Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

© Maimuna Adam

 

OCUPAÇÕES TEMPORÁRIAS 20.11 inaugurará no dia em que se celebram 10 anos sobre o ataque às torres de Nova Iorque, o dia que marca a queda do mito da segurança inviolável, o fim da tranquilidade colectiva. Novos interesses parecem estabelecer-se e com isso novas ordens que alteram estruturas fundamentais como o trabalho, o parentesco, as relações sociais e até as identidades. Estes são os tempos da PRECARIEDADE, do transitório, do temporário, do inseguro.

 

O que acontecerá ao que sempre nos foi confortável e apaziguador, ao que sempre tivemos como definitivo, permanente, seguro? Voltará? Queremos que volte? Saberemos, poderemos, conciliar frenesim com eternidade? Resultado com paciência? Sucesso com memória? As OCUPAÇÕES TEMPORÁRIAS 20.11 são elas próprias, por definição, precárias, tendo em conta os locais e condições em que se apresentam, mas na versão deste ano sê-lo-ão ainda mais, já que se apresentam assumidamente como uma proposta de reflexão pública sobre o tema que terá um espaço de particular relevo nos encontros com artistas e as conferências a realizar em parceria com a Academia.

 

Para saber mais é só seguir por aqui...

 



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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

 

 

Como é um alivio não ter que gramar com anúncios photoshop. É descansativo para a cabeça. Cada um pinta na parede o que tem para oferecer e pronto. E há um verdadeiro mercado de especialistas em pintura de anúncios de parede, e há pátios cheios de chapas de madeira e metal com anuncios de corte de cabelo e venda de unhas de gel prontos a colocar. Entrar num centro de implantação de dentes postiços na penumbra e perceber que está forrado de pinturas do tecto ao chão pode ser um espantamento. (...)

 

Para continuar a ler o artigo de Manuel Bívar basta ir até à Buala.

 

 



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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

Vista da instalação "Abrigo Sublocado", do artista Kboco, no jardim

do CARPE DIEM - Arte e Pesquisa (foto: Fernando Piçarra)

 

 

Terminou ontem a exposição "Fronteiras", mostra central dos 8.ºs Encontros Fotográficos de Bamako que pela primeira vez teve itinerância internacional com passagem por Portugal. Foi possível ver mais de 180 trabalhos de 53 artistas oriundos de cerca de 20 países africanos, no âmbito do Programa Gulbenkian PRÓXIMO FUTURO.

 

Mas as actividades do PRÓXIMO FUTURO continuam, estando ainda patente ao público, até ao próximo dia 30 de Setembro, as diversas instalações artísticas distribuídas pelo Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian: do "Casulo" da sul-africana Nandipha Mntambo ao "However Incongruous" do colectivo indiano Raqs Media, passando pelos Chapéus-de-Sol da arquitecta Inês Lobo, que neste ano têm desenhos de Bárbara Assis Pacheco (Portugal), Rachel Korman (Brasil), Délio Jasse (Angola) e Isaías Correa (Chile).

 

Fruto de uma parceria com o CARPE DIEM - Arte e Pesquisa, a instalação do artista brasileiro Kboco foi remontada no jardim deste espaço expositivo, onde pode ser vista a partir do próximo dia 7 de Setembro no horário de funcionamento habitual do CARPE DIEM. Para mais informações basta ir aqui.

 

 



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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011

(Na foto: jornalistas são libertados após 3 dias sitiados num hotel em Trípoli)

 

 

Esta quinta-feira a Liga Árabe reconheceu o Conselho Nacional de Transição (CNT) como único representante legítimo do povo líbio, estando inclusive já previsto que seja o CNT a ocupar o lugar da Líbia na reunião de Ministros de Relações Exteriores que terá lugar na capital egípcia amanhã, 27 de Agosto de 2011. Para ler mais basta ir aqui.

 

E aqui  encontram um vídeo da Agência Reuters (“The explainer: Libya and its oil rich history”) que procura explicar o que tornou possível a manutenção de Kadafi no poder durante 42 anos.

 

 



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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011

Villa Mandesi, construída em 1910 (copyright: doul'art)

 

 

"Douala, métamorphoses", tel est le titre de la prochaine édition du SUD (Salon Urbain de Douala), qui aura lieu du 1er au 8 décembre 2013. Ce festival triennal d'art public, porté par le centre d'art contemporain doual'art depuis 2007, se prépare bien en amont : plus qu'un festival, il est un véritable programme d'actions sur trois ans.

 

Continuar a ler o artigo de Maud de La Chapelle no "Africultures", aqui.

 

 



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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

Vista do primeiro piso da exposição "Fronteiras" (fotografia: Catarina Botelho)

 

 

Últimos dias para visitar "Fronteiras": a exposição central dos últimos "Encontros Fotográficos de Bamako", organizados desde 1994 e pela primeira vez com passagem por Portugal.

 

A mostra conta com mais de 180 obras de 53 artistas (dos quais 10 são mulheres), sendo representativa da produção artística contemporânea em mais de 20 países africanos: Mali, Egito, Líbia, Chade, Tunísia, África do Sul, Argélia, Burkina Faso, Costa do Marfim, Ilha da Reunião, Quénia, Marrocos, República do Congo, República Centro-Africana, Nigéria, Sudão, Trindade e Tobago, Madagáscar, Camarões, Moçambique, Senegal.

 

Aqui encontram mais informação sobre a exposição no âmbito do Programa Gulbenkian PRÓXIMO FUTURO (estando o respectivo Encarte disponível para download) e aqui mais detalhes sobre a edição que agora se mostra em Lisboa. Destaque dado pela RDP África à exposição, por aqui.

 

As mais diversas "fronteiras" abordadas nesta 8.ª edição dos 'Encontros de Bamako' (fronteiras geográficas, mas também tecnológicas, políticas, sociais, linguísticas, de género, etc) são visitáveis nas galerias de exposições temporárias do edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian até ao próximo domingo - 28 de Agosto 2011 -  sempre das 10h00 às 17h45m. Para adquirir bilhetes basta clicar aqui.

 


 



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Terça-feira, 23 de Agosto de 2011

 

 

After reviewing 160 applications from Turkey and EU countries, 38 applications (19 Turkey & 19 EU) have been selected for the first step of Tandem Turkey-EU project.


Para continuar a ler aqui (e aqui há um atalho para o relatório da pré-selecção, com a 'short list' da candidaturas, incluíndo biografias e informação sobre as organizações).

 

 



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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

 

A nossa homenagem a Raúl Ruiz (em primeiro plano na foto) falecido no passado dia 19 de Agosto. A reposição de um post do blog PF a propósito da sua última e única encenação de teatro.

 

Amledi, el tonto, escrita e dirigida por Raúl Ruiz, é o seu último trabalho, e a sua estreia na encenação e direcção teatral. Não é parecido com nada; é um objecto de uma estranheza radical: mistura de fábula de animais combinada com história das religiões, história da convivência entre Mapuchos e Vikings (há provas arqueológicas da presença de Vikings no território que hoje é o Chile). Um espectáculo sincrético, anacrónico, que surpreende em cada momento que passa: imprevisível durante as três horas de duração num cenário que evoca o grande teatro de texto do princípio do século passado ou as grandes narrativas hollywodescas sobre Roma, Grecia, Cleópatra... um texto de uma sabedoria antiga. Fenomenal, como diriam os Chilenos!

 

 



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"Me gustan los estudiantes"

por Cergio Prudencio

 

Me gustan los estudiantes, pero los chilenos, aclaro. Son aves que no se asustan de animal ni policía, decía de ellos Violeta Parra, una de las proscritas del pinochetismo que recién empieza a resquebrajarse, tras casi cuarenta años de hegemonía estructural (y que me perdone la Concertación). Reconforta la lucidez y la elocuencia de estos muchachitos a la hora de argumentar, movilizados desde el sentido común recuperado al fin. Chile se mueve. Era hora.

 

Y no le asustan las balas ni el ladrar de la jauría, sigue cantando Violeta, porque los estudiantes fueron históricamente el fermento de las ideas nuevas y transformadoras en un país duramente dialéctico en su dinámica política. No se explica Allende, sin ellos; fueron su sustento hasta en las últimas horas, pero tampoco se explica Pinochet, por antagonismo y paradoja. El aniquilamiento de la fuerza estudiantil lo perpetuó hasta ahora mismo en la urdimbre del poder, y para ello hizo de la educación un orden sin ápice de cabida al cuestionamiento. Señores, subordinación y constancia, habría dicho.

 

Pero esas estructuras son ya insostenibles, me gustan los estudiantes que marchan sobre las ruinas. Y me emociona la convicción adolescente reclamando para sí una educación de calidad y para todos. Piden eso, nada más, nada menos, sin claudicar ante anuncios rimbombantes, porque levantan el pecho cuando les dicen harina, sabiéndose que es afrecho. ¡Violeta vive, caray!

Cuando se encumbró Piñera le pregunté a una entrañable amiga chilena, ¿por qué Chile vota como vota? Ella me emplazó, primero dime tú cómo vota Chile; y el diálogo murió ahí. Así votó Chile, contra sí mismo, le diría hoy. Era totalmente previsible que – una vez en funciones – el actual presidente de ese país actuara en consecuencia con su perfil previo, el de un empresario que entiende a su país como empresa y a sus ciudadanos como mercado. Algo de eso aprendimos los bolivianos en nuestro momento, voto de por medio, también, hay que reconocer; y nadie aprende con la experiencia del otro, claro.

 

No obstante, asombra la determinación de estos retoños. Parece un milagro que hayan revertido las amarras con que crecieron; las del ensimismamiento tecnológico, las del acecho alcohólico y narcótico, las de la incomunicación, las de la ignorancia de la propia historia, y tantas formas de las que se vale don sistema para neutralizar desde el vientre cualquier intención transformadora. Que vivan los estudiantes que rugen como los vientos cuando les meten al oído sotanas o regimientos, pajarillos libertarios igual que los elementos.

 

Se me pone violeta el corazón con este movimiento, porque mi propia adolescencia se nutrió mucho de Chile, en verdad. No me explico a mí sin la Violeta, sin Neruda, sin la Cantata Santa María, sin Víctor Jara, sin la Harnecker, sin el voto por el socialismo, aunque no pueda dejar por fuera de la lista la tragedia del 11 de septiembre del 73, que se aferra aún al calendario. Caramba y zamba la cosa.

 

 

Texto publicado no Diário Nacional da Bolívia. Cergio Prudencio é músico, compositor e director da Orquestra Experimental de Instrumentos Nativos, sediada em La Paz. Foi um dos investigadores internacionais que participaram em Maio último no 5.º Workshop de Investigação do PRÓXIMO FUTURO, dedicado ao "Estado das Artes em África e na América do Sul".

 



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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011

 

 

 

LOS ESTUDIANTES CHILENOS REDOBLAN SU DESAFÍO AL PRESIDENTE PIÑERA

El 80% de la sociedad apoya la demanda de una educación gratuita y de calidad

 

Los estudiantes universitarios de Chile rechazaron ayer la invitación conjunta del Senado y la Cámara de Diputados a dialogar y convocaron nuevas movilizaciones contra el Gobierno de derecha del presidente Sebastián Piñera para cambiar el modelo educativo, mientras los alumnos de secundaria se abrieron a esta posibilidad si se abordan sus peticiones, aunque afirman que seguirán con las protestas. Con decenas de miles de jóvenes en riesgo de perder el año escolar y presiones para que negocien, los jóvenes resolvieron el camino de la calle y los profesores se plegaron, subiendo la temperatura del conflicto.

 

Notícia do El País para continuar a ler aqui.

 

 



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sobre
Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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