Terça-feira, 24 de Abril de 2012

 

 

 

In the first of a new series celebrating the World Shakespeare festival in collaboration with the RSC, director Renato Rocha explains why there's no one like the Bard when it comes to analysing Brazilian politics.

 

In Brazil we grew up hearing wise phrases: "Love is blind", and "There are more things in heaven and earth ..." A little older, in school, one of the first names we heard was Shakespeare – the English bard, one of the great geniuses of world literature, maybe the greatest. Suddenly we realised that many of the wise phrases we know were in fact Shakespeare's.

 

I started working in theatre at the age of 13 with a group of young artists who wanted to change the world. We used to do theatre in open spaces. There were 30 artists, including actors, musicians, and dancers; sometimes horses too … We performed classics including A Midsummer Night's Dream and Romeo & Juliet. Nick Bottom was my first Shakespeare character. I became obsessed with the idea of performing this great writer and his enchanting stories.

 

 

 

Continuar a ler no The Guardian.


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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012

 

 

 

A vida vista através das janelas pode assumir uma dimensão simbólica, como no clássico filme de Alfred Hitchcock, Janela Indiscreta - em que se estabelece uma relação voyeurística entre o espectador e a tela do cinema -, ou tremendamente real, caso das pinturas que José Zaragoza mostra na exposição que inaugura hoje a Galeria Canvas-SP. Elas, segundo o artista, "foram inspiradas pelo medo que tomou conta dos nova-iorquinos que moravam em prédios, no verão de 1985", quando circulou a notícia que um furacão, vindo de Long Island, iria arrasar Nova York em três dias. Zaragoza, que filmava um comercial na cidade e tinha um apartamento em Tribeca, ficou igualmente com medo, como qualquer morador, ainda mais quando viu que todos os vidros dos prédios amanheceram cobertos com fita crepe em forma de X para que não estourassem.

 

O curador da exposição, Emanoel Araújo, diretor do Museu Afro-Brasil, considerou a ideia de criar obras de arte "a partir de um elemento tão pouco inspirador e prosaico" um desafio que Zaragoza aceitou e transformou num jogo de relações entre elementos díspares - a sugestão expressionista de vultos através da janela contra o formalismo geométrico ditado pelas esquadrias. Araújo destaca uma pintura na mostra que, diz ele, se caracteriza pelo realismo estrutural. Trata-se de uma estrutura metálica que imita a moldura de uma janela que se abre. "É uma pintura objeto que sugere movimento e até pede a participação do espectador."

 

 

 

Continuar a ler no Estado de São Paulo.

 

 

 

A partir de 10 de abril inaugura novo espaço para as plásticas em São Paulo, a Canvas-SP Galeria, nos Jardins, dirigida por Rodrigo Brant. Nas paredes, marcando a abertura da casa, a mostra "Windows" de Zaragoza.



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Quinta-feira, 29 de Março de 2012

 

 

 

O Festival de Curitiba abre nesta terça-feira, 27, sua 21.ª edição. Mais importante evento do gênero no País, a mostra chega à maturidade sem desviar-se do caminho que a caracterizou ao longo das últimas décadas. E parece zelar, sobretudo, por certa constância nos nomes convocados a compor sua grade.

 

Como ocorre tradicionalmente, a curadoria abriu amplo espaço para produções de apelo popular do eixo Rio e São Paulo. Algum respiro foi alcançado com brechas para bons exemplares do teatro de vanguarda e pesquisa. Mas chama atenção a frequência com a qual alguns diretores e companhias frequentam o festival. Presentes na edição deste ano, eles são velhos conhecidos do público paranaense.

 

 

 

Continuar a ler no Estado de São Paulo.

 

 

Festival de Teatro de Curitiba.



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Quarta-feira, 28 de Março de 2012

 

 

 

SÃO PAULO, Brazil — All over the world cultural organizations are tightening their budgets and paring back productions. But Danilo Miranda faces a different challenge, one that makes him the envy of his peers. As the director of the leading arts financing entity in Brazil, his budget is growing by 10 percent or more annually, and he must figure out ways to spend that bounty, which amounts to $600 million a year.

 

Standing at the window of his office here one afternoon late last year, Mr. Miranda pointed to one of his group’s most ambitious initiatives. In the courtyard below, the avant-garde French troupe Théâtre du Soleil, based in Paris and led by Ariane Mnouchkine, was erecting a giant tent where it would begin a tour of Brazil.

Mr. Miranda’s organization, SESC, a Portuguese acronym for Social Service of Commerce, is also strengthening ties with American artists. It sponsors a jazz festival in conjunction with Nublu, the New York record label; has signed an “institutional partnership” with the Spanish-language TeatroStageFest company; and has presented work by David Byrne, the salsa drummer Bobby Sanabria and Robert Wilson. Mr. Wilson, a director whose works include the operas “Einstein on the Beach” and “the CIVIL warS,” is discussing a long-term collaboration with SESC, as is the Globalfest showcase of world music held in New York every January.

 

 

 

Continuar a ler no The New York Times.



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Quinta-feira, 22 de Março de 2012

 

 

 

No dia em que quatro mulheres negras brasileiras – lindas, talentosas, inteligentes e corajosas – decidiram lutar pela sua identidade cultural (a de ser negro), uma nova esperança em relação ao respeito pelos valores da igualdade, fraternidade e solidariedade entre os Homens foi relançada na sociedade. No entanto, enquanto as desigualdades que caracterizam as nossas sociedades não reduzirem, é urgente lançar no solo a semente da igualdade sem ansiar os frutos. O Homem perverteu o mundo...

Ao desencadear um enorme movimento cultural votado à consciencialização social do negro em relação às suas origens, a sua cultura e tradição, no Brasil, Adriana Paixão, Priscila Preta, Débora Marçal e Flávia Rosa ? as quatro mulheres que há cerca de cinco anos fundaram a Capulanas ? Companhia de Arte Negra – não devem passar despercebidas em nenhum lugar.

As causas que norteiam as suas acções e discursos políticos, no contexto sociocultural, são nobres. Elas sublimam o ser negro. E não o fazem por mero acaso, senão leiamos:“A nossa sociedade foi construída sob os alicerces da escravidão. Tomando como base esse princípio, toda a nossa construção social foi sendo erguida em cima de um pensamento racista”, conta Priscila Preta quando interrogada sobre as razões que fazem com que a comunidade negra, no Brasil, sempre aparece como sendo aquela que luta constantemente pelos seus direitos.

 

 

 

Conitnuar a ler em A Verdade Online.

 

Capulanas - Companhia de Arte Negra



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Sexta-feira, 16 de Março de 2012

 

 

 

NO wonder they call Bernardo Paz the “Emperor of Inhotim.”

About 1,000 employees, including curators, botanists and concrete pourers, swarm around Inhotim, his contemporary-art complex in the hills of southeast Brazil. Globetrotting art pilgrims absorb stunning works like Doug Aitken’s “Sonic Pavilion,” which uses high-sensitivity microphones placed in a 633-foot hole to deliver the bass murmur of Earth’s inner depths.

A whiff of megalomania seems to emanate from Inhotim’s eucalyptus forests, where Mr. Paz has perched more than 500 works by foreign and Brazilian artists. His botanical garden contains more than 1,400 species of palm trees. He glows when speaking of Inhotim’s rare and otherworldly plants, like the titun arum from Sumatra, called the “corpse flower” because of its hideous stench.

Mr. Paz, a lanky, chain-smoking, 61-year-old mining magnate, speaks in barely audible whispers. He married his sixth wife in October. He has white hair down to his shoulders and pale blue eyes, giving him an appearance reminiscent of the gaunt, debauched Brazilian rancher played by Klaus Kinski in Werner Herzog’s 1987 film, “Cobra Verde.”

 

 

 

Continuar a ler no New York Times.



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Terça-feira, 13 de Março de 2012

 

 

 

RIO DE JANEIRO — It was supposed to be a triumphant moment for Brazil.

 

Gearing up for the 2016 Olympic Games to be held here, officials celebrated plans for a futuristic “Olympic Park,” replete with a waterside park and athlete villages, promoting it as “a new piece of the city.”

There was just one problem: the 4,000 people who already live in that part of Rio de Janeiro, in a decades-old squatter settlement that the city wants to tear down. Refusing to go quietly and taking their fight to the courts and the streets, they have been a thorn in the side of the government for months.

 

 

 

Continuar a ler no New York Times.



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Segunda-feira, 12 de Março de 2012

 

 

 

En la sede de la Superintendencia del Distrito Federal, que agrupa Brasilia y 29 ciudades satélite de los alrededores, el arquitecto y superintendente [administrador] Alfredo Gastal discute con un grupo de pobladores su situación irregular, que se remonta a más de 40 años atrás, cuando ocuparon los terrenos donde viven. La propiedad de la tierra, la especulación inmobiliaria y el crecimiento desordenado son caras de un mismo problema, que se traduce en una insoportable presión demográfica sobre Brasilia, la capital que nació hace 51 años en medio de la nada, en el corazón del interior profundo de Brasil.

 

El proyecto de los arquitectos Lúcio Costa y Oscar Niemeyer (que acaba de cumplir 104 años), visionario para unos, utópico para otros, está en peligro ante la avalancha de las fuerzas del mercado inmobiliario, que imponen sus reglas. Son amenazas que padecen otras ciudades jóvenes y revolucionarias, como Chandigarh (India), planeada por Le Corbusier en los años 50, o Abuja, la nueva capital de Nigeria, que nació en 1991 y que está hermanada con Brasilia.

 

 

 

 

Continuar a ler no El País.



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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Prosa & Verso, O Globo, 25.02.2012

 

Fur

 

 

                                                 com cara de Whitman

foi assim que você pensou que eu viria ao mundo

foi assim que que você me viu na floresta

foi assim que você me viu pendurado no poste elétrico

sempre pendurado num ramo qualquer, sempre usando

o verão.

você se lembra daquele verão no Brooklin

em que ficámos perseguindo os bombeiros

durante todo o dia apenas para ver

uma vez e depois outra vez

o leque aquático que se abria sobre o fogo?

você citava poetas húngaros mas nesse tempo

eu só queria saber de inventar uma língua

que não existisse.

você se lembra do concierge que nos recebia

na pensão do Brooklin como se nunca

nos houvesse visto antes?

e não havia semana que passasse

em que nós não dormíssemos

pelo menos uma madrugada

na pensão do Brooklin.

me lembro dos dólares amassados

que eu semanalmente tirava do bolso

para pagar a Doug

eu sabia o nome de Doug

o Doug nos tratava disfarçadamente

por menina e menino.

você falava que os dólares vinham

sempre com uma forma diferente

eu adoro como você consegue tirar um coelho do bolso

eu adoro como você consegue tirar uma lâmpada do bolso

eu adoro como você consegue tirar a Beretta 92fs do bolso

 

foi assim que você pensou que eu ficaria

no mundo

com corpo de besta vestida

usando um lápis pousado na orelha

 

foi assim que você me viu

pedindo três ovos para Miss Elsie

a senhora da mercearia na Court Street

ela me deu oito ovos

porque ela sempre dava alguma coisa

ela me achava uma graça e ela não acreditava

em números ímpares. eu também não.

me lembro de você na mercearia

do Brooklyn

você costumava ficar lá atrás

brincando na secção das ferramentas.

se eu tivesse mais do que um coelho,

uma lâmpada ou uma pistola

eu teria te comprado um Black n' Decker

eu acho que você seria a pessoa mais feliz da ilha

com um Black n’ Decker enfiado no cinto.

 

foi assim que você pensou que eu ficaria no mundo,

usando flores em meu cabelo negro,

sempre escondidas no emaranhado dos cachos

sempre escondidas no emaranhado do caos

de minha cabeça negra.

 

só você sabia quantas flores eu usava

porque agora eu já sei

que você dedicava as noites

à contagem. Deus não dorme

e você também não. 

 

 

 

Matilde Campilho

 

 

Matilde Campilho nasceu em Lisboa em 1982. Morou em Madrid, Milão, Florença e Moçambique. Mora no Rio de Janeiro, onde escreve.



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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

 

 

 

Kleber Gomes was 10 when he penned his first song about São Paulo. The year: 1985. The 1985 track: a punk rock tune about his home on its gritty southside.

One of five brothers and sisters born to migrants from north-east Brazil, the budding composers knew more than most about issues plaguing megacities – entrenched poverty, police violence, social discrimination.

Few, however, could have predicted how far such compositions would take Gomes. Today, the 36-year-old is one of Brazil's most critically acclaimed artists, a rapper, composer and urban poet, known by his stage name Criolo.

Since his album Nó na Orelha was released last April to rave reviews, an avalanche of awards has transformed a once-struggling ghetto MC into a modern-day bard for the megacity: Criolo recently played his first gig in New York and will tour Europe and the US later this year.

 

 

 

Para ler o artigo completo no Guardian, clicar aqui.



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Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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