Sábado, 19 de Junho de 2010

 

NEVA (Chile)

Companhia Teatro en el Blanco

Encenador: Guillermo Calderón

Com: Paula Zúñiga, Trinidad González e Jorge Eduardo Becker

Colaboração: Festival Santiago a Mil

Duração: 80’

 

19 e 20 Junho, Sábado e Domingo, às 21h30

Palco do Grande Auditório

Preço: 10 euros

 

Baseada em acontecimentos e personagens reais, Neva, de 2008, é uma reflexão crítica e sarcástica sobre o teatro, a representação e as suas limitações, cuja encenação questiona os limites do realismo teatral e o compromisso do artista com os conflitos sociais da sua época.

 

Esta peça foi a primeira produção da Companhia Teatro en el Blanco e do seu director, o dramaturgo e encenador chileno Guillermo Calderón. Tal como em peças posteriores de Calderón, o texto emprega o distanciamento brechtiano para interpelar os espectadores contemporâneos e estabelece uma equivalência tácita entre o rio Neva de São Petersburgo – manchado de sangue com os corpos dos operários assassinados, em 1905 – e o rio Mapocho de Santiago – onde foram lançadas muitas vítimas da violência política chilena, em 1973. É criada uma atmosfera de espessura dramática em que as personagens protagonizam um duelo verbal, enquanto no exterior se desencadeia uma convulsão social. A encenação apoia-se no desempenho enérgico do elenco e concentra a tensão num pequeno cenário de 4 metros quadrados.

 

Neva teve grande impacto no Chile, vencendo três prémios Altazor («Melhor Dramaturgia», «Melhor Encenação» e «Melhor Actriz») e o Prémio Círculo de Críticos de Arte. Circulou também por cerca de 20 países, entre os quais a Argentina, Peru, Espanha (Festival de Cádis e Almagro), Brasil, Itália (Milão, Roma, Nápoles, Modena) e Coreia do Sul, alcançando o reconhecimento mundial pela forma como revitaliza o chamado ‘teatro político’.


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publicado por Próximo Futuro às 10:19
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1 comentário:
De elisa santos a 21 de Junho de 2010 às 08:54
as coisas raras não têm que ser necessariamente privilégio de alguns. acontece é que às vezes só poucos estão disponíveis... assim foi ontem.
e o espectáculo era "muy" raro.


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