Sexta-feira, 3 de Julho de 2009


Eles são os principais responsáveis por resgatar o charme dos antigos bailes e dar às gafieiras a sofisticação da música brasileira contemporânea: com 19 integrantes, a Orquestra Imperial começou com a despretensão de uma brincadeira de carnaval e acabou virando álbum de inéditas, além de ter uma agenda repleta de shows por todo o Brasil.

“A gente era a fim de tocar junto esse tipo de música, foi fazendo shows e compondo. Aí quando pintou a oportunidade de gravar o disco, achamos legal porque tínhamos várias músicas prontas”, diz a bela Thalma de Freitas, que divide os holofotes com Nina Becker – todos os outros integrantes são homens. “Com tanta música boa bem gravada pra caramba, não fazia sentido fazer regravação.”

Thalma é responsável por um dos pontos altos do álbum, “Rue de mes souvenirs” – canção com letra em francês composta pelo veterano Wilson das Neves em parceria com Stephane San Juan. “O Stephane fez a música, a gente era casado até um tempo atrás”, conta a cantora. “Fui acompanhando todo o processo, ele me mostrou e eu aprendi a letra. Ficou bonita, né?”

A mistura de samba, bossa nova e tropicália de “Carnaval só ano que vem” rende ótimos momentos, como “O mar e o ar”, de autoria de Domenico Lancellotti e Rodrigo Amarante, vocalista, guitarrista e compositor do Los Hermanos. A verve bem-humorada do grupo fica explícita em “Ereção”, cujo título dispensa explicações. A participação especial fica a cargo de Jorge Mautner – é dele, ainda, a canção “Ela rebola”.

Diante de tanta consistência – e críticas positivas – parece mentira que tudo começou como uma mera brincadeira. “Cada vez que a gente foi renovando as temporadas, a gente foi entendendo que ali existia alguma coisa realmente muito legal, desde o começo”, diz Thalma. “A gente não sabia que ia durar tanto, ninguém tinha a expectativa de virar uma banda e lançar um disco bacana como esse.”

“Mas acho que formar coletivos é algo que está acontecendo com muita freqüência em todo lugar. Eu mesma faço parte de vários grupos de gente que faz música junto e é muito enriquecedor. Eu gosto muito e, inclusive, prefiro assim.”


(Fonte: G1 - Globo.com)


publicado por Próximo Futuro às 15:11
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Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
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