Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

 

 

 

Sostiene Botero que nunca en su vida ha pintado “una gorda”. Lo dijo el miércoles en una rueda de prensa en México DF, donde se abre mañana al público en el Palacio de Bellas Artes la mayor exposición que se haya hecho sobre su carrera artística, Botero: una celebración, compuesta por 177 obras que exploran la gordura en todas sus formas.

La irónica afirmación ante la prensa de Fernando Botero (Medellín, 19 de abril de 1932) remite al motivo formal de su arte: la belleza misma del volumen, más que la obesidad humana, animal o de cualquier otro objeto de contemplación. Ya lo dice el escritor peruano Mario Vargas Llosa en un texto incluido en el catálogo de la muestra: “Cuando un crítico le preguntó por qué pintaba ‘figuras gordas’, Botero repuso: ‘No lo son. A mí me parecen esbeltas”.

–¿Y qué le parece a usted esta mujer tan voluminosa? –le pregunta el periodista a una señora mexicana en la explanada frontal del Palacio, donde ya se pueden ver cinco esculturas monumentales de Botero.

 

 

 

Continuar a ler no El País.



publicado por Próximo Futuro às 10:59
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

 Gego, Proyecto Lausanne, c. 1975

 

 

El presente seminario trata de construir una constelación de miradas críticas en torno al arte moderno en América Latina. Se abordan los problemas de los orígenes de la abstracción geométrica, las influencias recíprocas entre Europa y América Latina, y los procesos complejos de hibridación entre tradiciones y modernidades. Los modos de narrar dichas historias, además de los modelos expositivos para presentar las vanguardias, constituyen otro de los focos del seminario. De esta forma, articula una genealogía de los recientes planteamientos expositivos e historiográficos que han pensado estas obras y movimientos. El seminario pretende así también ser el sustrato crítico que permita pensar la futura exposición de la Colección de arte moderno Patricia Phelps de Cisneros (CPPC) que el Museo Reina Sofía organizará en 2013.

 

 

 

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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

 

Dos de los grandes fotógrafos que participan en la exposición 'Foto/Gráfica' en París comentan sus fotolibros, rescatados del olvido por Horacio Fernández (na foto)

 

Si lo dice el poseedor de una de las mayores colecciones privadas de libros de fotografía, debe de ser cierto o aproximarse a la verdad: "El fotolibro latinoamericano es el secreto mejor guardado de la historia de la fotografía". Martin Parr dixit. Para comprobar la nula presencia de exageración en esa frase, se puede acudir a Le Bal, el centro especializado en fotografía documental inaugurado en 2010 en París, para ver la exposición Foto/Gráfica. Una nueva historia de los libros de fotografía latinoamericanos, el muestrario de tesoros icónicos comisariado por el español Horacio Fernández que fue inaugurado la pasada semana en París.

 

Se trata de la première mundial de una exposición itinerante surgida a partir del libro El fotolibro latinoamericano, editado por RM y presentado el otoño pasado en Madrid. El público español tendrá que esperar a la primavera –o desplazarse hasta el XVIII distrito parisiense– para admirar esta exposición, que Antonio Sanz ha asegurado para la galería Ivorypress (Madrid) y Lesley Martin para Aperture (Nueva York), y que pasará también por Brasil y Argentina.

 

Fernández, cuya fotobibliofilia severa impulsó un esfuerzo titánico de documentación apoyado en su red mundial de informantes y oteadores, hace esfuerzos evidentes por quedar en segundo plano, a pesar del hito que supone lograr que Europa descubra las joyas que alberga la América Latina.  "La cultura latinoamericana siempre se ha defendido a sí misma como cultura letrada, pero esta muestra confirma la riqueza de la cultura visual en el continente", afirma. "No existe en todo el mundo una relación entre literatura y fotografía tan apasionante".

 

Para ler o artigo completo, basta navegar até aqui.

 



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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011

 

 

Brazil apart, publishers are struggling to persuade the growing middle class to read more books

 

TINY fingers wiggle through the holes in the pages of “A Moverse” (“Let’s Get Moving”), a children’s picture-book that lets readers pretend their digit is a cat’s tail or penguin’s beak. While managers in suits talk print-runs and profits in one hall of the Guadalajara International Book Fair, the world’s biggest Spanish-language literary get-together, shrieks of excitement can be heard from young customers in the children’s area next door.

 

Para continuar a ler o artigo, basta ir até ao The Economist Job Board (Publishing in Latin America).

 



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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

 

 

Até ao próximo dia 31 de Julho é possível ver em Washington a primeira parte de três da plataforma visual About Change in Latin America and the Caribbean, com trabalhos de artistas da Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Brasil, Dominica, República Dominicana, Guyana, Haiti, Jamaica, Saint Kitts e Nevis, Saint Lucia, Saint Vincent e the Grenadines, Suriname, Trinidade e Tobago e Uruguai.

 

Ler e ver mais aqui.

 

 



publicado por Próximo Futuro às 10:30
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Domingo, 1 de Maio de 2011

 

 

Sobre a morte de Ernesto Sabato, "um clássico da literatura argentina", aqui.



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Terça-feira, 26 de Abril de 2011

 

 

 

Quem viu não esqueceu: Um Oceano Inteiro para Nadar, título significativo de uma exposição que em Maio de 2000 inaugurou na Culturgest de Lisboa, reunindo trabalhos de artistas brasileiros e portugueses contemporâneos, sob a curadoria de Paulo Reis e Ruth Rosengarten. 

Havia de facto todo um enorme "Oceano" a separar Portugal e o Brasil, como ainda hoje há, apesar de tudo. Mas nesse ano de viragem de século e (também por isso) de importantes revisões históricas, foi possível conhecer por cá, pela primeira vez com uma amplitude cronológica expressiva e sistematizada, uma selecção de nomes fundamentais da produção artística brasileira contemporânea. Paulo Reis, que ao longo da década de 90 se destacou como jornalista cultural no Jornal do Brasil e assessor cultural do Museu da República do Rio de Janeiro, tinha vindo a Portugal pela primeira vez em 1998, a convite de António Pinto Ribeiro (nessa altura, director artístico da Culturgest), dar uma conferência sobre as artes na América Latina. E foi o início de Um Oceano Inteiro para Nadar...

Vi e escrevi sobre a exposição no jornal Expresso, onde era colaboradora, marcada pelo cruzamento inédito dessas autorias, num espaço tornado de encontro e de reconhecimento também entre os dois curadores dessa mostra (que até então não se conheciam e, ainda assim, aceitaram trabalhar em equipa para nos dar uma visão desses dois lados do Atlântico). Mas só tive o privilégio de conhecer pessoalmente o Paulo quando me acolheu numa primeira visita ao Brasil, em Abril de 2003. A sua disponibilidade para me mostrar o Rio de Janeiro foi total, levando-me pelos espaços e principais instituições, apresentando-me aos artistas, aos seus amigos de todo o lado, deixando-me entrar assim, no seu mundo pessoal e profissional, onde aprender, conhecer, partilhar eram uma mesma atitude de vida, uma celebração do humanismo que não devemos abandonar. Numa entrevista dessa altura, realizada a propósito da primeira individual do histórico artista brasileiro Nelson Leirner em Portugal (Culturgest do Porto, 2003), disse-nos: "meu ideal de conhecimento é o homem da Renascença, que conjugava todos os conhecimentos existentes em uma mesma pessoa. (...) Não entendo uma pessoa que não tenha interesse em filosofia, religião, cultura, não percebo qual é o papel desta pessoa diante da humanidade. Lembro-me das palavras de Leonardo Da Vinci, que homem não é uma construção física apenas, que veio ao mundo para encher sanitas, mas deixar um legado à humanidade. É o mesmo princípio que Beuys falava que todo o homem é um artista." E deu-nos o seu próprio "retrato falado": "Minha formação foi muito especial, estudei em colégio religioso, onde tive acesso à filosofia, à teologia, ao conhecimento aprofundado das ciências humanas. Estudei Comunicação Social e Filosofia, fiz dois mestrados em História da Arte, estou sempre complementando meus conhecimentos em Estética, História, Sociologia, Antropologia. Essas cadeiras estão inseridas em meu quotidiano, uso-as de forma orgânica. Esse real interesse por outras áreas, que me possibilitou que abrissem meus horizontes, é meu mecanismo de percepção do mundo. Então respondo sua pergunta dizendo que não há possibilidade do homem contemporâneo longe de uma múltipla faceta." 

Paulo Reis preparava então um seminário de História e Crítica de Arte com a intenção de "aproximar Brasil de Portugal e da Espanha e apoiar a divulgação e circulação de ideias sobre a arte contemporânea internacional", seminário esse que, com muito esforço e sacrifício pessoal devido à dificuldade de apoios, conseguiu realizar no Rio de Janeiro em Setembro de 2004. Chamou-lhe sintomaticamente Brasil-Portugal: uma ponte para o futuro e reuniu os principais curadores e críticos de arte, directores de instituições culturais e artísticas de Portugal, artistas e demais agentes culturais portugueses, de tal modo que, meio a brincar, meio a sério, se distribuíram os convidados em diferentes aviões, para que "se algo desse errado" Portugal não ficasse "desfalcado de cabeças pensantes". Foi nesse fórum que Paulo conheceu o crítico de arte espanhol David Barro, cuja tese publicada lera antes, e com quem viria a aprofundar a triangulação Brasil-Portugal-Espanha através de várias iniciativas. Desde a curadoria da Chocolatería - Espaço de Experimentação (em Santiago de Compostela, Espanha) até à co-criação e co-direcção da revista de arte contemporânea Dardo(publicada em português, espanhol e inglês), passando pela exposição-livro Parangolé: Brasil/Portugal/Espanha, entre muitas outras mostras e textos produzidos e difundidos em estreita cumplicidade profissional e generosa amizade. Já em 2009, viria a montar em Lisboa, cidade que adoptou como sua (depois do Rio de Janeiro), juntamente com outros dois amigos - o curador lusoinglês Lourenço Egreja e a artista e produtora brasileira Rachel Korman -, o seu projecto de sonho, concretizando o seu lema de vida: Carpe Diem-Arte e Pesquisa.

Paulo era assim, trabalhava com a seriedade de um profissional "até ao tutano", demonstrando sem complexos o carinho que tinha pelas mais diversas pessoas que o rodeavam e assumindo orgulhosamente as suas amizades incondicionais. Jornalista e filósofo de formação, curador em todos os momentos (no sentido "daquele que cuida" dos outros), crítico de arte por inquietação criativa genuína, professor com profunda "missão" laica (muito para além das aulas dadas em universidades e museus), cozinheiro pela alegria do convívio com os amigos e família, a quem dava tudo o que podia. Hoje lembro o Paulo, não esquecendo como ele gostava de celebrar a alegria da vida, que para ele se confundia necessariamente com a partilha do conhecimento. Eis palavras suas nessa entrevista de 2003, que lamentavelmente continuam tão actuais: "Sinto falta de um diálogo maior entre as instituições culturais portuguesas e brasileiras. E não adianta esperar a nível de ministérios, eles estão muito ocupados em fazer burocracia. Tem que haver um interesse entre as grandes instituições do Porto e Lisboa com o Rio e São Paulo. Falo em cooperação, em fechar uma grelha de exposições conjuntamente, por exemplo: uma boa exposição de um artista português deve ser feita em parceria com uma instituição brasileira e vice-versa, garantindo a circulação de ideias. Ao ministérios da cultura, de ambos países, caberia apoiar financeiramente e aliviar os entraves burocráticos, mas nunca eles serem agentes de divulgação, não dá certo. Cabe às instituições. Assim que penso. Sinto falta do Brasil olhar mais para Portugal e não ficar preso à cafonice do mercado francês, com exposições de surrealismo, Rodin, essas coisas que ninguém tem mais pachorra; ou ao mercado lógico norte-americano, com instituições picaretas, mandando umas porcarias de exposições tipo Andy Warhol e Keith Haring, cobrando uma "pipa de massa", como vocês dizem aqui. Não que estes artistas não sejam importantes, mas as mostras que chegam ao Brasil, francamente, são uns fracassos! Mas é o pensamento, tipo, "lá só tem macacos, qualquer coisa serve!" Chega disso. Espero que esta entrevista, que sei que não agradará a todos, ajude a compreender melhor o que estamos tentando fazer, que é quebrar o ranço modernista e re-aproximar duas culturas que podem crescer mutuamente, e que por laços históricos e linguísticos serão sempre inseparáveis, quer queiramos quer não." Paulo Reis, querido amigo, um profundo agradecimento pela tua existência.

 

Lisboa, 25 de Abril 2011

Lúcia Marques, com os contributos de António Pinto Ribeiro

 

(Texto publicado hoje no Público)

 

 

 



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Terça-feira, 22 de Março de 2011

 

Com o objetivo de fomentar o intercâmbio cultural e a formação de redes artísticas reunindo profissionais de diferentes nacionalidades, a Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo (AECID), através do Centro Cultural de España e do Fondo Nacional para la Cultura y las Artes (FONCA), promovem o Programa de Residências Artísticas para Criadores da comunidade iberoamericana e do Haiti no México. Toda a informação aqui.



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Quinta-feira, 10 de Março de 2011

Luis Camnitzer

 

El Museo del Barrio agora nas novas instalações na 5ªa Avenida (1230) tem um programa muito claro: apresentar a riqueza da cultura latino-americana e caribenha em Nova Iorque. Tem um acervo de 6.500 obras de arte e de culto, algumas delas como 800 anos de história. O museu foi criado há 40 anos e tem cumprido o objectivo de dar a ver as práticas culturais e contar as narrativas das comunidades e dos países que se propôs mostrar bem como da diáspora nova-iorquina com a qual trabalha de um modo muito intenso. Neste momento e até 29 de Maio apresenta uma retrospectiva do artista uruguaio  Luis Camnitzer (Alemanha, 1937) residente em Nova Iorque há décadas. A exposição particularmente representativa do percurso de Camnitzer  mostra as suas facetas de artista que sempre trabalhou no campo experimental e político. As obras reflectem as suas temáticas sobre a condição de artista de um país periférico, a condição de artista como trabalhador e produtor e o carácter de mercadoria que a obra de arte sempre implica.

 

 

Virus americanus xiii, 2003 de Vargas-Suarez Universal  

 

O acesso ao acervo permite ver e apreciar obras e artistas de referência da História de Arte latino-americana e suas relações –não exclusivas com praticas ancestrais. Obras em destaque:

Sin título , n.d. de Eloy Blanco (Puerto Rico, 1933)

Virus americanus xiii, 2003 de Vargas-Suarez Universal (México, 1972)

Ambulatorio, 2003 de Oscar Muñoz (Florida, 1969)

Poesia blanda, 2003 de Andrea Moccio (Buenos Aires, 1964)

 

 

 



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Terça-feira, 8 de Março de 2011

 

Tendo por mote “El libro de los seres imaginarios” do argentino Jorge Luis Borges, o SideBySide Studio de Berlim está a organizar, em co-produção com o colectivo Mindpirates, um programa de três dias a acontecer na Alemanha, no final de Maio de 2011, sobre e em torno da América Latina através da sua própria produção artística:

 

Jorge Luis Borges talked about a red fish swims backwards so the water will not get into its eyes in El libro de los seres imaginarios (The

Book of Imaginary Beings), this red fish pops up whenever we are confronted with differences in thinking.

Between Windows attempts to initiate dialogues about and around Latin America through time-based media to see if we can swim backwards

together. Many people asked us what is the theme for program, like every good conversation, we do not know where it will take us before

it starts.

For this program, we have chosen to be humble and want to listen to friends and experts from Latin America first before we open our mouth. Yet we are prepared to meet the demands of political-cultural debate and to navigate the diverse visual output that confronts the territory in the crisis time today.

 

Por isso: artistas visuais nascidos ou residentes na América Latina estão convidados a enviar as suas “experiências artísticas” até ao próximo dia 4 de Abril de 2011. Todos os detalhes aqui.

 

LM

 



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sobre
Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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