Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

It’s a new day in the Arab world — and, let’s hope, in American relations to the Arab world. Por Nicholas D. Kristof



publicado por Próximo Futuro às 13:11
link do post | comentar | partilhar

Já lá vai o tempo de Lula. Aqui



publicado por Próximo Futuro às 07:44
link do post | comentar | partilhar

 

 

Impecável infografia no El País sobre a vaga de revoluções que se abate sobre o mundo árabe. Aqui.



publicado por Próximo Futuro às 07:36
link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

 Não foi assim há tanto tempo atrás que pudemos ouvir o testemunho do carismático martiniquês Edouard Glissant (1928-2011) sobre música e crioulização a propósito do novo álbum “KREOL”, que o músico, escritor e conselheiro cultural cabo-verdiano Mário Lúcio lançou também em Portugal.

Estavamos em Outubro de 2010 e na Fnac do Colombo passava um inesperado excerto do documentário homónimo realizado por Frédérique Menant, que acompanhou as gravações do álbum em sete países, seguindo a rota histórica da escravatura.

Glissant surgiu então, durante breves mas impressionantes momentos, em conversa sobre a importância das raízes da música e o modo como esta “deve correr o risco da diversidade”, reforçando através da repetição de ideias (tão estrategicamente eficaz) a sua constatação e defesa do processo de crioulização a partir da especificidade antilhense.

Deixámos agora de poder contar com a sua inquietude contagiante mas o seu legado está talvez mais vivo do que nunca, com todo o interesse que tem vindo a suscitar e tão crucial que é para pensar os dias que vivemos.

Poeta, filósofo e romancista, Edouard Glissant é já internacionalmente reconhecido como um pensador humanista fundamental no que toca aos temas das migrações, diversidade e mestiçagem, identidade e nação, tendo teorizado toda uma “poética da relação” que realça o processo de “crioulização” numa actualidade a que chamou, sintomaticamente, “Todo-Mundo” (“Tout-Monde”): uma cultura feita, cada vez mais, de muitos mundos, uma cultura inexoravelmente feita de culturas.

 

Vale a pena ler no Africultures um óptimo artigo publicado pelo jornalista e crítico de cinema Olivier Barlet por altura da estreia mundial do filme biográfico que lhe dedicou Manthia Diawara, em Julho do ano passado.

Aqui a homenagem já depois da sua morte, e desta vez escrita, pelo cineasta e escritor Diawara. E aqui encontram uma excelente súmula sobre a importância do legado deixado por Glissant através de Valérie Marin La Meslée.

 

Lúcia Marques

 



publicado por Próximo Futuro às 09:38
link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

 

A decorrer até amanhã. Aqui



publicado por Próximo Futuro às 14:39
link do post | comentar | partilhar



publicado por Próximo Futuro às 13:19
link do post | comentar | partilhar

 

 

Não é facto extraordinário a existência de eleições em África (mais de uma dezena em 2010), nem tão pouco a reeleição do partido no poder. Contudo, que num país africano se efectuem eleições após campanhas renhidas, que o partido no poder renove a maioria absoluta e que o partido da oposição assuma a derrota e entenda assumir o lugar que o povo lhe entregou, isso é um facto “extraordinário”, notado e comentado dentro e fora do continente. (Como aqui).

 

Em Cabo Verde acontecem coisas extraordinárias, como as chuvas mansas que têm abençoado as ilhas este mês de Fevereiro.

 

Elisa Santos



publicado por Próximo Futuro às 05:59
link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011



publicado por Próximo Futuro às 14:59
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

 

 

[Foto: David Croofot]

 

 

aqui se destacou esta exposição logo a seguir à sua abertura no antigo Mercado de Sta. Clara (Lisboa), em Dezembro passado. Mas com tantas boas razões para ser revisitada, e estando a um mês do seu fim (8 de Março de 2011), voltamos à iniciativa para divulgar algumas novidades recentes:

- a mostra inclui agora, com passagem em loop, “Looking for Pancho (À procura de Pancho): a film about the life of ideas”, realizado em 2010 por Christopher Bisset e um dos trabalhos vencedores do festival anual “C&CI Moving Space Student Architecture Short Film Competition”;

- também passou a integrar uma montagem de fotografias sobre a vida e obra do arquitecto Amâncio d’Alpoim Miranda Guedes (também pintor, escultor, professor e coleccionador Pancho Guedes);

- programaram-se visitas guiadas de entrada livre todas as 5.as feiras, às 11h30 e às 15h30 (para além das visitas com um dos comissários, já confirmadas para este sábado e domingo – dias 12 e 13 de Fevereiro – às 17h: marcações pelo n.º 91 2947430);

- e já é possível comprar o catálogo on-line, por exemplo, aqui ou aqui.

 

 

A exposição constitui uma oportunidade única de conhecer ao vivo a colecção de arte africana que o casal Dori e Amâncio Guedes reuniram ao longo das suas viagens e estadias (sobretudo em Lourenço Marques – actual Maputo –, Joanesburgo e Lisboa), fruto de cumplicidades várias e de um espírito mecenático informado, atento à simultaneidade das práticas artísticas e usos criativos nas várias Áfricas das décadas de 1950/60, i.e., no arranque das primeiras independências.

Reúnem-se, por vezes numa lógica intencionalmente disrruptiva de entrecruzamento de referências, núcleos de máscaras mais conhecidas (de decoração geometrizante, como a que influenciou decisivamente os modernistas ocidentais) e de outras muito menos divulgadas, (como os exemplares raríssimos que adquiriu directamente junto dos Macua-Iómuè, feitos de entrecasca de árvore), entre outros artefactos rituais, objectos de uso quotidiano e manifestações de arte popular, para além de uma secção especialmente dedicada às chamadas “artes plásticas” (mas também ela representativa do desejo de questionar hierarquias entre disciplinas, géneros ou autorias). É nessa nave central da exposição (que se vê na foto) que encontramos o incontornável conjunto de pinturas iniciais de Malangatana – infelizmente, falecido a 5 de Janeiro deste ano –, realizadas com o patrocínio visionário de Pancho Guedes, mas também quadros feitos na pré-adolescência pelo próprio filho Pedro Guedes, desenhos, esculturas e bordados de amadores ou autores desconhecidos, para além de outras surpresas, como os originais de Bertina Lopes, que devido à promoção e arranjo gráfico de Pancho, ilustraram em 1964 a 1.ª edição da novela revolucionária “Nós Matámos o Cão Tinhoso!” do moçambicano Luís Bernardo Honwana (posteriormente apreendida pela polícia, ainda em Lourenço Marques). No lado oposto dessa parede até painéis publicitários anónimos são expostos, evidenciando os vários caminhos da colecção e da própria exposição que a apresenta (bifurcada logo de início, como o revela a foto da nave central).

Pancho Guedes, autor dos “25 estilos Guedes” e que queria ser pintor, é (afinal) também um dos mais reconhecidos patronos da arte africana contemporânea, pioneiro no apoio a uma produção que acreditava (poder) ser autónoma da lição ocidental, como desde cedo prestigiadas figuras do circuito artístico internacional o reconheceram e agora o relembra o curador da exposição Alexandre Pomar sublinhando, nos textos de apoio, a estreita relação do artista-arquitecto com Frank McEwen (organizador do 1.o Congresso Internacional da Cultura Africana em 1962) e Ulli Beier (fundador do Mbari Club e da revista “Black Orpheus”, na Nigéria), para além de constituir, juntamente com Malangatana e as datas das guerras de libertação, “a única presença relativa às ex-colónias portuguesas na cronologia da história mundial da arte esbelecida no site do MET”.

No catálogo bilingue (pt/ing), para além de dois textos imprescindíveis de Alexandre Pomar – sintetizando a abordagem proposta na exposição e contextualizando com muita informação preciosa o contributo de Pancho Guedes na projecção da arte africana contemporânea (procurando também partilhar o mais possível o conhecimento decorrente de algum acesso ao imenso arquivo pessoal do próprio Pancho) –, há para ler o texto com preocupações de sistematização antropológica do co-curador Rui M. Pereira, a generosa tese de Alda Costa (sobre o panorama Moçambicano nos anos em que o artista-arquitecto-patrono aí viveu), um (auto)retrato escrito por parte do amigo e protegido Malangatana, o testemunho da antropóloga Elizabeth (Betty) Schneider sobre “a influência da arte africana em Pancho Guedes”, uma breve síntese sobre “o arquitecto” por Ana Tostões e ainda importantes notas biográficas dedicadas às variadíssimas autorias presentes na colecção do casal Guedes.

 

Sintomaticamente, em mais uma opção de montagem acertada, numa das paredes da exposição lê-se: Acho que a preocupação em sublinhar a diferença da cultura africana é uma espécie de apartheid cultural. Acho que os criadores são sempre mágicos, onde quer que se encontrem, na Europa, em África ou na América. Acho que nos devíamos interessar pela universalidade da arte, pelas forças que levam as pessoas a fazer coisas, em vez de tentar descobrir diferenças sem importância”.

Palavras do genial Pancho Guedes, proferidas em 1962, no 1.º Congresso Internacional da Cultura Africana (em Salisbúria, Harare), no seu jeito algo "warburgiano" (Aby Warburg) de se dedicar às ressonâncias imagéticas, simbólicas, em prol de uma vivência cultural efectivamente global.

 

Lúcia Marques



publicado por Próximo Futuro às 06:02
link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

 

 

The January referendum confirms that South Sudan will become a sovereign country. But it will struggle to prosper.

 



publicado por Próximo Futuro às 14:31
link do post | comentar | partilhar

sobre
Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
This text will be replaced by the flash music player.
posts recentes
links
arquivos
tags
subscrever