Segunda-feira, 19 de Março de 2012

 

 

 

On ne fait pas taire facilement Fadela M'Rabet. Invitée à Alger en décembre 2011, cette intellectuelle algérienne exilée en France sidère la salle par son audace : l'écrivain critique de façon véhémente le régime, fustigeant la "caste" au pouvoir et les "nouveaux pilleurs de l'Algérie". C'est sa façon toute personnelle de rendre hommage à Frantz Fanon, l'auteur des Damnés de la terre (Maspero, 1961), l'un des fondateurs du tiers-mondisme, dont on commémore le cinquantenaire de la mort. "Je me suis dit qu'il aurait été fier de moi, dit-elle dans un sourire, il a été tellement important. Il disait exactement ce que nous avions l'impression de vivre, nous les colonisés."

Génération Fanon ? En 1962, Fadela M'Rabet a moins de 30 ans quand elle rejoint l'Algérie indépendante, après ses études à Strasbourg. La lectrice de Peau noire, masques blancs (Seuil, 1952) trouve un pays en plein bouillonnement intellectuel. Partout, à l'université, à la cinémathèque, on débat, on réfléchit, on réinvente l'internationalisme. La parole semble libre. "La capitale algérienne était devenue le foyer intellectuel de la contestation révolutionnaire internationale", écrit, en 2005, l'historien René Gallissot. Alger est de fait un point de rencontre pour les dirigeants des mouvements de libération, d'Afrique et d'ailleurs. Malcolm X y séjourne en 1964. Un an plus tard, Ernesto "Che" Guevara y fait escale, avant d'aller au contact des maquis du Congo.

 

 

 

Continuar a ler no Le Monde.



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Terça-feira, 13 de Março de 2012

Souad Massi, Ya Kalbi



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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

Carta à Minha Irmã, Habiba Djahnine, Argélia, 2006

 

 

 

 

A 15 fevereiro de 1995, Nabila, irmã da realizadora Habiba Djahnine é assassinada em Tizi-Ouzou: esta é a primeira vez que uma activista cai sob violência dos islamitas durante a década negra do regime argelino. "Carta à minha irmã/Nabila", lançado onze anos mais tarde, traz de regresso Nabila através do testemunho dos seus próximos. 

 

 

Habiba Djahnine (Argélia, 1968), realizadora, activista política, graduada na École Supérieure des Beaux-Arts de Genebra.  

Trabalhou como editora para a TSR (Télévision Suisse Romande) antes de iniciar o seu percurso de realizadora. Vive e trabalha entre a Suíça e a Argélia.



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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

 

« Manière de voir » n° 121 — Février-mars 2012

 

 

Cinquante ans après une indépendance particulièrement traumatisante, la bourrasque de la révolution balaie à nouveau tous les clichés. Paradoxalement, l’Algérie, à l’avant-garde dans les années 1960, semble préservée de ces espérances. Illusion d’optique !

 

A la fin d’une lutte qui aura duré plus de sept ans, de 1954 à 1962, l’Algérie dévastée, meurtrie, affaiblie par le départ de centaines de milliers de pieds-noirs, accède à l’indépendance, fière de sa victoire et animée d’une flamme révolutionnaire. Elle veut bâtir un ordre socialiste nouveau, liquider le sous-développement, mettre en œuvre une réforme agraire, construire un enseignement de masse. Dans les années 1960 et 1970, Alger devient la capitale du tiers-monde et abrite les mouvements de libération qui luttent, souvent les armes à la main, de l’Afrique australe à la Palestine.

La récupération par l’Algérie de ses ressources pétrolières constitue un premier pas dans le combat pour un ordre international nouveau, dont le fer de lance est le mouvement des non-alignés qui cherche, après l’indépendance politique, à arracher l’indépendance économique. C’est le temps des mobilisations, mais aussi celui des illusions. Car, sur le terrain, les projets se heurtent à des difficultés inattendues et, surtout, à l’ordre politique instauré par le Front de libération nationale, qui étouffe la société et freine un développement économique équilibré.

 

Un printemps qui se fait attendre
Jean-Pierre Séréni

 

Vocation socialiste et autogestion ouvrière
Robert Gauthier

 

En 1971, la reconquête du pétrole
Sid-Ahmed Ghozali

 

Alger, capitale des révolutionnaires en exil
Claude Deffarge et Gordian Troeller

 

Shéhérazade, une femme à part
François Bouchardeau

 

Le cinéma, miroir de la société
Mouloud Mimoun

 

Enfin, le tiers-monde...
Mohammed Bedjaoui

 

A marche forcée, l’industrialisation
Marc Raffinot

 

 

Para ler o artigo completo no Le Monde Diplomatique, basta clicar aqui.



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Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

 

 

 

Agora que assistimos a um boom de edições de livros que, de um modo ou de outro se podem classificar dentro do género de ‘Literatura de Viagens’, foi publicado pela Tinta da China um conjunto de cartas de Ernesto de Sousa publicadas originariamente no Jornal de Notícias (JN) entre Novembro de 1962 e Abril de 1963. A este conjunto de cartas a edição acrescenta um prefácio de Isabel do Carmo (à época mulher do escritor), correspondência com o JN a propósito da censura feita a algumas cartas e, finalmente, duas outras cartas a Isabel do Carmo. O mais interessante destas cartas é o testemunho que fica de uma época feito por alguém com uma forte cultura visual e uma abordagem política onde a esperança na mudança do mundo na sequência da independência da Argélia e processo de libertação das ex-colónias europeias é importante nestes relatos. Há uma tal empatia com a ‘Libertação’, um tal entusiasmo com "os ventos de mudança" que as cartas de viagem são uma apologia de todo o processo. Elas relatam fundamentalmente os aspectos urbanos do país, são descrições impressionistas de um olhar maravilhado pela descoberta, pela surpresa daquela realidade – da qual, de facto, pouco se sabia em Portugal – e para o jornalista e cineasta todas as pessoas que encontra na viagem são o pretexto para a elegia de um povo libertado. Há algo de ingénuo nestas descrições e muito de ausência de história sobre a realidade visitada mas é de facto um muito bom testemunho de um europeu no norte de África na década de sessenta. As fotografias que acompanham as cartas revelam o olhar singular do cineasta de D. Roberto.

 

APR

 



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Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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