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Próximo Futuro

Próximo Futuro

04
Fev10

Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto

Próximo Futuro

África é o seu objecto de investigação, de divulgação, de acção. Investigação científica disciplinar e interdisciplinar, em confronto com a realidade, recebendo e transmitindo conhecimentos, com humildade e perseverança. Divulgação pedagógica, coloquial e editorial, recorrendo aos métodos consagrados ou promovendo a imaginação criadora. Acção cultural e cívica visando uma melhoria das condições de vida.

África e os africanos. Um objecto de estudo para melhor os conhecermos, para melhor nos conhecermos, para melhor conhecermos a humanidade.

O CEAUP é Unidade de Investigação e Desenvolvimento reconhecida e financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Com vários anos de experiência, tem cinco linhas de investigação: Trabalho Forçado Africano, Rumo a Sociedades Auto-sustentadas, Recursos Hídricos e Amabiente Natural em África, Identidades e Conflitos na África Subsariana, Desenvolvimento Económico-Social e Cooperação. Reconhecido como Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento em Fevereiro de 2008, o CEAUP, sozinho ou em colaboração com outras ONGs, organiza projectos de intervenção em África e sobre África

Formar é construir conhecimentos capazes de quebrar as barreiras do pensamento e organizar saberes, criando as asas indestrutíveis da aprendizagem. Assim, tendo em conta que a formação é a condição sine qua non para o crescimento integral do Ser Humano, o Centro de Estudos Africanos constituiu-se Entidade Formadora, através do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, com a finalidade de proporcionar a satisfação dos reptos duma sociedade, ávida de progresso.

Fonte: www.africanos.eu/ceaup/ 
04
Fev10

Workshops de Investigação Próximo Futuro

Próximo Futuro
Neste Programa Gulbenkian, uma parte substantiva do mesmo é dedicado à produção da teoria e à sua comunicação, que terá diversos formatos. Assim, ao longo do período da sua realização, o Próximo Futuro vai organizar workshops, encontros, debates entre pares com um formato mais fechado, longe das arenas de debates para os quais investigadores de centros de investigação excelentes, que aderiram a este projecto, vão produzir teoria a partir das suas linhas de investigação particulares, transferidas para a plataforma que constitui o calendário deste projecto.

A partir de hoje, daremos um breve destaque diário a cada um dos Centros de Investigação, parceiros do Programa Gulbenkian Próximo Futuro.
04
Fev10

Bissau

Próximo Futuro
Bissau é cheiro. Cheiro de terra e panos (a lembrar o índigo que originalmente os tingia). Cidade junto ao mar virada para terra. Sem monumentos que fascinem, nem paisagens que marquem. Bissau não é beleza.


É o apurar dos sentidos e o entranhar da ambiência.

Várias cidades numa só.

Dois centros.

Um, o dos edifícios coloniais, dos restaurantes e cafés para “cooperantes” e elites. O centro da Pensão Central, lugar mítico para os portugueses que passam por esta África, conhecido pelo nome da sua proprietária, “D. Berta”, e do Centro Cultural Francês, que perfaz o cenário cultural de Bissau.

Outro, o do eixo onde pulula a vida, o Mercado do Bandim, grande, mas não descomunal, como noutras cidades africanas. Local de comércio de produtos da Guiné e do mundo, e de encontros (em pontos como as grandes mangueiras a norte) entre os residentes nos diversos bairros: Antula, Belém, Militar, Quélélé, Sintra, Ajuda, Cuntum, Gã-Beafada… Bairros espacial e urbanamente confinados, mas com populações flutuantes, se se contar com todos os parentes que vêm das “tabancas” (aldeias), por uns dias, uns meses ou até uns anos. Numa territorialidade e continuidade étnica que torna a cidade um espelho do país.

Cidade africana pobre, sem electricidade, abastecimento de água, serviços eficazes de saúde, “emprego”… Cidade onde se afadigam, em múltiplas actividades de sobrevivência e laços sociais com raízes no tempo, cerca de 250.000 habitantes (estima-se que na capital esteja perto de ¼ da população do país).

Em Bissau a noite é breu pontuado pelas estrelas, pela iluminação de gerador das raras casas privilegiadas e pelas velas de vendedores de rua.

Em Bissau o dia é teia de vida, é cor.


Amélia Frazão Moreira
Antropóloga

Fotografia de André Barata
03
Fev10

La Paz o Nuestra Señora de La Paz

Próximo Futuro
En el aeropuerto internacional de El Alto los aviones no aterrizan, parquean“. Lo escuché una vez de alguien, cuando se refería a los más de 3.600 msnm sobre los que se yergue la ciudad de La Paz, en Bolivia.

A esa altura, con la disminución de la presión atmosférica, se tiene menos oxígeno para respirar y, por lo tanto, el cuerpo reacciona –siempre de manera particular– a través de dolores de cabeza, de estómago o vértigo, por ejemplo. El mate (infusión) de hojas de coca combate el mal de altura, pero la belleza de las montañas vuelve a quitar el aliento.


Baja del avión, pon los pies en el altiplano y mira: la sede de gobierno boliviana tiene como vigías inmortales los nevados de la Cordillera Real, Illimani, Illampu y Wayna Potosí, todos envueltos en auras de sosiego. Ahora voltea y observa cómo La Paz se pone a tus pies. El inmenso cuenco que la alberga se abre y te invita a ir hacia ella.

Un límpido cielo de azul intenso acompaña tu descenso. Quizá es el mismo que acompañó la instauración del primer gobierno libre de Hispanoamérica en 1809 con Pedro Domingo Murillo y otros luchadores, tal vez sea el que vio la sangre derramada en la Guerra Federal de 1898 que definió La Paz como sede política del país, o simplemente es aquel cómplice de la infinidad de leyendas que hacen de esta ciudad tan enigmática.

El río Choqueyapu cruza la ciudad, óyelo. En tu camino hacia la hoyada, mira cómo las casas parecen colgar de las laderas de los cerros, como si insistiesen en no quedar fuera de la fotografía que tomas: techos de calamina, paredes de ladrillos y muros de colores.

Un trecho más y ya entras por sus venas. Delante se alza la Basílica de San Francisco con su estilo barroco mestizo –expresión más acabada del mestizaje cultural en los Andes– construida entre los siglos XVI y XVIII. El Atrio de San Francisco y la Plaza de los Héroes, que se encuentra al lado, fue y es escenario de masivas concentraciones sociales y discursos políticos. Sin embargo, el principal movimiento político tiene lugar en la plaza de armas: periodistas con micrófonos y cámaras en mano van y vienen por las aceras y edificios de la administración legislativa y ejecutiva del país. En los alrededores del Palacio Quemado, (denominación del Palacio de Gobierno debido a un incendio ocurrido durante una sublevación en 1875), se encuentran los edificios más antiguos de la ciudad, la Alcaldía, el Banco Central y muchos museos que, desde su asiento sobre calles angostas empedradas de historia, dan fe del pasado.

Ahora atraviesa la Avenida 16 de Julio en dirección sud, siguiendo sus jardines y observando cómo se desarrolla la vida comercial y financiera paceña. Bancos, negocios, cafés, restaurantes, todos anunciándose con colores y mensajes llamativos. No te extrañe si las bocinas de los autos, los puestitos de venta en medio de las aceras, los gritos de los ayudantes de los minibuses que anuncian las rutas de sus líneas, el paso apurado de los transeúntes o la parsimonia de quienes leen los periódicos que cuelgan en los puestos estimulan todos tus sentidos y hacen tu paso más lento.

Pero la magia se extiende un poco más. Con un poco de tiempo, puedes viajar al Titicaca, el lago navegable más alto del mundo, y también visitar sus islas. A más de 3.800 msnm, el azul lago sagrado –cuya superficie se calcula en 56.270 km– sólo puede compararse con el cielo. El aura de este lago sin fondo se reviste del enigma que le dan las leyendas sobre ciudades de oro y plata, bellos cantos de sirenas y deidades tutelares.

El Lago Titicaca es parte de la Cuenca Endorreica, un sistema hídrico cerrado del que participan Bolivia, Perú y Chile. Bolivia ya no tiene mar, pero su irrenunciable derecho a una costa soberana desde 1904 hace a su marina navegar sobre el inmenso lago de agua limpia y dulce.

Aquí en lo alto, donde los condores aletean, intenta ponerte de puntas y estira las manos. Tal vez alcances un poquito de cielo.

26 de enero de 2010

Patricia Cuarita
Diplomata boliviana

cuarita@gmx.net
02
Fev10

Bogotá

Próximo Futuro
Goiabada sobre queijo coalhado, mangas gigantes e sumarentas, panquecas cocadas ou com compotas variadas, milho cozido, café, doce de leite, bananas cortadas às rodelas e batatas fritas também cortadas às rodelas, sumo de maracujá, imagens religiosas de santos de muitos tamanhos, vestidos de rosa, de azul ultramarino ou azul bebé, virgens de braços fortes para poderem pegar meninos Jesus cheiinhos. É tudo isto o que nos oferecem as ruas de Bogotá: doces, gulosas, miraculadas.

Na parte mais antiga da cidade, na Candelaria, um bairro da época colonial, as casas são coloridas, muitas ainda em madeira. É neste bairro que se situa a maioria dos equipamentos culturais: a Biblioteca pública Luís Ángel Arango, o centro cultural do Banco de la República, o Museu Colonial, a Igreja Matriz, assim como algumas dezenas das universidades que existem só em Bogotá. É neste pedaço da cidade que mais se sentem os efeitos da colonização, neste caso espanhola. Eles são visíveis um pouco por todo o lado, como por exemplo na geometria da sua malha urbanística e no traçado arquitectónico dos edifícios civis e religiosos, sobretudo nestes últimos, que ostentam as formas estéticas que marcaram o Barroco opulento saído da Contra Reforma. Em Bogotá, como em outras cidades latino-americanas, a "história de arte" começa com o Barroco, com o seu aparato grandioso e programa de afirmação da doutrina católica apostólica romana. E não podemos deixar de nos intrigar sobre o modo como se terão sentido os colombianos sob a conquista ao serem invadidos por esta arte de excesso, por esta figuração de exaltação do sofrimento - Cristo crucificado, santos martirizados…. Como terá sido perplexo para eles receberem estas imagens, vindas de um lugar de que só sabiam o nome. E continua a ser intrigante saber como gerações sucessivas de colombianos lidam com o passado colonial, como vivem nestas casas de modelo importado, como convivem com esta memória. Ao contrário de outras cidades mais afro-latinas, em Bogotá a arte nativa de origem índia teve sempre uma criação paralela à arte erudita vinda da Europa. Poucas combinações houve entre as duas, o que provocou uma separação radical entre a arte popular de matriz índia e a arte erudita de tradição europeia que foi, e continua a ser - na sua expressão contemporânea -, uma arte sem expressão antropofágica. Embora alguns artistas notáveis como Luís Fernandes Roldán (n.1955), Doris Salcedo (n.1958), José Alejandro Restrepo (n.1959) e Carmen Elvira Brigard utilizem com frequência nos seus trabalhos linguagens comuns às duas.

Numa das maiores livrarias da América Latina leio O Problema da Habitação, de Ruy Belo, e espanta-me a imensidão, a qualidade e a organização dos livros expostos nesta livraria do Centro Cultural Gabriel García Marques. Mas, são caros os livros aqui, porque uma grande maioria é importada de Espanha e da Argentina. Vizinha da livraria, está a colecção de arte do Museu do Banco de Colômbia, onde “dormem” para sempre em seus retratos, de memória pintados por Victorino García Romero (1791-1870), as Monjas Muertas do Convento de la Concepción. Quase todas representou-as o pintor com caras de mortas antigas, muito mirradas, excepto a irmã Juana de San Francisco que, talvez por ser mais gordinha, exibe um rosto mais sereno, e a irmã Catalina Teresa de Santo Domingo, falecida em 1786 e pintada com a cabeça emoldurada por um lindo ramo de flores azuladas, assente sobre duas tábuas como se fosse japonesa.

Milhares de pequenos táxis amarelos atravessam continuamente Bogotá, seguindo-se uns aos outros em filas intermináveis como numa pista de feira de carrinhos de choque. Para lá do bairro histórico da Candelaria fica a parte mais recente da cidade, que cresceu para norte e para sul e que tem actualmente 1.587 Km2 de área e 8 milhões de habitantes - dos quais 1.6 milhões vive na pobreza - e 832 mil carros, ocupando o transporte privado 95% da rede viária. Aqui a cidade é semelhante a tantas outras metrópoles sul-americanas, desigual socialmente, caótica e harmoniosa, segura e violentamente perigosa. As zonas seguras, com suas ruas iguais a todas as ruas das grandes metrópoles, marcadas pelo furor do consumo, com os arranha-céus em vidro, as seguradoras multinacionais, a banca, as lojas trendy da moda das cadeias internacionais ou sucedâneas destas, os restaurantes sushi com decorações em aço, madeira e vidro, toalhetes em papel reciclado ou em materiais clean e vigilantes à entrada. Estas zonas seguras da cidade distinguem-se também pela segurança obsessiva: seguranças privados, câmaras de vídeo, controle discreto da polícia. São zonas onde se chega em carros de vidros fumados, trancados, que depois alguém estaciona. O que aqui pode surpreender o visitante é algum vendedor de artesanato andino, ou essas mulheres que vendem chamadas ao minuto, com telemóveis amarrados à cintura por longas cadeias, que os alugam por minutos a alguns transeuntes que tenham ficado sem bateria ou sem dinheiro. Circundando isto, como uma moldura de um barroco pobre e de papel, há uma pobreza geracional, há paramilitares, um regime duro e uma violência sempre latente.

Apesar de ser noite de Verão na cidade, que fica a 2.940 metros de altitude, faz muito frio à noite. Leio: "El día que Florentino Ariza vio a Fermina Daza en el atrio de la catedral, encinta de seis meses y con pleno domínio de su nueva condición de mujer de mundo, tomó la determinación feroz de ganar nombre y fortuna para merecerla." de El amor en los tiempos de cólera, de Gabriel García Marquez.

apr
01
Fev10

Abidjan, Je t'aime

Próximo Futuro

Par Barthélémy Toguo

Plus grande ville d'Afrique francophone, Abidjan est peu à peu saturée par des vagues de populations pauvres des pays frontaliers attirées par son essor économique et sa prospérité. Ces migrateurs s'installent au nord de l’agglomération dans les baraquements précaires d’Abobo, Attécoubé ou Yopougon, germes d'insalubrité et d’insécurité. Au sud, les quartiers de Koumassi, Port Bouët ou Treichville, s'industrialisent au galop et deviennent des zones-résidentielles. La journée à Abidjan est comparable à celle de toutes les mégapoles africaines, on y vit au rythme endiablé du bruit, de la ruche du secteur informel qui survit ici : petits marchands d'eau, de cigarettes, de beignets, cireurs de chaussures, taxis "woro-woro" ou "gbaka"... Le centre ville du "Plateau", ses grands hôtels et son architecture moderniste surplombent la Lagune Ebrié ; ils abritent le cœur financier et constituent le pivot des affaires. À la tombée de la nuit, deux pôles d'attractions s'animent de toutes les musiques et des lumières clignotantes de néons multicolores. Au sud d’abord, Marcory, le quartier aux 1000 Maquis où l'on se restaure pour quelques sous, où on vit à 100 à l'heure, où on danse au rythme du "coupé décalé", du Zouglou et du Gnakpa. Au nord, Yopougon ou "Yop City", notoire pour sa rue Princesse, bordée de boîtes de nuit, de bars, de dancings en effervescence... Chaque soir elle vibre jusqu'à l’aube, c’est l’une des rues les plus brûlantes d'Afrique.

Abidjan ? C’est la cité aux mille visages qui nous emporte dans tous les mondes, affairés, cossus, noceurs ou interlopes ; elle sombre aussi dans la violence des crimes et d’une foule de délits, de tous les trafics, de drogues ravageuses qui prolifèrent aux carrefours de Koumassi, dans les ruelles d’Abobo et sur les trottoirs d’Adjamé. "Abidjan, je t’aime "

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