Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Em Outubro de 2007, no catálogo de Um Atlas de Acontecimentos, exposição realizada no âmbito do fórum cultural O Estado do Mundo (por ocasião das comemorações do cinquentenário da Fundação Gulbenkian), os seus curadores, António Pinto Ribeiro, Debra Singer e Esra Sarigedik Öktem, escreveram:

«A velocidade como princípio estrutural fundamental do mundo contemporâneo é uma proposição central da obra do influente teórico urbano Paul Virilio. Na sua visão do mundo, foi a busca da humanidade pela velocidade – ou por uma “aceleração lógica” – que operou uma transformação fundamental na sociedade moderna, visto estar na base do progresso tecnológico. A velocidade, para Virilio, é a essência da inovação na guerra e nos media, que, por sua vez, são os principais agentes que enformam o curso da História. Se concordarmos em assumir, então, que a velocidade e a aceleração – como fins em si próprias – caracterizam o mundo contemporâneo, então talvez não seja descabido pensarmos que estamos cada vez mais incluídos no meio de um contínuo de acontecimentos, onde um substitui o outro sem pausas para considerações ou para consequências (...)»


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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009






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(Fotografias de Catarina Botelho)


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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009


Eles são os principais responsáveis por resgatar o charme dos antigos bailes e dar às gafieiras a sofisticação da música brasileira contemporânea: com 19 integrantes, a Orquestra Imperial começou com a despretensão de uma brincadeira de carnaval e acabou virando álbum de inéditas, além de ter uma agenda repleta de shows por todo o Brasil.

“A gente era a fim de tocar junto esse tipo de música, foi fazendo shows e compondo. Aí quando pintou a oportunidade de gravar o disco, achamos legal porque tínhamos várias músicas prontas”, diz a bela Thalma de Freitas, que divide os holofotes com Nina Becker – todos os outros integrantes são homens. “Com tanta música boa bem gravada pra caramba, não fazia sentido fazer regravação.”

Thalma é responsável por um dos pontos altos do álbum, “Rue de mes souvenirs” – canção com letra em francês composta pelo veterano Wilson das Neves em parceria com Stephane San Juan. “O Stephane fez a música, a gente era casado até um tempo atrás”, conta a cantora. “Fui acompanhando todo o processo, ele me mostrou e eu aprendi a letra. Ficou bonita, né?”

A mistura de samba, bossa nova e tropicália de “Carnaval só ano que vem” rende ótimos momentos, como “O mar e o ar”, de autoria de Domenico Lancellotti e Rodrigo Amarante, vocalista, guitarrista e compositor do Los Hermanos. A verve bem-humorada do grupo fica explícita em “Ereção”, cujo título dispensa explicações. A participação especial fica a cargo de Jorge Mautner – é dele, ainda, a canção “Ela rebola”.

Diante de tanta consistência – e críticas positivas – parece mentira que tudo começou como uma mera brincadeira. “Cada vez que a gente foi renovando as temporadas, a gente foi entendendo que ali existia alguma coisa realmente muito legal, desde o começo”, diz Thalma. “A gente não sabia que ia durar tanto, ninguém tinha a expectativa de virar uma banda e lançar um disco bacana como esse.”

“Mas acho que formar coletivos é algo que está acontecendo com muita freqüência em todo lugar. Eu mesma faço parte de vários grupos de gente que faz música junto e é muito enriquecedor. Eu gosto muito e, inclusive, prefiro assim.”


(Fonte: G1 - Globo.com)


publicado por Próximo Futuro às 15:11
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Desde o lendário Liceu Vieira Días e os Ngola Ritmos nos finais dos anos 40, até aos dias de hoje, Angola – Histórias da Música Popular é uma viagem ao universo da música popular angolana, através da voz dos artistas mais importantes de todas as gerações, tendo como pano de fundo a história política e social de Angola.

Baseado nas pesquisas e recolhas do músico e historiador angolano Mário Rui Silva, Angola – Histórias da Música Popular é, nas palavras do seu realizador, «… um exercício de síntese e montagem, pois conseguimos contar 50 anos de História em 52 minutos.»

Uma das particularidades deste filme é o de apresentar imagens de arquivo recuperadas e esquecidas de alguns dos maiores nomes da música angolana, como Liceu Vieira Dias ou o estranho dueto de Mestre Kamosso com António Victorino de Almeida, bem como a última aparição do mítico Beto Gourgel.



publicado por Próximo Futuro às 13:07
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009


Em 1988, a pequena cidade uruguaia de Melo, junto à fronteira com o Brasil, aguarda a passagem do Papa João Paulo II, em périplo pela América do Sul. Os media apontam para várias dezenas de milhares de pessoas que vão acorrer à cidade e os habitantes de Melo, humildes, vêem nesta visita do Papa uma oportunidade de enriquecer. O surto de empreendedorismo entre a população gera várias ideias, entre as quais a construção de uma casa de banho paga onde os peregrinos poderão aliviar-se…

El Baño del Papa é uma comédia em forma de parábola agridoce sobre os pobres. O filme contrapõe com um humor irresistível as palavras grandiosas do discurso do Papa e dos meios de comunicação, e a realidade da vida quotidiana de gente que é obrigada a viver do contrabando. Mostra a dureza da vida desses homens, a corrupção policial a que estão sujeitos, mas também a solidariedade que os une.


publicado por Próximo Futuro às 12:50
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009


Rodrigo Amarante (guitarrista, baixista, vocalista e compositor) - foi membros do grupo carioca Los Hermanos. Após o fim da banda dedicou-se também à Orquestra Imperial e posteriormente ao grupo Little Joy com Fabrizio Moretti, baterista dos Strokes.

Moreno Veloso (percussão e voz)- Lançou o disco “Máquina de Escrever Música”, ao lado dos músicos, também integrantes da Orquestra, Kassin e Domenico. Na Orquestra, apresenta clássicos românticos e sambas com sua bela voz e também toca percussão.

Wilson das Neves (voz e percussões) - Um dos maiores bateristas da música brasileira, gravou e tocou com meia MPB (Chico Buarque, Elza Soares, Elis Regina). Tem dois discos lançados, o segundo, nomeado para um Grammy Latino. É um dos componentes da velha guarda da escola de samba Império Serrano.

Kassin (baixo) - Produtor e mentor da Orquestra, sócio do estúdio MONAURAL e da PING PONG discos, vem trabalhando com importantes nomes como Fernanda Abreu, Caetano Veloso, Adriana Calcanhoto, Los Hermanos, Vanessa da Matta, Otto, além de fazer bandas sonoras de filmes, como “Dois Filhos de Francisco” e “Árido Movie”.

Domenico Lacelotti (bateria) – músico e artista plástico, tocou com Adriana Calcanhotto e Danilo Caymmi entre outros. Lançou em 2004 seu CD “Sincerely Hot”, com a assinatura Domenico+2 (+Kassin e Moreno).


publicado por Próximo Futuro às 15:51
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Tendo o Plano Collor como pano de fundo para a sua ficção, Terra Estrangeira é um road-movie que retrata uma geração em crise, onde o êxodo da juventude é seguido nos passos de um filho de emigrantes espanhóis, Paco, que deixa São Paulo para encontrar Alex em Portugal e enfrentar novos cenários de tensão. Inteiramente rodado a preto e branco, a fotografia de Walter Carvalho contribui para o clima noir do filme, que também utiliza imagens reais do anúncio do “confisco” na televisão.



publicado por Próximo Futuro às 12:14
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sobre
Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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