ao petróleo. Nós, consumidores, pagamos bem os nossos galões e cappuccinos, mas os cultivadores de café continuam a receber tão pouco que muitos se vêem forçados a abandonar os seus campos. É na Etiópia, berço da cultura do café, que o paradoxo se torna mais evidente. Tadesse Meskela tem como missão salvar da bancarrota 74 mil cultivadores em luta. Enquanto estes homens se esforçam por colher café da mais elevada qualidade no mercado internacional, Tadesse percorre o mundo à procura de compradores dispostos a pagar-lhes um preço justo. No contexto da passagem de Tadesse por Londres e Seattle, percebe-se o enorme poder dos negociantes multinacionais que dominam o negócio mundial do café. Os commodity traders de Nova Iorque, o comércio internacional de café e as negociatas dos líderes do comércio, na Organização Mundial do Comércio, representam bem os vários desafios que Tadesse enfrenta, na demanda por uma solução duradoura para os seus agricultores.



publicado por Próximo Futuro às 12:07
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Segunda-feira, 5 de Julho de 2010



publicado por Próximo Futuro às 17:32
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

 

 

1 de Julho, quinta-feira. 22h

Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian

 

Paseo, do chileno Sergio Castro San-Martin, começa por ser um filme on the road, através da auto-estrada que liga Santiago ao norte do país, circulando no sopé da cordilheira. Uma mãe leva o seu filho adolescente a ver o pai, de quem se separou há dez anos. São poucos os diálogos, apenas os essenciais, curtos e directos. O som que acompanha todo o filme é uma partitura cuidadosamente elaborada a partir dos ruídos da auto-estrada, do latido de cães, do som da siderurgia onde trabalha o pai, do chapinhar da água no lago, do som das ondas do Pacífico, do arfar de desejo do adolescente. O resultado e a interiorização do filme no espectador é subtil na forma e cúmplice na interioridade. Mais uma vez (como em muita da cinematografia chilena), o pai está ausente e é a mãe que toma as decisões. Nesta narrativa surpreendente, depois de ter levado o filho a conhecer o seu pai, a mãe acaba por partir sozinha, deixando-o entregue ao pai num dia em que este ensina o filho a disparar a sua carabina. Prémio do Júri do Festival de Cinema do Chile de 2009 – Sanfic5 - e seleccionado para os mais importantes festivais de cinema independente.

 

Para informações sobre as próximas sessões de cinema ao ar livre (6 a 10 de Julho), por favor consulte o nosso site.



publicado por Próximo Futuro às 10:21
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Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

 

30 de Junho, quarta-feira, às 22h

Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian

 

Carregado de uma energia contagiante, o filme mexicano Voy a Explotar gira em torno da fuga romântica de Roman, 15 anos, filho de um respeitado embora corrupto político mexicano, e Maru, uma adolescente introvertida de classe média.

 

«A terceira longa-metragem do realizador Gerardo Naranjo chega-nos com uma forte recomendação: entre os seus muitos produtores executivos contam-se Gael Garcia Bernal e Diego Luna, melhores amigos de infância na vida real que interpretavam os adolescentes melhores amigos Julio e Tenoch, numa viagem com uma mulher de trinta e poucos anos no filme Y Tu Mama Tambien, um marco no cinema mexicano. E quando ficamos a saber que Naranjo foi ele próprio um adolescente rebelde em Salamanca (México), onde nasceu, e que aí fundou um cineclube universitário chamado Zéro de Conduite, nome da pequena obra-prima de Jean Vigo sobre a revolta dos alunos de uma escola, não nos surpreende que o seu filme Voy a Explotar seja sobre jovens em fuga. O que é invulgar é a forma como o filme evita muitos lugares-comuns dentro do género “Jovens Incompreendidos”. (…) O casal desesperado que tenta deixar para trás a grande cidade traz-nos à memória Pierrot le Fou, de Godard.» – John Walsh, The Independent, Jan. 2010

 

«Acho que nunca tinha visto um filme em que dois amantes em fuga não tivessem razões para se revoltarem. No México, neste momento, vivemos um período muito particular da história. Andamos distraídos com os media, a moda, a televisão, e não sabemos para que lado nos havemos de virar. Por isso quis mostrar neste filme um casal que tenta fazer uma revolução, sem ter nada a que se agarrar. Não têm livros, não têm filmes, estão perdidos, sem referências. Espero que Voy a Explotar possa servir como inspiração aos miúdos mexicanos para irem à procura de qualquer coisa em nome da qual possam lutar.» – o realizador, Gerardo Naranjo, em entrevista à Time Out de Londres, Jan. 2010



publicado por Próximo Futuro às 10:10
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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

LOS VIAJES DEL VIENTO

Ciro Guerra, Colômbia, 2008, cor, 118’

29 de Junho, terça-feira, 22h

Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian. Preço: 3 euros

Filme legendado em português

 

 

 

«A música é uma parte importante da vida dos colombianos, acompanha-os em cada momento, desde que nascem, durante o crescimento, desde o primeiro amor até à morte – a música está sempre presente.» - Ciro Guerra, realizador

 

«As paisagens magníficas e variadas da Colômbia desempenham um papel central neste filme de Ciro Guerra (…) Através desta dupla fora do comum [Ignacio e Fermín], Guerra cria uma homenagem evocativa dos encantos da sua terra natal e da música dos seus celebrados acordeonistas. (…) Enquanto ponto alto do filme, o duelo de acordeões é tão dramático e inesperado que se torna uma experiência simplesmente imperdível.» - Diana Sanchez, Toronto International Film Festival



publicado por Próximo Futuro às 16:53
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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

 

23 de Junho, quarta-feira (1ª parte)

24 de Junho, quinta-feira (2ª parte)

Anfiteatro ao ar livre, 22h

 

When We Were Black conta em dois episódios uma história sobre a passagem para a idade adulta, mas também sobre a forma como a história e a política podem moldar a identidade individual. O filme procura fazer análise de como as identidades e as histórias pessoais podem coincidir e relacioná-las com acontecimentos políticos mais abrangentes. É um filme complexo, encantador e inteligente, com um apelo universal.

 

Esta mini-série foi rodada para televisão em quatro semanas, entre Setembro e Outubro de 2006. Premiada em sete categorias, incluindo a de Melhor Realização e de Melhor Série Dramática de Televisão, nos South African Film and TV Awards, em 2008 também esteve em competição na 21ª edição dos Rencontres Internationales de Television de Reims (França).

 

When We Were Black conta com um convidado especial no elenco, o actor sul-africano Presley Chweneyagae (conhecido por ter entrado no filme Tsotsi, vencedor em 2005 do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro), que no filme recita o poema histórico de Ingoapele Madingoane "Africa my Beginning".

 

Ingoapele Madingoane é o nome cimeiro de uma geração de poetas que trabalhava no Soweto no final dos anos 70, autor da obra seminal da literatura de “consciência negra” sul-africana, Africa my Beginning, publicada pela Ravan Press em Joanesburgo, em 1979. O livro foi banido pelas autoridades do apartheid dois meses depois de ser publicado. O poema, que se seguiu a um outro épico “Black Trial” (Julgamento Negro), foi largamente recitado por Ingoapele no Soweto, antes e depois da sua publicação e subsequente proibição. Acabou por tornar-se tão popular junto dos mais jovens que muitos miúdos e estudantes no Soweto sabiam o poema inteiro de memória. Ingoapele Madingoane morreu em 1996.



publicado por Próximo Futuro às 08:45
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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

 

 

 

A realizadora peruana Claudia Llosa aborda de forma crítica nesta obra uma época negra da história do seu país. Constituída em 2001, a “Comissão da Verdade e da Reconciliação” (CVR) já registou cerca de 70 mil assassinatos, bem como inúmeras violações, raptos e outros abusos de direitos humanos no período entre 1980 e 2000. Como metáfora da sociedade actual peruana, o filme descreve com mestria a dor de um país, ao lidar com os seus traumas e os seus mortos. A realizadora consegue narrar duas histórias num só filme, mas com um final significativo: acredita na redenção.

 

La Teta Asustada (Peru, 2009), de Claudia Llosa

Esta terça-feira, 22 de Junho, às 22h

Anfiteatro ao ar livre da Fundação Gulbenkian



publicado por Próximo Futuro às 09:30
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sobre
Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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