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Próximo Futuro

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24
Jan11

Referendo no Sudão

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22
Jan11

Homenagem de afectos a Malangatana Valente Ngwenya

Próximo Futuro

 

 

Chama-se “Homenagem de afectos a Malangatana Valente Ngwenya”, a iniciativa que a Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, em Almada, organizou para hoje, prolongando a última exposição individual realizada pelo grande mestre Malangatana (1936-2011). Intitulada “Novos Sonhos a Preto e Branco” esta mostra abriu ao público a 23 de Outubro de 2010, reunindo “uma série de 15 desenhos inéditos” entre outras obras, e decorreu paralelamente à exposição dedicada ao arquitecto José Forjaz. Outro amigo de longa data de Malangatana, também arquitecto e também com ampla obra realizada em Moçambique é Pancho Guedes, cuja colecção de arte africana, reunida sobretudo durante as suas vivências em África, inclui um importante núcleo de pinturas precisamente do início da produção artística de Malangatana, podendo ser vistas na outra margem do rio Tejo, no Mercado de Santa Clara de Lisboa (em plena Feira da Ladra).

 

 

Programa para dia 22 de Janeiro, das 14h30 às 18h30, na CASA da CERCA, (entrada livre):

 

14h30

Encontro informal de amigos do artista

Visita à exposição Novos Sonhos a Preto e Branco e José Forjaz Arquitecto, Ideias e Projectos.

15h30

Intervenções informais / Apresentação de elementos pessoais da relação com o artista.

16h30/17h00

Actuação do Coral TAB (Barreiro). Cânticos em Ronga.

 

 

Lúcia Marques

 

 

21
Jan11

FENDAS de Bechara no MAM do Rio de Janeiro

Próximo Futuro

 

 

São os últimos dias, no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, da mais recente exposição “Fendas” do artista brasileiro José Bechara, que em Junho de 2009 participou no Próximo Futuro com a instalação de um dos seus projectos de maior fôlego: “A Casa”.

 

No MAM, sob curadoria de Luiz Camillo Osorio, Bechara apresenta até este próximo domingo – 23 de Janeiro – uma antologia de trabalhos que atravessa a sua obra pictórica até à ao domínio da escultura, em íntima relação com a arquitectura de cada lugar. Nesse último dia da exposição, “serão promovidos laboratórios experimentais de respostas poéticas com som, corpo, texto e desenho” (pelo Núcleo Experimental de Educação e Arte) a partir de uma conversa com o artista sobre o seu processo de criação. Haverá também a apresentação especial de Vera Terra com uma “Performance para um piano de brinquedo de John Cage”, contando ainda com as participações da actriz Andreza Bittencourt, do músico Leonardo Stefano, dos artistas visuais Anita Sobar e Leonardo Campos e da pesquisadora Madalena Vaz Pinto.

 

Lúcia Marques

21
Jan11

Feira VIP exclusivamente online cria rede de expositores dos diferentes continentes

Próximo Futuro

 

 

 

 

Falta apenas 1 dia para abrir a VIP Art Fair, apresentada como “a primeira a combinar a força colectiva das principais galerias de arte do mundo com o alcance ilimitado da internet”, conforme se lê no press-release também divulgado em português. A Feira funcionará apenas online – apostando no contacto virtual com as obras e os marchands. – através do webiste http://vipartfair.com/ e durante a semana de 22 a 30 de Janeiro 2011, sendo a navegação gratuita. Mas para “acessar a capacidade interactiva” o utilizador deverá adquirir um “Ticket VIP” que custará US$ 100,00 nos primeiros dois dias e US$ 20,00 nos seguintes. Entre as galerias fundadoras da iniciativa contam-se as famosas Gagosian Gallery (Nova Iorque, Londres, Beverly Hills, Roma e Atenas) e a White Cube, constituíndo no total um grupo de mais de dez sediadas em diversas cidades de diferentes continentes (tais como Seul, Sydney, Tóquio, Zurique, Xangai, etc). Já é possível ver a lista dos expositores e encontrar várias presenças da América do Sul, com claro destaque para a participação do Brasil (5 galerias, quatro das quais de São Paulo e uma do Rio de Janeiro), para além da Argentina, do Chile e do México. De África nota-se, até ao momento, a participação exclusiva da Goodman Gallery, inscrita via Joanesburgo e Cape Town.

 

Lúcia Marques

20
Jan11

Um outro Brasil via Phill Niblock, numa passagem memorável por Portugal

Próximo Futuro

 

 

 

 

Para quem não teve a (rara) oportunidade de ver o trabalho documental que Phill Niblock realizou a partir de uma breve estadia pela Bahia no início da década de 80, aqui fica um pequeno excerto do surpreendente “Brasil’84” que, no sábado passado, foi mostrado pelo próprio na galeria ZDB, em Lisboa.

 

Phill Niblock (n. 1933, Indiana, EUA) é sobejamente reconhecido pelo percurso artístico interdisciplinar e marcadamente experimental que tem desenvolvido no último meio século, dedicando-se de modo particular a pesquisas em torno de frequências contínuas e manipuladas. As suas peças exploram muitas vezes na longa duração combinações de sons e imagens capazes de gerar ambientes intermedia propositadamente disruptivos, tal como aconteceu no referido concerto na ZDB, onde a mostra de “Brasil’84”, sonorizada ao vivo, foi antecedida por outras experimentações de Niblock, e que serviram de pano de fundo à performance do lendário poeta Gerd Stern, com edição vídeo de Katherine Liberovskaya.

 

Neste seu breve mas marcante regresso a Portugal, Niblock não só presidiu uma vez mais ao júri da Bolsa Ernesto de Sousa (que criou em 1992, já enquanto director da Intermedia Foundation, após contacto próximo com o pioneiro do experimentalismo multimedia em Portugal), como também deu um concerto na Culturgest do Porto (comissariado por “filho único”) e ainda voltou a Lisboa a tempo de apresentar outro filme, desta vez inserido na programação do Oporto, numa iniciativa do artista Alexandre Estrela em colaboração com o colectivo Barbara Says (António Gomes e Cláudia Castelo). Obrigada Phill pela energia contagiante e surpreendente pesquisa nos intervalos (dos sons) das imagens.

 

Lúcia Marques

18
Jan11

Malangatana e Moçambique por Mia Couto

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18
Jan11

Idioma Comum

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Inaugurou na semana passada mais uma mostra a partir da Colecção da Fundação PLMJ, mas desta vez dedicada a artistas da CPLP (sobretudo de Angola e Moçambique, mas também com presenças de Cabo-Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Brasil, estes dois últimos através de descendentes de pais dessas nacionalidades). Trata-se de uma atenção muito recente a estas geografias, que certamente acompanha o crescente interesse por determinadas economias emergentes enquanto potenciais áreas para expansão de negócios num momento em que a Europa atravessa uma crise generalizada (financeira, política, social).

 

“Idioma Comum” reúne assim, sob curadoria de Miguel Amado, as obras recentemente adquiridas a 14 artistas, na maior parte das vezes representados por dois trabalhos cada, considerando que existe um “idioma artístico comum aos jovens criadores da CPLP”, cujas produções, também segundo Amado, se caracterizam “por uma linguagem contemporânea, marcada por uma visão do mundo de matriz cosmopolita, abordando tanto a realidade cultural local como a ordem social global num cenário pós-colonial” (cf.  Comunicado de Imprensa no Sítio da Fundação)

 

É o início de uma mudança de atitude num meio que continua com resistências à aposta na criação artística de contextos culturais com os quais deveríamos estar mais familiarizados. Por isso mesmo é preciso pesquisar mais, conhecer e partilhar mais, para se considerar tanto as diferenças como os pontos realmente comuns e combater a ignorância generalizada. É fundamental arriscar abordagens mais informadas para que o destaque dado a estes artistas tenha efectivas consequências a médio e longo prazo. 

 

Lúcia Marques

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