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Próximo Futuro

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19
Fev10

Os estados das artes visuais fora dos centros (parte 1)

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O convite da Artecapital era obviamente muito estimulante, mas absolutamente irrealizável, dado o tempo e os recursos humanos que seriam necessários para realizar uma investigação apropriada e exaustiva sobre o tema proposto. Ficam aqui apenas algumas premissas de um possível trabalho para uma equipa de investigadores, e algumas notas relativas a um conjunto específico de países, de algum modo representativo da situação da produção e difusão das artes visuais contemporâneas fora dos circuitos e dos países até há pouco tempo tidos como primeiros e históricos produtores. 

Há que, desde logo, partir da diferenciação das condições de produção, da expectativa de valorização nos mercados e dos valores financeiros que separam as artes visuais das artes performativas, ocupando estas últimas, em termos de transacção comercial, uma importância bastante residual, mesmo considerando a Ópera e as suas mega-produções. Relativamente às artes visuais, há ainda que diferenciar a criação não contemporânea cujos objectos constituem maioritariamente um valor simbólico − nada desprezível, bem pelo contrário −, sendo as suas transacções mais raras e sempre espectaculares pelos montantes obtidos. Existe ainda uma terceira diferença, que diz essencialmente respeito aos valores quantitativos e qualitativos das peças, caso se esteja a falar do circuito de Nova Iorque, Los Angeles, Londres, Munique, Paris e Zurique/Basel, ou dos circuitos mais emergentes como o de São Paulo, Xangai, Dubai, México. Estes últimos, embora sendo já mercados em forte ascensão, são difusos nas formas de implantação, acantamento de clientes − pequenos e grandes coleccionadores − nas trajectórias das obras e na sua valorização. Também os motivos de exposição, como os de aquisição de obras, são sociologicamente ainda pouco estudados. Finalmente, aspectos relevantes como a existência ou não de mercados locais cruzando-se com o circuito internacional, o estímulo por parte das organizações governamentais, onde se incluem os museus, os mecanismos de apoio à produção e à difusão dos criadores, as formas de acolhimento de artistas estrangeiros e, finalmente, os mecanismos de criação e de visibilidade, como bolsas de artes e residências artísticas, fazem a diferença entre aquelas cidades ou países que na actualidade mais expectativas podem gerar.

No âmbito deste trabalho inventariam-se oito casos de estudo de situações emergentes e tradicionalmente tidas como periféricas: Brasil, Chile, China e Hong Kong, Grécia, Turquia, África do Sul e Moçambique, sendo que não há um modelo que lhes seja comum e muito menos um estado das artes semelhante. 



Para continuar a ler, aqui 


António Pinto Ribeiro, in Arte Capital
18
Fev10

E de novo a beleza

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Acaba de sair um pequeno livro que resulta de uma conferência dada pelo filósofo francês Jean-Luc Nancy a crianças com mais de dez anos. O tema é a beleza. Dita - e depois passada a livro numa linguagem simples e clara - a conversa de filosofia com os interlocutores, activos e perguntadores, aborda o conceito de Beleza, os equívocos gerados por vocábulos que se avizinham como bonito, prazenteiro, simpático, etc.
O autor que se posiciona numa linha de pensamento estético onde a metafísica subsiste, faz entender a beleza como conceito sem finitude, mas operatório de que as coisas participam ou não, para a qual caminham ou não. Os aspectos mais pertinentes desta conferência, e note-se que ela foi feita para crianças, são: a manifesta insistência de que ainda hoje se pode falar de beleza no meio de um contexto mediático de excesso de opinião e de valorização de obras por autoridades subjectivas, da insistência do pensador de que há sempre uma equivalência entre beleza e verdade e, finalmente, a de que a beleza se pode manifestar de modos inquietantes. A sua interpretação do mito do Narciso, distante da interpretação psicanalítica de Freud, é uma metáfora inteligente e pedagógica para explicar porque nós, enquanto espectadores, nos debruçamos sobre a arte correndo o risco de nos afogarmos. As perguntas das crianças são na sua aparente inocência de bastante dificuldade obrigando o filósofo a uma argumentação sólida e eficaz.

La Beauté, de Jean-Luc Nancy, Ed. Bayrad, Paris 2010

apr
16
Fev10

Centro de Investigação em Artes e Comunicação

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O CIAC resulta da fusão de dois centros não financiados: o Centro de Investigação em Ciências da Comunicação e Artes (Universidade do Algarve) e o Centro de Investigação em Teatro e Cinema (Escola Superior de Teatro e Cinema do IPL). Esta fusão exprime a vontade explícita de partilhar massa crítica e recursos humanos e materiais das duas instituições, tanto no domínio da investigação como no da sua aplicação a programas de formação pós-graduada, ao nível do 2º Ciclo, do 3º Ciclo e de pós-doutoramentos. Tem como objectivo desenvolver investigação aplicada e redes de investigação em artes e comunicação, implementar laboratórios de criação artística nas áreas do Teatro, Cinema e outras artes, com enfoque na região do Mediterrâneo.

Mais sobre o CIAC, aqui .
15
Fev10

Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010

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Promovida pelo Sistema Fiep, a CICI2010 trará mais de 80 especialistas nacionais e internacionais para debater soluções que promovam a sustentabilidade e a prosperidade econômica e social nas cidades

Entre os dias 10 e 13 de março, Curitiba receberá mais de 80 especialistas de todo o mundo que irão debater caminhos para a construção de realidades urbanas mais inovadoras, prósperas e humanizadas. Uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2010) trará experiências de sucesso em planejamento urbano, sustentabilidade, mobilidade, gestão e políticas públicas, entre outras, que transformaram cidades em ambientes propícios ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Entre os nomes de peso que participarão da conferência estão Steve Johnson (EUA), autor de seis best-sellers que influenciaram desde ações de planejamento urbano até a luta contra o terrorismo; Pierre Lévy (Canadá), filósofo que estuda o conceito de inteligência colet iva; Marc Giget (França), diretor-fundador do Instituto Europeu de Estratégias Criativas e Inovação; Jaime Lerner (Brasil), arquiteto e urbanista, ex-prefeito de Curitiba; Jeff Olson (EUA), arquiteto e urbanista envolvido em projetos que contemplam espaços verdes e meios de transporte alternativos; Marc Weiss (EUA), presidente do Global Urban Development e líder do projeto Climate Prosperity; Clay Shirk (EUA), professor de Efeitos Econômicos e Sociais das Tecnologias da Internet e de New Media na New York University; e o arquiteto Mitsuru Senda (Japão). A lista completa e o currículo dos palestrantes estão no site www.cici2010.org.br.

Representantes de mais de 50 cidades, de todos os continentes, já confirmaram presença na CICI2010. O evento acontecerá dentro da área de mais de 80 mil metros quadrados do Cietep, sede da Fiep no Jardim Botânico que tem localização estratégica, com acesso fácil e rápido ao Aeroporto Internacional Afonso Pena e a apenas 5 quilômetros do centro de Curitiba. São esperados cerca de 1.500 inscritos, que participarão de uma série de atividades durante os quatro dias da conferência.

“A inovação é o único caminho para construirmos uma sociedade sustentá vel. E para que as empresas brasileiras e todo o País inovem é preciso, antes de tudo, que nossas cidades sejam inovadoras”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. “A CICI2010 será uma grande oportunidade para que possamos pôr nossas cidades definitivamente na rota da inovação”, acrescenta.

Copromovida pelas prefeituras de Curitiba, Lyon (França), Bengaluru (Índia) e Austin (Estados Unidos) e com apoio institucional das Nações Unidas, a conferência é dirigida a empresários, gestores públicos, pesquisadores, estudantes e interessados em inovação. O evento está dividido em quatro grandes temas: “O reflorescimento das cidades”, com experiências de inovações sociais e tecnológicas para a construção de um novo ambiente urbano; “A reinvenção do governo a partir das cidades”, que trará inovações em gestão e experiências de inovações políticas e da cidade como sistema vivo; “A governança do desenvolvimento nas cidades”, uma mostra de experiências de inovações para o desenvolvimento local e apresentação de experiências de inovações para a sustentabilidade; e “Cidade-rede e redes de cidades”, que servirá para a formação do núcleo da Rede de Cidades Inovadoras.

Paralelamente à CICI2010 serão realizados outros eventos integrados, c omo a Conferência Internacional sobre Redes Sociais, o 1º Encontro Internacional de Cidades de Médio Porte e o 2º Encontro de Governos Locais da Índia, Brasil e África do Sul. E será lançado o projeto “Curitiba, Cidade Inovadora 2030”, que visa transformar a cidade e sua região metropolitana em um espaço propício à inovação, à educação e ao surgimento de uma indústria mais sustentável.

As inscrições para a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras podem ser feitas pelo site www.cici2010.org.br. Até 21 de fevereiro, o pacote completo para acompanhar o evento, com acesso liberado a toda a programação da conferência, tem preço promocional de R$ 440,00. Estudantes têm 50% de desconto. Também é possível adquirir pacotes menores, para acompanhar uma ou mais conferências da noite, onde estarão alguns dos principais palestrantes da CICI2010. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou depósito bancário.

Saiba mais: http://www.cici2010.org.br/
15
Fev10

CESOP - Centro de Estudos e Sondagem de Opinião

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A missão do CESOP é desenvolver conhecimento próprio no campo das realidades políticas, sociais e culturais da sociedade Portuguesa e contribuir com as suas análises e interpretações para que as políticas sociais sejam adequadas às necessidades do povo português.

A área prioritária de investigação do CESOP é constituída por tudo o que se refira à opinião pública, seja no âmbito político, seja no âmbito social e cultural. Não são prioritárias as áreas de carácter vincadamente comercial, como estudos de mercado, de imagem de pessoas e de produtos, etc..

Mais sobre o CESOP, aqui
13
Fev10

Um simples olhar sobre Miro

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Centro Cultural Franco Moçambicano  (Fevereiro 2010)

A primeira exposição do ano do CCFM é uma retrospectiva do pintor Valdemiro Matsone.

Miro, como é conhecido, faleceu em 2002 e é um dos mais plagiados autores moçambicanos. É impossivel passear por Maputo e não ver réplicas (assinadas!!!) do Miro, à venda, encostadas nos muros da 24 de Julho ou nas mãos dos vendedores ambulantes que tentam assim "exportar" o melhor da arte moçambicana. São os "disciplagiadores" da arte Miriana" como diz Gemuce no catálogo da exposição

Pintura, desenho, aguarelas ocupam toda a galeria e mostram a versatilidade do artista. Em tempo de carência de , de dificuldades em chegar aos materiais certos, a sua compulsividade usou de tudo como suporte para as tantas figuras que agora povoam inumeras coleções privadas..

Gonçalo Mabunda é o curador da exposição e diz que "este é o Miro/simples e verdadeiro/Miro" O seu Miro.

Pode ver mais do autor aqui e aqui


Elisa Santos
12
Fev10

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Próximo Futuro

Tsikaya é o projecto do músico Vítor Gama com músicos angolanos. A página na internet do projecto oferece uma perspectiva muito abrangente de como o projecto se concretiza e vale a pena visitar.

Tsikaya promove músicos que desenvolvem o seu trabalho musical no meio rural em Angola.

Iniciado em 1997 o projecto Tsikaya tem como objectivos estimular a criação de músicos e compositores no meio rural, promover o seu trabalho e encorajar a disseminação e construção de instrumentos musicais tradicionais.
Tsikaya é uma iniciativa que contribui para a preservação, divulgação e investigação do folclore angolano através da documentação do trabalho destes músicos por meio de gravações de campo realizadas em torno das suas comunidades, a gravação de Cds e a criação de um arquivo e interface digitais do material gravado.

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