Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Próximo Futuro

Próximo Futuro

07
Jun10

África e o futebol

Próximo Futuro

(...)Many people wonder if it is possible to characterise the African game in the same way that, for example, we characterise South American football. The answer is no.

 

The African continent is so big. There are individual countries, such as Nigeria, that geographically, as well as demographically, would cover large parts of Europe. And that is the most common mistake we make, to regard Africa as a unity. Its football has as many variations as Europe.(...)

 

Now and then I go and watch a game of football in Maputo. What is remarkable is that the atmosphere among the supporters never seems aggressive. I have not seen a fight break out among fans. The mood at the stadium is marked by joy and incredible noise, almost like being at a carnival. Drums, pipes and whistles; dancing, jumping, cheering and sighing. It seems to me that the seriousness of the game has never been able to take control of the more playful parts. That, I believe, is Africa’s greatest gift to international football so far.(...)

 

Excertos do texto no Financial Times do escritor sueco Henning Mankell, que vive e trabalha metade do ano em Moçambique, onde dirige o Teatro Avenida, em Maputo.

04
Jun10

Europa, França e Bahia

Próximo Futuro

Meus olhos brasileiros sonhando exotismos.
Paris. A torre Eiffel alastrada de antenas como um caranguejo.
Os cães bolorentos de livros judeus
e a água suja do Sena escorrendo sabedoria.
O pulo da mancha num segundo.
Meus olhos espiam olhos ingleses vigilantes nas docas.

Tarifas bancos fábricas trusts cracks.
Milhões de dorsos agachados nas colónias longínquas
                                         formam um tapete para Sua
                               Graciosa Majestade Britânica pisar.
E a lua de Londres como um remorso.

Submarinos inúteis retalham os mares vencidos.
O navio alemão cauteloso exporta dolicocéfalos
                                                              arruinados.

Hamburgo, umbigo do mundo.
Homens de cabeça rachada cismam em rachar a
            cabeça dos outros dentro de alguns anos.

A Itália explora conscienciosamente vulcões apagados,
vulcões que nunca estiveram acesos
a não ser na cabeça de Mussolini.
E a Suíça cândida se oferece
numa coleção de postais de altitudes altíssimas.

Meus olhos brasileiros se enjoam da Europa.

Não há mais Turquia.
O impossível dos serralhos esfacela erotismos
                                                            prestes a
declanchar.
Mas a Rússia tem as cores da vida.
A Rússia é vermelha e branca.
Sujeitos com um brilho esquisito nos olhos criam
                                                  o filme bolchevista
e no túmulo de Lenine em Moscou parece que um
coração enorme está batendo, batendo
mas não bate igual ao da gente....

Chega!
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos,
minha boca procura a 'Canção do Exílio'?
Como era mesmo a 'Canção do Exílio'?
Eu tão esquecido de minha terra...
Ai terra que tem palmeiras
onde canta o sabiá!

 

Carlos Drummond de Andrade

 

apr

03
Jun10

Esperança: à procura de projectos artísticos

Próximo Futuro

The Festival Belluard Bollwerk International and the Migros Culture Percentage are looking for artistic projects that are dealing with hope.
 

At the beginning of the second decade of the 21st century hope seems to occupy centre stage on the political and cultural scene. Though a lot of the time no more than a rhetoric strategy to get people in line on issues like ecological doom, global confusion or political terror, a contemporary understanding of hope might prove to be a useful strategy in constructing a different perspective on our social and artistic attitudes.

 

Hope in this age is no longer projected upon a distant utopia, a far-away future. We no longer believe in the big ideologies, since we seem to have been sucked up head-over-heels by the all-encompassing musings of capitalism. Instead of dreaming about a bloody revolution, hope situates itself today in the eternal now: in every situation, relation, ethical set-up you commit to.

 

In other words: hope is about rethinking space and relations, about daring to allow change to happen, however small, in whatever kind of way. A hopeful gesture is one that alters the situation: between me and you, between me and my environment, and in that moment changes both of us.

 

As candidaturas podem ser enviadas até 18 de Outubro de 2010. Mais informações aqui.

02
Jun10

Poema Sujo

Próximo Futuro

De Ferreira Gullar é imperioso que se recorde - pelo menos o início - de Poema Sujo (1975):

 

turvo turvo

a turva

mão do sopro

contra o muro

escuro

menos menos

menos que escuro

menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo

escuro

mais que escuro: 

claro

 

(...)

 

 
 
apr
02
Jun10

Ferreira Gullar, Prémio Camões 2010

Próximo Futuro

O brasileiro Ferreira Gullar foi esta semana anunciado como vencedor da mais importante distinção literária de língua portuguesa. Para além de ser um poeta extraordinário, é dramaturgo, contista e autor de ensaios sobre arte. Deixamos aqui um pequeno comentário a uma obra sua a propósito de Arte:

 

De Ferreira Gullar, Uma luz no chão é um manual de história das artes plásticas do século XX, acessível e abrangente. Trata das artes plásticas, da criação, dos mecanismos de produção, do mercado, das vanguardas, das bienais como feiras de arte (“montam-se e desmontam-se como as feiras”), das contradições da arte contemporânea. Excelente como introdução às teorias da arte moderna e contemporânea e com histórias de artistas e familiares. Como a história de Hortênsia, mulher de Cézanne, que passava longas horas a posar para o marido, situação que não lhe agradava e que porventura estará na raiz dos seu comentário, já como viúva, de que Cézanne demorava tanto tempo a pintar porque não sabia acabar os quadros. Verdade ou não, este comentário permite a Ferreira Gullar desenvolver uma teoria da obra que parece inacabada como obra perfeita.

 

apr

 

 

Paul Cézanne, Madame Cézanne in the Conservatory, 1891

The Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque

Pág. 4/4

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2011
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2010
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2009
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D