Terça-feira, 10 de Novembro de 2009


Barika Da


publicado por Próximo Futuro às 16:56
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Sabali do último álbum de Amadou & Mariam Welcome to Mali


publicado por Próximo Futuro às 15:49
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É mais de uma centena de fotografias todas a preto e branco, a maioria em 18x24cm, quase todas de rostos que nos olham de frente. Datam as primeiras de 1992 e foram tiradas no campo de refugiados de Lokichoggio no Quénia, onde viviam 45 mil refugiados somalis. As mais recentes datam de 2009 e são de alguns dos rostos dos 200.000 refugiados nos campos de Ifo, Dagahaley e Hagadera. Todas as fotografias de rostos têm o nome inscrito da pessoa fotografada ou da sua alcunha. Fazal tem vivido parte dos últimos dez anos nos campos de refugiados no Quénia, no Malawi, na Tanzânia e tem trabalhado em colaboração com as organizações humanitárias mais sérias, tendo-se tornado um activista junto destas populações de deslocados. Entende-se muito bem; não se percebe é como continua a comunidade internacional a "debater" um problema de natureza legislativa, ao não considerar como direito a asilo e protecção as mulheres africanas vítimas de agressões e perseguições por se recusarem a cumprir algumas das regras tradicionais mais bárbaras, como a mutilação genital feminina.
Estes rostos interpelam-nos: não sabemos se devemos ficar em silêncio face a tanta dignidade, a tanta generosidade presente em condições tão desumanas, se é inevitável gritar.


publicado por Próximo Futuro às 09:41
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É possível fazer Colecções de Arte e, neste caso, de fotografia, novas, criativas, actualizadas, coerentes, Colecções para o Próximo Futuro. Um excelente exemplo é a Colecção particular de obras de fotógrafos africanos do Dr. Kenneth Montagne, a Wedge Collection, Contemporary African Photography.


publicado por Próximo Futuro às 09:22
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009


[clickar em cima da imagem para melhor leitura]


No dia 13 de Novembro serão apresentadas as seguintes comunicações:

Manhã

- "Alternativas à crise do emprego: desafios à educação e formação e novas formas de regulação” de Ilona Kovács e Margarida Chagas Lopes (SOCIUS/ISEG)
- "Os Estudos Literários no séc. XXI: o passado próximo, a crise e o próximo futuro" de Isabel Fernandes (Centro de Estudos Anglísticos/UL)
- "A crise e o discurso adaptativo dos economistas" de José Luís Cardoso (ICS)
- "Qual crise? As várias frentes da relação entre normalidade e quebra sistémica na contemporaneidade" de João Pina Cabral (ICS)

Tarde

- "Lições das crises económicas de 2008: como gerir uma solução política?" de Miguel Rocha de Sousa (NICPRI/ UM-UE)
- Cultura e Cognição - ou o poder do conhecimento tácito" de Peter Hanenberg (CECC/ UCP)
- "Da impossibilidade de superar a actual crise do capitalismo" de José Maria Carvalho Ferreira (SOCIUS/ ISEG)
- "A crise é a vida normal. A Antropologia face à crise", autoria colectiva (CRIA/UNL, ISCTE, UC, UM)

Entrada livre


publicado por Próximo Futuro às 16:44
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John Dollar Emeka. Enugu, Nigéria 2008

No quadro das muitas actividades dos Encontros, a galeria sul-africana Michael Stevenson apresentou uma parte da série das fotos de Pieter Hugo sobre Nollywood. Nollywood é a cidade do cinema da Nigéria, onde se produzem cerca de 3 mil filmes por ano destinados a um mercado muito popular, maioritariamente da diáspora africana que compra estes filmes em suporte DVD a 1 dólar cada.
Os filmes são feitos em condições de produção artesanais, com actores amadores e o que os caracteriza é a sua componente fantasmagórica, irrealista, grotesca, cheia de histórias de fantasmas, mortos-vivos e de carnificina, é tão excessiva que se torna burlesca. Pieter Hugo, que conhecemos das fotografias de homens com hienas expostas na exposição "Um atlas de acontecimentos", na Fundação Calouste Gulbenkian em 2007, e que fez a capa do primeiro jornal do Próximo Futuro com o retrato de uma juíza negra, é um fotógrafo documental, como ele próprio se reclama. Para fazer esta reportagem viajou várias vezes para Nigéria e acompanhou a rodagem de muitos destes filmes que hoje alimentam uma indústria que faz sobreviver milhares de nigerianos e promovem o divertimento de centenas de milhares de famílias da diáspora, e não só.



Escort Kama. Enugu, Nigéria, 2008


Chris Nkulo and Patience Umeh. Enugu, Nigéria, 2008


publicado por Próximo Futuro às 15:21
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Em Bamako, o lugar onde é preciso estar é no Bla Bla, um café-bar restaurante com um terraço coberto de mantas do deserto onde se conversa, fazem-se contratos, dão-se indicações que tanto podem ser de natureza cambial, como de viagens à Colômbia a partir do Mali.
É um lugar cosmopolita, onde se ouvem falar várias línguas, e se podem ver espectáculos de dança, música ou teatro contemporâneo.


publicado por Próximo Futuro às 15:15
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Hoje é mesmo um dia de glória!
Fui fotografado pelo grande Malick Sidibé no seu estúdio num bairro popular de Bamako. À chegada reparámos numa fila de gente que espera que o fotógrafo chegue enquanto alguns dos filhos (que se ocupam do negócio) escrevem numa folha a ordem de chegada e simultâneamente vendem algumas das fotografias a preto e branco das noites de festa de Bamako que ainda estão disponíveis.
Malick Sidibé chega já depois das 10h e fotografará até à hora do almoço. Um pouco trôpego com os seus 73 anos, impecavelmente vestido com uma túnica branca com motivos geométricos a preto, é ele que se ocupará da preparação das máquinas, coloca os rolos, indica qual o tecido que servirá de cenário à "pose" como ele não se cansa de repetir. O estúdio não terá mais de 12 metros quadrados e uma pequena esplanada onde se amontoam os clientes. Dentro, nas prateleiras há dezenas de máquinas fotográficas, algumas antiquíssimas que constituem a história da fotografia deste enorme artista que a par de Ricardo Rangel, recentemente falecido, é um dos maiores fotógrafos africanos.
Malick é preciso nas indicações da pose: às senhoras pede-lhes que dancem, que riam, que estejam alegres, que quebrem a cintura com as mãos, que avancem com um dos pés, que estejam felizes. Aos homens diz-lhes para nao terem medo, para fazerem uma bela pose, para se aprontarem como se fossem militares. Ele enquanto fotografa, ri, ri muito de uma alegria contagiante.
Tira duas fotos a cada cliente e depois vai para a pequena esplanada, senta-se para repousar um pouco antes de iniciar uma outra sessão individual.



publicado por Próximo Futuro às 15:03
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Na sala onde acolheram a exposição de Malik está exposto um acervo de tecidos, intrumentos de tear, materiais têxteis como o algodão, lã, argila para pintar, etc., no que constitui uma exposição sobre a arte têxtil da região do Mali e parte do Níger do séc. X à actualidade.
Há vários tipos de roupa classificados segundo a matéria prima, o tipo de desenho e a classe social ou etnia a que se destinavam alguns tecidos ou vestimentas. Há os tecidos manufacturados à mão e os tecidos específicos das cerimónias. As do casamento em particular são chamados de bògòlan, pintados com extractos de plantas e terra rica em óxido de ferro, que na verdade dava o nome ao tecido. É uma colecção soberba com amostras sofisticadas de tecidos datados dos séculos X a demonstrar mais uma vez que existia nesta região uma civilização sofisticada de que pouco ou nada sabemos porque corresponde ao período pré-colonial africano, um período de amnésia europeia.



publicado por Próximo Futuro às 10:21
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O Museu Nacional de Bamako, na linha dos museus nacionais africanos, começou por ser um museu identitário com colecções etnográficas e que depois foi acumulando outros acervos e outras exposições. Hoje em dia é, na verdade, um complexo de museus e lojas muito cuidadas e dotadas de uma informação sobre os conteúdos absolutamente correcta e oportuna.
Na sala reservada aos tecidos e materiais têxteis estão duas exposições de fotógrafos, uma das quais de Malick Sidibé. Este fotógrafo do Mali ficou famoso pelas suas fotografias em estúdio de famílias, bem como dos famosos retratos para bilhetes de identidade dos seus compatriotas. As pessoas deslocavam-se das mais remotas vilas do Mali para serem fotografadas por ele. A exposição aqui apresentada é uma série de fotografias de moda, encomenda do New York Times já em 2009. São fotos de moda com modelos africanos - rapazes e raparigas - vestidos "à africana" com tecidos que serviram de material para os figurinos de Christian Lacroix, Marmi, Paul Smith, Prada, entre outros. São fotografias de glamour, como se quer que sejam as fotografias de moda, mas onde está sempre presente a elegância de Malick Sidibé, esta vontade de tornar ainda mais bela a beleza e a pose da juventude urbana africana.


Fataumata Cissé wears a Junya Watanabe multicolored top and green plaid skirt. Miu Miu bag. Zoraide shoes. Mamadou Gamara wears a Dsquared2 blue-and-white striped shirt. Missoni multicolored vest and pale blue pants. Gucci shoes. Mariam Sidibé wears a Nicole Miller multicolored dress. Tsumori Chisato multicolored wrap-skirt. Christian Louboutin shoes. Albertus Swanepoel hat. Dries Van Noten necklace.

in The New York Times Magazine de 1 de Abril de 2009


publicado por Próximo Futuro às 09:49
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sobre
Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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