Quinta-feira, 28 de Julho de 2011

Mário Fernandes, Mónica Calle e René Vidal (fotografia: Bruno Simão)

 

 

O reverso do mundo dos media e das actualidades, o reverso das novelas, das notícias, da gestão cultural, da mediação cultural, dos ministérios, dos cursos de escrita criativa, das vernissages, da troika, dos teatros nacionais, dos patrocínios, dos actores de novela, dos  festivais multimédia, dos simpósios sobre racismo, alimentação natural, das fotos espectaculares, dos talkshows, dos anúncios dos economistas, o reverso do mundo agora. É sobre ele que Mónica Calle, uma das grandes encenadoras europeias de hoje, trabalha há anos: permanentemente, obsessiva e inteligentemente, decidida, crua, uns dias sem esperança, outros cheios dela. É assim há vinte anos. Agora pode ser visto na casa conveniente “A Missão”, esse texto sobre a revolução, o seu falhanço, a ressaca, a necessidade (a ordem dos factores aqui é arbitrária) de H. Müller. Céptica ou magoada ou cheia de amor a encenadora faz essa coisa brilhante que é pegar no reportório e aniquilá-lo para não o deixar morrer e “A Missão” é de uma actualidade que parece ter sido escrita hoje ou em 1979. Vemo-nos ao espelho, hoje! Com actores sólidos e com corpos que dançam fulgurantes a revolução.

 

António Pinto Ribeiro

 

 

Um espectáculo de Mónica Calle a partir de “A Missão” de Heiner Müller

Com Mário Fernandes, Mónica Calle e René Vidal

De 21 a 31 de Julho de 2011

(todos os dias, em sessões duplas: 1ª sessão: 20h / 2ª sessão: 22h)

 

 

 



publicado por Próximo Futuro às 09:30
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Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
Orquestra Estado do Mundo
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