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Próximo Futuro

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18
Jan11

Flashes de Santiago V

Próximo Futuro

Os filhos da ditadura

 

 

 

A encenadora e autora argentina Lola Arias apresentou Mi Vida Después. Como subtítulo poderíamos colocar Os filhos da ditadura. Trata-se de uma peça no formato de teatro documental (conhecemos as referências dos The Third Angel), que começa nos anos da ditadura argentina em 1982, e termina num hipotético ano de 2056. O elenco é constituído por actores que foram crianças ou adolescentes neste período e as histórias, com múltiplas saídas e versões, referem-se a este período e são ilustradas por documentos reais ou forjados arquivados ao longo dos anos da ditadura. A peça tem uma energia rara, para o qual conta a presença de actores músicos-cantores rock e a utilização recorrente de bateria e guitarra elécticra. O humor e a ironia são muito inteligentes e, mais uma vez, o teatro inovador consegue combinar uma reflexão sobre a história recente, uma qualidade dramatúrgica, excelência de representação e prazer de performance.

 

01
Jul10

Última lição do ciclo, pelo escritor Alan Pauls

Próximo Futuro

 

2 de Julho, sexta-feira. 18h30

Auditório 2. Entrada livre

Transmissão em directo online:  http://live.fccn.pt/fcg/

 

POSSIBILIDADES DE VIDA: LITERATURA E POÉTICAS EXISTENCIAIS

Alan Pauls

 

«Todo o escritor fabrica uma personagem conceptual para escrever sem escrever, para continuar a fazer literatura, onde não há outro suporte para além do ‘aqui e agora’ da experiência o que, à falta de uma palavra melhor, chamamos ’vida‘. Essas personagens conceptuais não são circunstanciais. São o próprio resultado daquilo que escrevem: a verdadeira obra das suas obras e, frequentemente, a obra-prima. Na invenção dessas máscaras estratégicas, espreitam formas inovadoras de colocarem a literatura e a vida em pé de igualdade.»

 

Um dos melhores escritores latino-americanos vivos, Roberto Bolaño (1953-2003) sobre Alan Pauls.

 

ALAN PAULS é escritor e nasceu em Buenos Aires (Argentina), em 1959. Publicou ensaios sobre cinema, literatura e artes visuais. É autor dos romances “El pudor del pornógrafo”, “El colóquio”, “Wasabi”, “El pasado” (prémio Herralde 2003), “Historia del llanto" e "Historia del pelo”, e dos ensaios “Manuel Puig. La traición de Rita Hayworth”, “Lino Palacio: la infancia de la risa”, “El factor Borges. Nueve ensayos ilustrados e La vida descalzo”. Os seus livros foram traduzidos para mais de doze idiomas.

25
Mai10

Argentina: 1810-2010

Próximo Futuro

 

«Ninguna de las pequeñeces políticas de los últimos días, ninguna desazón, contrariedad o humillación contra los valores esenciales de la nacionalidad y de las instituciones que la expresan pueden ser hoy más fuertes que la voluntad de festejar el destino compartido por generaciones de hombres y mujeres a lo largo de 200 años.»

 

Começa assim o editorial de hoje do jornal La Nación, a propósito das comemorações do Bicentenário da Independência da Argentina.

08
Mar10

Buenos Aires

Próximo Futuro
Carta confidencial sobre Buenos Aires
o bien
Del tiempo y la distancia

No sabe Don Pedro de Mendoza ese 3 de febrero de 1536 que está navegando aguas del Rìo de la Plata, el gran estuario.

Busca un reparo para fondear, y amarra. Con la cruz y la espada, y en nombre del Rey, bautiza ese lugar Puerto de la Trinidad de Santa Marìa de los Buenos Aires.

No quedan trazas de la tal fundación, pero el curso del Riachuelo, insinua allí un círculo, una vuelta sobre si mismo. Los pobladores que vinieron y se asentaron después vista la tal desembocadura la llamaron boca del Riachuelo o simplemente Boca, y construyeron casas de lata pintadas de vivísimos colores. Vivieron esos habitantes de los trabajos de puerto: carga y descarga de los barcos cargueros.

Quinquela Martin vivió ese tiempo y esa febril actividad y lo testimonió en grandes cuadros con magníficos y trágicos colores.

El Museo que lleva su nombre, allí mismo frente a esa Vuelta del Río, antigua edificación portual, reune casi toda su producción plástica.


La cancha de fútbol queda un poco más allá...

Pero me he apartado mucho de la historia. He saltado los siglos. Es que la Historia es la sedimentacion de los siglos. Y lo que hoy vemos no son los fundadores, ni Mendoza ni Juan de Garay ni los inmigrantes genoveses que dieron nombre a este aglomerado de pobres casas: Bocca del Riachuelo, asi escrito a la italiana. Queda Caminito, la esquina tanguera y algunos bares-almacenes con letreros prolijamente fileteados que dan sabor antiguo y falsamente folclórico. Pero es turístico y vale. Como es también turístico elegante y chic Puerto Madero. Lejano está el tiempo cuando en esos edificios - también funciona allí la Universidad Católica – funcionaban las oficinas portuarias, los depósitos y el Hotel de Inmigrantes porque los inmigrantes fueron – y se diría que aún lo son- también alguna vez carne de canon para ser almacenada y descargada como las bolsas tristes que cargan al hombro hombres más encorvados y tristes aún como los de los cuadros del tano Quinquela Martín.

Lo que fuere. La Historia pasó porque pasó el tiempo, y también pasó mi tiempo. Pero vale leer La Historia en los poetas:

Borges me susurró que:

Se me hace cuento que empezó Buenos Aaires.

La juzgo tan eterna como el aire y el agua.


Y Manuel Mujica Lainez:

Ciudad plural. Ciudad que no es jamás la misma

y cuya variedad, a quien sabe, abisma.


Post Scriptum

Cuando bajo al pasaje subterráneo que me llevará, cruzando las vias férreas, al otro lado de la estación el que se abre sobre la ciudad, apenas ahí al pie de la escalera, los veo.

Son los músicos callejeros venidos del este. Rumenos o acaso húngaros. Un violín y un bandoneón ...A mi paso arrancan con un tango de la vieja guardia... Como si me reconocieran, como si supieran... que la historia y el tiempo están apelotonados y son uno, todo y siempre, alfa y omega, contenidos en el Aleph, el diamante que Borges encontró en el sótano de Buenos Aires.

Yo vuelvo a mis veinte años camino de la universidad mientras ando este túnel debajo de la estación.

El violín y las fisarmónicas gitanas desgarran: Caminito que el tiempo ha borrado...

ebrero de 2010

Aurelia Rosa Iurilli

Escritora
22
Jan10

Notas sobre o teatro no Chile e na Argentina

Próximo Futuro
Durante os anos em que Michelle Bachelet presidiu ao governo do Chile (2006-2009), as áreas social e cultural do país tiveram apoios e políticas de reconhecimento e de desenvolvimento inéditas, mesmo pensando a uma escala mundial. No que diz respeito à cultura, o sector foi profundamente estudado e estruturado, hierarquizando-se prioridades e colocando-se em cargos de responsabilidade e de decisão uma nova geração de quadros - nascida no início dos anos 1970 -, o que produziu uma renovação saudável do sector, de que hoje se sentem as boas consequências.Uma das área a merecer uma especial atenção foi a do teatro, a que não terá sido alheio o facto de ser esta uma arte tradicionalmente de grande qualidade e tradição no Chile, e de a ministra da cultura ser uma actriz. No processo de estruturação do sector teatral muitas foram as salas recuperadas e equipadas, consolidando-se a sua programação. São centenas as que existem pelo país, das quais, algumas dezenas em Santiago, com públicos muito participantes e activos e muito diferenciados na sua “filiação” tribal.

O teatro chileno é, a par, do teatro argentino, um dos melhores do espectro latino-americano, tendo inclusivamente criado uma técnica vocal que lhe é particular. O teatro chileno é maioritariamente um teatro de palavra e de texto, assenta na performance dos actores e na qualidade da encenação, com pouco investimento em maneirismos cenográficos. A importância e a prevalência do texto é de tal ordem, que nos concursos anuais de dramaturgia chegam a concorrer 250 textos (2009), 60% dos quais originários de fora da capital É um teatro que vive ainda muito da revisitação à história política recente do Chile. Mas as suas abordagens podem ser de uma sofisticação ímpar. Um dos melhores exemplos é a obra "Neva", encenada por Guillermo Calderón, que é provavelmente a melhor peça estreada na América do Sul no ano passado. Num "ringue" de 4 m2, três actores representam o dia seguinte à morte de Tchekov, com incursões às obras do dramaturgo russo. É um teatro feito apenas sobre a qualidade da interpretação de excelentes actores e com uma dramaturgia e encenação de uma inteligência rara. Actualmente, os dois festivais de teatro de referência são o Festival Internacional de Teatro Santiago a Mil (FITAM), sediado em Santiago (www.santiagoamil.cl) e o mais recente Festival Cielos del Infinito (www.festivalcielosdelinfinito.cl) que acontece desde 2008 na cidade mais ao sul do continente sul-americano, Punta Arenas, já na região do Chile Antárctico.

Na Argentina, ao contrário das recentes políticas culturais no Chile, as artes de uma forma geral e o teatro, em particular, não têm tido qualquer apoio por parte do governo. Mesmo assim, o teatro é uma actividade pulsional deste país, em particular em Buenos Aires onde, apesar da crise, em alguns fins-de-semana chegam a estrear-se 30 peças. Os locais são maioritariamente lugares alternativos, como apartamentos e associações, já que a maioria dos teatros da cidade foram privatizados e apresentam sucedâneos da Broadway ou do teatro espanhol comercial. A propósito da situação do teatro na Argentina contou o actor e encenador Marcelo Mininno uma história da sua infância. Vivendo com a sua avó numa região rural, assistiu um dia a uma enorme trovoada. Ao espreitar pela janela, viu a avó deitar sal no chão, em movimentos de cruz, de cada vez que trovejava. Passado algum tempo a avó entrou em casa e dirigindo-se ao neto com um ar peremptório, disse-lhe: a trovoada vai acabar. O comentário do actor foi: “como vêem há muito bom teatro na Argentina”.

apr

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