Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

 

 

Para celebrar os 90 anos da Semana de Arte Moderna de 1922, o Museu Afro Brasil, em São Paulo, abrirá nesta quinta-feira (16), às 19h, uma exposição cenográfica sobre o escritor Mário de Andrade, um dos líderes do modernismo brasileiro, ao lado de Oswald de Andrade. Com o título inspirado em "Macunaíma" (''Mário - Eu Sou um Tupi Tangendo um Alaúde"), ela trará pinturas, objetos, imagens e poemas. O curador e escultor Emanoel Araújo pretende destacar a "mulatice" do intelectual paulistano.

- É o Mário total. Sou fascinado pela mulatice de Mário de Andrade. Ele encarna essa genialidade mulata. Ele fala da racialidade mulata que deu Domingos Caldas Barbosa, Aleijadinho e todos os outros. Mário entra pela África através da religiosidade, dos ex-votos. E faz aquele lindo livro sobre Jesuíno do Monte Carmelo, de São Paulo. A ideia da exposição é muito mais sobre Mário do que pela Semana de Arte Moderna - explica Araújo.

 

 

 

Para ler o artigo completo no Terra Magazine, clicar aqui.



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Na Bahia, o povoado com a maior taxa de exemplares por habitante do Brasil

 

O povoado de São José do Paiaiá, no sertão baiano, tem 500 moradores, igreja, escola, praça e duas ruas. “Na de cima, mora a elite; na de baixo, a classe trabalhadora”, descreveu o historiador Geraldo Moreira Prado, 71 anos, o filho mais ilustre e ilustrado da terra. De cada dez habitantes de Paiaiá, três são analfabetos. Metade da população vive na pobreza, com renda de pouco mais de 200 reais por família a cada mês. Quatro famílias formam a elite local.

Numa região de casas geminadas, ruas de pedra e terra, poucos empregos e quase nenhum saneamento, a soberba taxa de 200 livros por habitante – a média nacional não chega a cinco – é a obra local mais frondosa, graças à Biblioteca Comunitária Maria das Neves Prado. Está sediada em um rudemente majestoso prédio de três andares, o único daquela área da caatinga. Já foi apelidado de “Empire State of Paiaiá”, reunindo os quase 100 mil livros, segundo a contagem oficial, da autodeclarada “maior biblioteca rural do mundo”.

 

 

 

Para ler o artigo completo na Piauí, clicar aqui.



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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

 

Marília Gabriela entrevista Laerte Coutinho.

 

 

 

 

 

 

Laerte Coutinho (1951), é um dos principais cartonistas do Brasil. Participou em diversas publicações, como a Balão e O Pasquim. Colaborou nas revistas Veja e Istoé e nos jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo. Criou diversos personagens, como os Piratas do Tietê e Overman. Em conjunto com Angeli e Glauco (e mais tarde Adão Iturrusgarai) desenhou Los Três Amigos. Publica os seus desenhos na internet no blogue Manual do Minotauro.

 

 



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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011

 

 

Brazil apart, publishers are struggling to persuade the growing middle class to read more books

 

TINY fingers wiggle through the holes in the pages of “A Moverse” (“Let’s Get Moving”), a children’s picture-book that lets readers pretend their digit is a cat’s tail or penguin’s beak. While managers in suits talk print-runs and profits in one hall of the Guadalajara International Book Fair, the world’s biggest Spanish-language literary get-together, shrieks of excitement can be heard from young customers in the children’s area next door.

 

Para continuar a ler o artigo, basta ir até ao The Economist Job Board (Publishing in Latin America).

 



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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

 

 

 

Grande destaque no jornal Público de hoje (suplemento ípsilon) para três peças apresentadas no CAM da Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do Programa Gulbenkian PRÓXIMO FUTURO!

 

Nos 10 destaques da secção "Teatro": o 1.º lugar coube a "Villa+Discurso" (na foto), do encenador chileno Guillermo Calderón, apresentada no Programa Gulebnkian Próximo Futuro nos dias 1, 2 e 3 de Julho de 2011. O 2.º lugar foi atribuído à peça "Woyzeck on the Highveld", do encenador e artista sul-africano William Kentridge, também programada pelo Próximo Futuro e com lotação esgotada nos dias 16, 17 e 18 de Junho de 2011.

 

Nos 9 destaques da "Dança": coube ao coreógrafo brasileiro Vanilton Lakka o 5.º lugar, com o espectáculo "O Corpo é a Mídia da Dança + Outras Partes", apresentado no Próximo Futuro nos dias 22 e 23 de Junho de 2011.

 

 

Mais informações sobre estes espectáculos, no site do Próximo Futuro.

 

 



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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

 

"Uma fronteira, todas as fronteiras" (filme de David Pablos Sanchéz)

 

 

Doctv é o primeiro programa de incentivo à produção e teledifusão de documentários ibero-americanos. Surge como uma iniciativa da Conferencia de Autoridades Cinematográficas de Iberoamérica- CACI e da Fundación del Nuevo Cine Latinoamericano. Seu propósito é a realização de Concursos Nacionais de Seleção de projetos de documentário nos países que aderiram ao programa.

 

Inspirado na experiência prévia do Brasil, Doctv é um modelo pioneiro de coprodução, teledifusão e distribuição de documentários, sistematizado a partir do conceito de operação em rede. Seus objetivos fundamentais são: promover o intercâmbio cultural e econômico entre os povos ibero-americanos; a implementação de políticas públicas integradas para promover a produção e teledifusão de documentários nos países da região; e a difusão da produção cultural dos povos ibero-americanos no mercado mundial.

 

A REDE Doctv é uma aliança estratégica das autoridades audiovisuais e de televisão pública, atualmente composta por quinze países latino-americanos: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Panamá, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela.

As ações relacionadas ao programa são custeadas pelo FUNDO Doctv, implementado pela Secretaria Executiva da Cinematografia Ibero-Americana - SECI e sustentadas pelos países anunciantes e patrocinadores do Programa Doctv que, para a produção de documentários, é complementado com contribuições nacionais.

 

Para saber mais sobre a REDE Doctv, basta navegar até aqui.  

 



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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011

 

 

A acontecer já desde o dia 24 de Setembro de 2011, o 17o Festival Internacional de Arte Contemporânea SESC - Videobrasil "apresenta a série de Seminários Panoramas do Sul, concebido como um convite de abordagem a aspectos relevantes em torno da produção e difusão da arte contemporânea produzida no contexto do território-zona. (...) Os seminários pretendem propor aos participantes sensibilizações conceituais e críticas que possibilitem a visualização de formas de diálogo e trânsito não apenas entre os agentes do 'Sul', mas também nas suas múltiplas formas de relação com o que talvez possamos chamar aqui e agora de 'Norte'. Idealizadas em torno de quatro eixos temáticos (formação, redes, curadoria, publicações), as mesas têm como ponto de partida os seguintes motes de observação e discussão em torno das práticas formativas, institucionais, curatoriais e editoriais públicas (com os quais conforma-se tal campo propício a inúmeras ligações, confrontos, desgastes e paradoxos de forma dinâmica):

 

-          A arte como terreno de formação do cidadão

-          A instituição à margem das redes de arte

-          Intenções curatoriais: 'curando o Sul sem bússola'

-          Práticas editoriais: quem lê e quem escreve, para o que

 

Cada sessão de trabalho conta com um mediador, que apresentará o recorte temático à audiência. A seguir, um convidado virtual apresenta em vídeo um comentário crítico acerca do tema a ser discutido. A apresentação de dois estudos de caso oferece elementos e subsídios partir dos quais se explicitarão diferentes dimensões dos assuntos abordados. Ao final, um debatedor sintetizará o conjunto de questões apresentadas, na tentativa de lançar e promover a reflexão, junto ao público, de um pensamento que seja capaz de dar vistas ao agora aqui da arte."

 

A próxima (e última) sessão está programada para dia 10 de Dezembro, das 14h às 18h, e é dedicada ao tema "Intenções editoriais: quem lê e quem escreve, para quê", com "artistas conceituais, críticos e curadores usam publicações para promover uma nova expressão artística".
 
Mediação: Fernando Oliva | Convidado virtual: Miguel López | Estudo de caso 1: Revista Tatuí, Clarissa Diniz | Estudo de caso 2: Asterisco 9, Luisa Ungar e Nadia Moreno | Debatedora: Lisette Lagnado. Vagas: 120 | SESC Belenzinho | Sala de Espetáculos 2
 
Mais informações, aqui.
 
 


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Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011

 

 

O chileno Eugenio Dittborn (Santiago do Chile, 1943) trabalha desde 1983 na produção de obras que designou de “Pinturas aeropostais”. O conceito é simples: as obras que são maioritariamente sobre papel, material plastificado ou vídeos, são criadas a partir de temas recorrentes como o conflito, a tragédia, a interrupção da viagem, o acidente, a distopia. Essas obras depois são enviadas para o destino da exposição dobradas (ou embaladas, no caso dos vídeos) e colocadas dentro de envelopes de encomenda postal, tendo escrito na capa o endereço, o remetente do artista e a descrição. À medida que vão sendo apresentadas em vários lugares estas obras vão acumulando no sobrescrito a listagem desses lugares por onde passaram.

 

Há aqui uma nítida vontade de ‘transterritorialidade’ mas digamos que, para além deste método, há nas técnicas utilizadas, no suporte e nas linguagens, uma tal noção de espaço, de essencialidade, e de beleza que, o seu conjunto, nesta mostra no Centro Cultural do Santander de Porto Alegre, é de uma euforia contagiante, não perdendo a sua proximidade do abismo.

 

António Pinto Ribeiro

 

 



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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

 

 

É a oitava edição da Bienal do Mercosul, uma das mais singulares bienais de arte do mundo. Abriu no passado dia 10 em Porto Alegre, uma cidade do Rio Grande do Sul, e ocupa vários armazéns desafectados do porto, alguns museus e ainda vários sítios da cidade. O tema geral da Bienal é “Ensaios de Geopoética” e continua uma certa tradição de relação da arte com a política que tem caracterizado esta Bienal nas últimas edições.

 

A curadoria geral é de José Roca, que anuncia que a Bienal se propôs apresentar obras que reflectem a noção de território a partir das perspectivas geográfica, política e cultural. Aparentemente nada de muito novo neste enunciado que é suficientemente vago para permitir a apresentação de trabalhos organizados, estes sim, em “entradas” mais específicas e pertinentes. São elas: a( geo)poética propriamente dita, mercado, raça, questão, indígena, cadernos de viagem, entre outras. A montagem  – na secção apresentada  nos armazéns do porto – conta com um dispositivo de recepção das obras que é claro e estimula o cruzamento de múltiplas obras e projectos. Maioritariamente constituída por instalações e vídeos, a mostra não se limita a apresentar artistas oriundos dos países do Mercosul mas inclui artistas chineses, dos Camarões, egípcios, franceses, alemães, etc.

 

As obras que destacamos são da autoria de Duke Riley (EUA), Javier & Erika (Cuba) – “Haciendo mercado” –, Leslie Shows (EUA) – “Display of properties” –, Marcelo Cidade (Brasil) – “Luto e Luta” –, Paola Parcerisa   (Paraguai) – “Bandera Vacia” –, Paco Cao (Espanha) – “El veneno del baile “. Na secção Cadernos de Viagem, que resulta de viagens dos artistas pela região do Rio Grande do Sul e cujos resultados são maioritariamente muito felizes, realçam-se as obras de Beatriz Santiago Munõz – “Folc- industrial” – vídeo sobre os horários de trabalho dos operários das indústrias de Caxias de Sul – e “Nuevas Floras” de Maria Elvira Escallón, esculturas talhadas nas árvores vivas das Missões durante a evangelização, que actuam como um estilete na recepção do visitante.

 

 

António Pinto Ribeiro

 

(Fotos com obras de Leslie Shows e de Maria Elvira Escallón)

 

 

 

 

 



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Sexta-feira, 22 de Julho de 2011

 

 Bike em Paraty

 

 

"Tour dos Trópicos": David Byrne (músico) e Eduardo Vasconcellos (urbanista)

 

O primeiro a falar foi o David Byrne que estava lançando o livro "Diários de bicicleta".

 

Ele como turista gosta de visitar os lugares de bicicleta porque pode ver e apreciar coisas que de outra forma não veria.

Acredita que nosso modelo atual de cidade isola as pessoas, e a cidade na verdade é um lugar de diversidade e troca.

 

Mostrou com algumas imagens de Frank Lloyd Wright, Le Corbusier e outros, a ideia de cidade do futuro no Século XX. Ela é cheia de 'highways', sem lugares para interação humana ou o encontro de pessoas. São cidades cheias de torres isoladas, acabando com as ruas, uma ideia bastante influente do século passado... 

 

A GM era durante todo esse período a maior corporação do mundo e apoiava as ideias de construção de largos 'boulevards' para muitos carros. Essa configuração é hostil para os pedestres e as cidades hoje são assim graças a essas influências.

 

As ruas menores tem um modelo mais caótico, pois as pessoas se encontram mais, e você nunca sabe com quem vai cruzar. Na Europa as coisas já estão mudando. Já existem cidades que tem no mesmo espaço em conjunto, bicicletas, carros e pedestres.

 

O Eduardo também defendeu a mudança na qualidade de vida das cidades. Mas aqui no Brasil elas vão ter que passar antes por um aumento da cidadania da população. As pessoas não conhecem seus direitos nem deveres para poderem lutar por melhores condições. Aqui quem vai a pé ou de 'bike' trabalhar é porque não tem dinheiro, fazem parte de uma classe de baixa renda.

 

No Brasil também ainda há o mito que todos preferem o automóvel, que faz parte da proposta desenvolvimentista dos anos 70. Assim as classes de renda mais alta, que têm um ou mais carros, ocupam mais espaço público e gastam mais recursos (energia) e poluem mais que as de renda baixa.

 

É preciso gerar conhecimento para gerar constrangimento ético, para que as pessoas usem mais o transporte público, a bicicleta ou andem a pé. Transformar esse espaço hoje hostil às pessoas e caminhar em direção a uma nova cidade.

 

A palestra do David Byrne foi bastante esperada, foi legal, mas as pessoas claramente esperavam mais, talvez que ele cantasse? 

 

 

Praça

 

 

'Pensamento Canibal': Eduardo Sterzi e João Cezar de Castro Rocha

 

Essa mesa faz parte da homenagem ao Oswald, e eles falaram dos desdobramentos da antropofagia depois de seu momento inicial em ‘22.

 

João Cezar foi primeiro a falar e colocou uma pergunta para depois tentar responder:

“A antropofagia define a sensibilidade do brasileiro (se tiver caráter histórico) ou é universal (questão antropológica)?”

A resposta é e não é. Porque ela tanto pode ser uma teoria sobre a alteridade cultural, quanto foi elaborada num período específico para atender a um problema específico. Foi escrita em São Paulo em 1928.

Uma das questões é que, para assumi-la como universal precisaríamos ainda ter que despir o Oswald de sua “brasilidade”. Por ainda não termos superado um complexo de colonizado, não a transformamos numa teoria universal.

 

No Manifesto detectamos aspectos locais (necessidade de nos atualizarmos em relação à Europa, a colonização portuguesa), e também aspectos universais.

Assim a antropofagia é de fato uma teoria cultural, mas uma teoria onde as circunstâncias são assimétricas. Ou seja, ela é acionada pelo dominado, por quem está na posição de desfavorecido, por nós e não pelos europeus. Preservamos uma capacidade de seleção, pois ainda precisamos recorrer à Europa, mesmo hoje.

 

Ressaltou que é preciso se reinventar a crítica cultural no Brasil, que se baseia num modelo de falsa dicotomia entre local versus universal que foi útil até à década de ‘60.

 

O Eduardo ressaltou que o Oswald é visto como um clássico e assim fica circunscrito a dois períodos de ‘22 e de ‘60. E ele escreveu a vida toda, se aprimorando, até morrer.

Mais que uma teoria da cultura, nos seus escritos tem teoria para tudo: economia, direito, estética, religião.

 

A ideia da antropofagia não é original e o Oswald também fala isso. Lembraram Catão, Rabelais e em 1919 Picabia com “canibal-dada”...

 

O que o Oswald fez foi alterar o fluxo das trocas culturais, usando como matéria-prima um conceito que transformou para criar uma teoria. O poeta antropófago só sente a alegria da influência.

 

 

Doces

 

 

Imagens e textos de Madame de Stael, correspondente em Paraty

 

 



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Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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