Terça-feira, 4 de Outubro de 2011

(AFP/Archives, © AHED IZHIMAN)

 

Notícia triste esta do falecimento do encenador François Abou Salem, que em Junho de 2007 participou no Fórum Cultural "O Estado do Mundo" com a encenação conjunta (com o seu amigo Amer Khalil) da epopeia de Gilgamesh.

 

RAMALLAH (Territoires palestiniens) — Le comédien, auteur et metteur en scène de théâtre franco-palestinien François Abou Salem est décédé à l'âge de 60 ans à Ramallah (Cisjordanie), a-t-on appris samedi soir auprès des forces de sécurité palestiniennes.

(...)

Né en 1951, François Gaspar Abou Salem a grandi à Jérusalem-Est, à Beyrouth et en France. Il se revendiquait et était considéré comme palestinien. Il avait commencé sa carrière avec le Théâtre du Soleil d'Ariane Mnouchkine. Parlant parfaitement arabe, il fut l'un des fondateurs de la compagnie Al-Hakawati, à l'origine de la création du Théâtre national palestinien (TNP), à Jérusalem-Est. Il était surtout connu comme directeur artistique de théâtre. Il a ainsi adapté des pièces de Dario Fo et Bertold Brecht pour le public palestinien. Ce Franco-palestinien a mis en scène de nombreuses créations internationales, notamment un "Enlèvement au Sérail" remarqué en 1997 à l'Opéra de Salzbourg. Il était aussi cinéaste.

"C'est une perte terrible aussi bien pour ses proches que pour le théâtre en Palestine et en général", a confié à l'AFP l'une de ses amies, l'avocate israélienne Léa Tzemel. François Abou Salem avait reçu le Prix Palestine en 1998 des mains de Yasser Arafat, le chef historique du mouvement national palestinien.

Sa dernière pièce, "Mon frère le chahid («martyr»)" met en scène la tragédie d'un homme dont le frère choisit de devenir un kamikaze malgré toutes ses tentatives de le dissuader. (...)

 

Para ler toda a notícia da AFP basta ir aqui.

 

 



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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

 

 

Call for papers até 31 de Outubro de 2011 para um número especial da revista Afriques. Débats, méthodes et terrains d’histoire (Centre d'Études des Mondes Africains - Paris I) : "Manger et boire en Afrique avant le XXème siècle / Eating and drinking in Africa before the 20th century".

 

Monique Chastanet (CNRS/CEMAf/Université Paris 1), Gérard Chouin (IFRA-Ibadan/CEMAf/ArScAn), Dora de Lima (CRHM/Université Paris 1), Thomas Guindeuil (CEMAf/Université Paris 1)

 

CFP Published online since April 2010 (http://afriques.revues.org), Afriques. Débats, méthodes et terrains d’histoire is the only journal devoted to the history of Africa before the 20th century. For its fifth thematic issue, scheduled for late 2012, Afriques is calling for papers on: “Eating and drinking in Africa before the 20th century: Cuisines, exchanges, social constructions”. Ten years will, in 2012, have passed since the publication of Cuisine et société en Afrique: histoire, saveurs, savoir-faire (M. Chastanet, F.X. Fauvelle-Aymar and D. Juhé-Beaulaton, eds.), still one of the very few books devoted to this topic. It described the history of foods, dishes, drinks and commensality in Africa. The fifth issue of Afriques would like to update this description while focusing on the period before the 20th century, as is the journal’s wont.

Para continuar a ler, basta consultar a H-Net Discussion Networks.

 



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Sábado, 1 de Outubro de 2011

© Camila de Sousa

 

 

Está a decorrer nestes dias em Maputo a segunda edição das Ocupações Temporárias que tem por "chave" a precariedade. Inaugurou, ou melhor: o conjunto das cinco intervenções passou a ocupar vários lugares da cidade no dia 11 de Setembro, data do 10º aniversário sobre os atentados às Torres do World Trade Center de Nova Iorque.

A produtora das Ocupações, Elisa Santos, definiu-as como intervenções que assinalam o ”dia que marca o fim do mito da inviolável segurança, o fim da tranquilidade colectiva”.

 

Numa cidade e num país em mutações rápidas e com uma opinião pública muito pouco sustentada e pouco interventiva, que lugar ocupam os artistas neste processo de constituição de uma cidade aberta ao mundo? E que artistas são estes?

Os artistas que intervêm correspondem à mais recente geração de criadores já muito distantes da geração de Malangatana e Shikane, como de Naguib e mesmo do Muvart (este último, o movimento surgido no princípio da década deste século). Estes novos artistas são os artistas "conectados" pelas redes sociais, visitantes de sites, links, em estado constante de recepção via sms ou facebook e são artistas com preocupações sociais tomadas de um modo muito próprio. Nenhuma vertente sociológica é neles predominante mas rebelam-se contra os casos de corrupção pública, de desigualdade social, de falta de espaço no espaço público. Cada vez que intervêm escolhem o meio mais adequado e à parte disto são músicos, fotógrafos, desenhadores, pintores.

 

© Filipe Branquinho

 

O resultado das instalações – cuja descrição exaustiva pode ser vista em http://ocupacoestemporarias.blogspot.com/ – é uma constelação de rebeldia artística. Bem distante em termos de produção, de impacto mediático e de notoriedade, é como se de algum modo assistíssemos a um remake no Maputo da exposição "Quando as atitudes tomam formas", de 1969, com curadoria de Harald Szeemann.

No conjunto as Ocupações são de uma fragilidade de produção enorme dada a escassez dos meios, mas esta fragilidade dá-lhes uma inovação no processo de criação artística na actualidade moçambicana muito importante e a diversidade das propostas é uma das grandes mais-valias do processo, tanto mais que a qualidade plástica e interventiva das mesmas é determinante. Sejam as fotos e o vídeo assombrosos de Camila de Sousa, os retratos da exaltação da dignidade dos retratados de Filipe Branquinho, o Facebook em materiais pobres com intervenções públicas da autoria de Azagaia, o muro a graffiti de mitologias urbanas de ShotB Hontm, os desenhos das situações utópicas de Jorge Fernandes.

 

APR

 

   Cartaz das "Ocupações Temporárias" 

 



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Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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