Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

 

 

 

Agora que assistimos a um boom de edições de livros que, de um modo ou de outro se podem classificar dentro do género de ‘Literatura de Viagens’, foi publicado pela Tinta da China um conjunto de cartas de Ernesto de Sousa publicadas originariamente no Jornal de Notícias (JN) entre Novembro de 1962 e Abril de 1963. A este conjunto de cartas a edição acrescenta um prefácio de Isabel do Carmo (à época mulher do escritor), correspondência com o JN a propósito da censura feita a algumas cartas e, finalmente, duas outras cartas a Isabel do Carmo. O mais interessante destas cartas é o testemunho que fica de uma época feito por alguém com uma forte cultura visual e uma abordagem política onde a esperança na mudança do mundo na sequência da independência da Argélia e processo de libertação das ex-colónias europeias é importante nestes relatos. Há uma tal empatia com a ‘Libertação’, um tal entusiasmo com "os ventos de mudança" que as cartas de viagem são uma apologia de todo o processo. Elas relatam fundamentalmente os aspectos urbanos do país, são descrições impressionistas de um olhar maravilhado pela descoberta, pela surpresa daquela realidade – da qual, de facto, pouco se sabia em Portugal – e para o jornalista e cineasta todas as pessoas que encontra na viagem são o pretexto para a elegia de um povo libertado. Há algo de ingénuo nestas descrições e muito de ausência de história sobre a realidade visitada mas é de facto um muito bom testemunho de um europeu no norte de África na década de sessenta. As fotografias que acompanham as cartas revelam o olhar singular do cineasta de D. Roberto.

 

APR

 



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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011

 

 

 

 

 

 

 



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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011

(Portrait by Martin Row)

 

 

It’s time to pause and recall the life and spirit of Wangari Maathai, who died of cancer Sunday in a Nairobi hospital. Here’s her Times obituary, by Jeffrey Gettleman, our Nairobi bureau chief.

Maathai is best known for creating the Green Belt Movement, which has planted tens of millions of trees around Kenya, but she also personified a positive strain of environmentalism that stands out in a world where “woe is me” messages dominate. Click on the video clip above for a sample.

 

Her work centered on improving the lives of women, building a sustainable relationship between people and the land and education. Maathai won the Nobel Peace Prize in 2004 for her efforts. I encourage you to read the defense of her prize, which was criticized by some, from Anna Lappé and Frances Moore Lappé of the Small Planet Institute. Here’s a snippet:

 

Maathai’s genius is in recognizing the interrelation of local and global problems, and the fact that they can only be addressed when citizens find the voice and courage to act. Maathai saw in the Green Belt Movement both a good in itself, and a way in which women could discover they were not powerless in the face of autocratic husbands, village chiefs and a ruthless president. Through creating their own tree nurseries – at least 6,000 throughout Kenya – and planting trees, women began to control the supply of their own firewood, an enormous power shift that also freed up time for other pursuits.

 

Para continuar a ler a notícia no New York Times, basta clicar aqui.

 

 



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Já não me lembrava que Cape Town era uma cidade tão bonita.

APR

 

 

 



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Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

(Na foto: vista da Joburg Art Fair)

 

Uma animação esta feira de arte de Joanesburgo na sua quarta edição. Uma feira local dir-se-ia, não fora o facto de haver várias galerias sul-africanas associadas a galerias norte-americanas ou galerias com representação em África, EUA e Europa. Situada numa das cidades satélites de Joanesburgo, a cidade de Sandton, a feira é o mais importante evento no que diz respeito ao mercado da arte subsariano mas conta com a presença de artistas e curadores do Magreb. Muito bem organizada como é característico dos profissionais sul-africanos, tem a dimensão ideal das pequenas feiras com critérios de selecção de galerias muito “apertados”, como é o caso também da recente feira inaugural do Rio de Janeiro e até da Frieze em Londres.

 

 

(Na foto: obras de William Kentdrige)

 

O manifesto interesse da Joburg Art Fair  vem do facto de só aqui  (ou no Armony Show de Nova Iorque, onde algumas destas galerias se apresentam) ser possível ver e acompanhar a mais recente produção nas artes visuais da África do Sul, Nigéria, Egipto, Marrocos ou Gana, por exemplo. Ao mesmo tempo a feira tenta incentivar um mercado local – a par dos coleccionadores internacionais que adquirem obras substantivas destes artistas – através de políticas de preços interessantes, acções  de formação de vários tipos de público, onde têm um papel importante as famosas Talks promovidas pela Alfa Romeo e conhecidas pelo público português via youtube. Algumas estrelas deste universo sul-africano estão presentes em pessoa e através das obras, como William Kentridge, Ayana V. Jackson, Mary Sibande, Gordon Clark, Moshekwa Langa, Kendell Geers, David Goldblatt, etc .

 

 

(Na foto: escultura de Mary Sibande)

 

 

Texto e imagens de António Pinto Ribeiro

 

 



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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

 

 

 

No próximo dia 29 de Setembro (5.ª f), às 18h30, haverá um "apontamento musical" com Celina Pereira, seguido de mesa-redonda sobre "Cultura Contemporânea Africana", contando com as seguintes participações: Celina Pereira (cantora caboverdiana); Filinto Elísio (escritor, poeta caboverdiano); Lúcia Marques (assistente do Programa Gulbenkian Próximo Futuro); Marta Lança (co-fundadora e editora do Buala); Joana Peres (directora artística e coreográfica da Allantantou Dance Company, Portugal); José António Fernandes Dias (responsável pelo AFRICA.CONT).

 

"Esta mesa redonda/tertúlia tem como objectivo promover a reflexão e o diálogo em torno da produção cultural africana na contemporaneidade, em particular nos países de língua oficial portuguesa, bem como debater as múltiplas formas de relacionamento entre cultura africana e cultura ocidental.

(...)

O Museu de São Roque da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa celebra a cultura africana, dedicando-lhe um evento de quatro dias ao longo dos quais a música, a dança, a poesia e o teatro animarão o claustro e as salas do museu. Este evento inclui, ainda, um ciclo de cinema documental, uma mesa redonda dedicada à temática da cultura contemporânea africana e degustação de comida africana. Os mais pequenos não foram esquecidos. Para eles, decorrerão oficinas de danças africanas e de construção de brinquedos com desperdícios. (...)"

 

Mais informações, no website do próprio Museu de São Roque.

 

 



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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Vista do "Casulo" de Nandipha Mntambo no Jardim Gulbenkian (© Catarina Botelho)

 

 

Tarde de fim de verão,  calor bom ao sol e algum vento nos jardins da Gulbenkian... estava a tentar fotografar o Casulo quando se me atravessam à frente, ligeirinhas,  avó, mãe e neta (esta pequenina, dois anos se tanto) e diz a avó: olha, minha querida, anda ver, é a casa dos patinhos, eles dormem aqui...ai não, não é (as três já lá dentro) … afinal é uma casa de banho, é uma casa de banho... (baixinho para a filha: isto é arte, isto é arte)... o que debatiam não sei, o certo é que ficaram lá tempo demais para mim e na minha impaciência voltei-me para o lago e pus-me a fotografar os mergulhos dos alegadamente efémeros inquilinos da casa, enquanto me afloravam ao pensamento dúvidas sobre abordagem pedagógica de permeio com a ilustração prática dos múltiplos significados e funcionalidades da arte pública.

 

Teresa Vieira



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Vista da instalação "Abrigo Sublocado", do artista Kboco,

no jardim do CARPE DIEM - Arte e Pesquisa (© Fernando Piçarra)

 

 

Últimos dias para ver as instalações artísticas do PRÓXIMO FUTURO, distribuídas pelo Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian até ao próximo dia 30 de Setembro: do "Casulo" da sul-africana Nandipha Mntambo ao "However Incongruous" do colectivo indiano Raqs Media, passando pelos Chapéus-de-Sol da arquitecta Inês Lobo, que neste ano têm desenhos de Bárbara Assis Pacheco (Portugal), Rachel Korman (Brasil), Délio Jasse (Angola) e Isaías Correa (Chile).

 

Fruto de uma parceria entre o CARPE DIEM - Arte e Pesquisa e o Programa Gulbenkian PRÓXIMO FUTURO, a instalação do artista brasileiro Kboco foi remontada no jardim do Palácio Pombal, onde pode ser vista até o dia 24 de Setembro, de Quarta a Sábado, das 14h às 20h.

 

Para mais informações, basta navegar até ao site do Carpe Diem - Arte e Pesquisa.

 

 

Vista da instalação "Abrigo Sublocado", do artista Kboco,

no jardim do CARPE DIEM - Arte e Pesquisa (© Fernando Piçarra)

 

 



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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011

Carlito Azevedo na entrega do Prêmio Portugal Telecom de

Literatura, na Casa Fasano (foto: Mastrangelo Reino/Folhapress)

 

 

"Editar bem poesia é aceitar editar antimercadoria", diz escritor

 

Carlito Azevedo poderia talvez se acomodar na condição de um dos mais celebrados poetas contemporâneos brasileiros. Seu "Monodrama" (2009), publicado pela carioca 7Letras, grande celeiro de novos poetas no país, é um dos principais livros de poesia brasileira dos últimos anos.

 

Além disso, ele se firma como um grande agitador poético (é curador, com Augusto Massi, da coleção Ás de Colete, editada pela 7Letras e pela Cosac Naify, e mantém uma página mensal de poesia no jornal "O Globo"), articulando livros e autores em discussões que fogem aos chavões sobretudo por não abrir mão de um ingrediente muito escasso nas conversas sobre o gênero: o bom humor.

 

Tendo a possibilidade de se ver editado nas maiores casas do país, Carlito preferiu manter-se na pequena (embora longeva, com 15 anos) editora de Jorge Viveiros de Castro.

 

Para continuar a ler o artigo de Paulo Werneck na Folha Ilustrada, basta ir aqui.

 

 



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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011

37 directors of poetry organisations, created the

"world poetry movement" and published a manifesto

 

 

874 poetry readings in 540 cities of 107 countries

 

874 poetry readings in 540 cities of 107 countries will be held this 24th of September, convoked by the organizations 100,000 Poets for Change (http://www.bigbridge.org/100thousandpoetsforchange/) and World Poetry Movement -WPM- (http://www.wpm2011.org/), on a day marked by a spirit which desires that a new time will open for humankind. The World Poetry Movement (WPM) was founded in Medellín (Colombia) on July 9, 2011, and in less than two months in existence it has achieved the incorporation and participation of 105 international poetry festivals, 76 international poetry organizations, and 673 poets from 124 nations.

(...)

This is not just about assessing the great number of poetry readings, performances and poetry interventions, both urban and rural, that are being prepared throughout the world’s continents for this date, but, above all, about celebrating the deep symbolism embodied in this new world poetry action, where essential forces come together and which has an impact on the heart of the human history – a history that seems still to go against the grain of life itself.

(...)

In Africa, 55 poetry readings will be held in capitals and other cities in 18 countries. 100 poetry events will be held in 19 Asian countries. 210 poetry interventions are scheduled to take place in 38 European countries. Oceania will have just 12 poetry readings – in Australia and New Zealand. The American continent will hold the highest number of poetry readings on the 24th of September next, with 453 events confirmed in 27 countries. Many of these events will additionally host poetry workshops and concerts.

 

Há mais para ler aqui.



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sobre
Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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