Sexta-feira, 26 de Junho de 2009














(Fotografia de Catarina Botelho)


publicado por Próximo Futuro às 10:51
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009






















O Descobrir - Programa Gulbenkian Educação para a Cultura colabora com o Próximo Futuro concebendo e organizando um conjunto de iniciativas de âmbito educativo que vão ao encontro de algumas linhas programáticas do Próximo Futuro, interpretando-as e recriando-as numa parceria que terá continuidade nas próximas edições. A edição deste ano concentrar-se-á num programa de actividades educativas dedicadas a todos mas, maioritariamente, às famílias, crianças e adolescentes. As iniciativas seguem o calendário da edição deste ano do Próximo Futuro (20 de Junho a 12 de Julho), concentrar-se-ão, em particular, nos fins-de-semana e os protocolos de funcionamento, inscrição e visitas são os comuns às outras iniciativas do Descobrir - PGEC. Mais detalhes aqui


Imagem de Sara & André
Fundação Sara & André por Isabel Brison
2009

Cortesia Galeria 3+1


publicado por Próximo Futuro às 18:03
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Hoje, 25 de Junho, anfiteatro ao ar livre, 22h

Primeira cena do filme: eu estou no telefone, meio hesitante.
- Alô? Consulado da Hungria, bom dia.
- Eu queria uma informação, por favor. Uma pessoa cujo avô é húngaro… tem direito a um passaporte húngaro?
A pessoa do outro lado tem um sotaque húngaro muito forte. Não tem certeza de ter entendido minha pergunta.
- Essa pessoa é húngara?
- Não. Meu avô é húngaro.
- Você é francesa?
- Não. Sou brasileira.

A ideia está lançada: vou pedir a nacionalidade húngara. O processo administrativo será o fio condutor do filme. Ele levanta questões sobre o que é uma nacionalidade, para que serve um passaporte, sobre o que somos porque queremos ser e o que somos porque herdamos.


publicado por Próximo Futuro às 14:20
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Vítor Belanciano no Público de hoje

Nicolas Bourriaud teorizou sobre o conceito de altermodernidade na Gulbenkian, mas ele pode ser experienciado nos próximos dias, nas acções do programa Próximo Futuro


Domingo, o Anfiteatro da Gulbenkian, em Lisboa, converteu-se numa invulgar pista de dança, com o sírio Omar Souleyman a colocar toda a gente em delírio, através de uma música física e sintética, impossível de definir nemocidental, nem africana, nem do passado, nem do presente, mas tudo isso também.

Foi o primeiro fim-de-semana do programa Próximo Futuro e naquela libertação de energia já estavam condensadas muitas das considerações que, anteontem, o curador e ensaísta francês Nicolas Bourriaud expôs na Sala Polivalente do Centro de Arte Moderna, pequena para o interesse suscitado.

Curador, este ano, da trienal de arte contemporânea da Tate Britain, Bourriaud tem dado que falar por causa do conceito que cunhou, a altermodernidade, forma de superar o pósmodernismo, a sensação de fim de história, a hegemonização ou a nostalgia do regresso ao passado, num mundo globalizado, desordenado, massificado, em crise. Um paradigma que divide opiniões e que aplicou às artes, mas que atravessa todos os edifícios do mundo contemporâneo, propondo chaves de leitura para a actualidade.

Também ele falou da libertação de uma nova energia, como forma de resolver o impasse para práticas artísticas - mas que poderiam ser as formas de viver ou os modelos de sociedades - onde tudo já parece ter sido tentado, feito, produzido. Uma energia já não criada ou controlada, apenas, a partir do Ocidente, mas que ultrapassa todas as fronteiras. "Ser moderno no séc. XX correspondia a pensar de acordo com as formas ocidentais, hoje a modernidade produz-se segundo uma negociação planetária."

Uma energia já não presa à ideia clássica de história, mas possuída por múltiplas temporalidades simultâneas, "onde a história é apenas mais um espaço como qualquer outro". Uma energia difícil de definir, mas que, em vez de se sustentar em todos os "pós" que fomos acumulando ao longo das últimas décadas (pósmodernismo, pós-feminismo, póscolonialismo, etc), assume que a vida e arte podem ser articuladas, e surgir como experiências positivas, desde que cada um consiga "construir a sua própria navegação", não ambicionando a totalidade, "porque ela é impossível." Ou seja, assumindo que tudo à nossa volta é precário e errante. "É isso que os artistas nos têm mostrado."

É essa modernidade, finalmente planetária, e não simplesmente pseudo-ocidental, que vai continuar em destaque na programação do Próximo Futuro.

Sábado e domingo há música com A.J. Holmes e Dema Y Su Orquesta Petitera. A 4 e a 5 é a vez da Orquestra Imperial e a 11 os Gala Drop. O ciclo de cinema, a decorrer no Anfiteatro, teve início ontem, prolongando-se até 10 de Julho, privilegiando filmes - antigos e recentes - que aprofundem relações entre acontecimentos, que conjuguem imagens provenientes da América Latina, África ou Europa.

(Fotografia de Catarina Botelho)


publicado por Próximo Futuro às 12:01
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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009













A partir de hoje, no Anfiteatro ao Ar Livre

Afrique sur Seine (França, Senegal, 1955), de Paulin Soumanou Vieyra.

De todos os países subsarianos, o Senegal pode ser considerado o país fundador do cinema africano por causa da presença cimeira de Ousmane Sembene, o primeiro realizador africano a ganhar reconhecimento internacional. Porém, foi outro senegalês, Paulin S. Vieyra, que, em conjunto com outros três realizadores africanos (Mamadou Sarr, Robert Caristan e Jacques Melo Kane), fez em 1955 a primeira obra – uma curta-metragem – que materializou as aspirações do cinema africano, Afrique sur Seine.

Casa de Lava (Portugal, 1994), de Pedro Costa

Casa de Lava será talvez a mais completa e profunda obra das relações sempre esquivas e por resolver que Portugal tem estabelecido e estabeleceu, com as suas colónias. A inconsciência aparente das imagens de Casa de Lava revelam a consciência profunda de um convívio que foi e é muito próximo mas nunca de plena intimidade. Ou então a verificação instintiva de que essa intimidade é uma circunstância e um acaso, proporcionado por um aturado convívio, é certo, mas sempre fugidio e nunca atingível pela fixidez do cinema, a arte mais em mutação e em movimento que existe.

José Navarro de Andrade (Colaboração: Cinemateca Portuguesa)


publicado por Próximo Futuro às 16:07
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4 Jantares de 3 continentes, África, América Latina e Caraíbas e Europa

20 e 27 de Junho/ 4 e 11 de Julho, na Cafetaria do Museu Gulbenkian.
19h30 - 21h30


Miguel Castro Silva e José Avillez, que representam duas gerações de criadores da cozinha portuguesa, apresentam quatro jantares onde se abordarão técnicas e produtos de cozinha com receitas de África, da América Latina e Caraíbas e da Europa.
Do fluxo de produtos e de experiências culinárias entre estas culturas resultaram alimentos e gostos que se tornaram globais e que integram as cozinhas regionais de cada uma delas. É a partir desta história que propomos uma viagem com os aromas dos três continentes, através da degustação de cerca de nove pratos inesquecíveis.


















(Jantar do passado Sábado, dia 20. Fotografias de Catarina Botelho).


publicado por Próximo Futuro às 15:58
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Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Apesar de a luminosidade
outrora tão brilhante
Estar agora para sempre afastada do meu olhar,
Ainda que nada possa devolver o momento
Do esplendor na relva,
da glória na flor,
Não nos lamentaremos, inspirados
no que fica para trás;
Na empatia primordial
que tendo sido sempre será;
Nos suaves pensamentos que nascem
do sofrimento humano;
Na fé que supera a morte,
Nos tempos que anunciam o espírito filosófico.

William Wordsworth

(Tradução de Catarina Belo)


publicado por Próximo Futuro às 10:59
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009


José Bechara explica o seu mais recente trabalho, no programa de televisão brasileiro Catálogo.

"A Casa" está instalada em frente ao Museu Gulbenkian até ao próximo dia 30 de Setembro.


publicado por Próximo Futuro às 18:23
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How Altermodern are you?








(para utilizadores de facebook)


publicado por Próximo Futuro às 13:56
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Nicolas Bourriaud, amanhã, às 18h30 na Sala Polivalente do CAMJAP.

Conferência em inglês, sem tradução simultânea


publicado por Próximo Futuro às 13:50
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sobre
Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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