Quarta-feira, 9 de Março de 2011

 

A Armory show é a feira de arte contemporânea de Nova Iorque. Está organizada em duas secções: as galerias “caras” da arte moderna : Picassos, Dalis , Rauschenbergs; mas também havia peças de Andy Warhol, de Basquiat e de outros artistas dos setenta e oitenta, e, claro em maior número os stands de arte contemporânea. Nesta edição uma secção importante da feira estava reservada às galerias latino-americanas (dezoito) e que eram o seu núcleo temático desta edição. Particularmente bem representadas estavam as brasileiras, as mexicanas, as argentinas, as chilenas mas também uma presença qualitativa do Uruguai e do Peru.

Mas a Armony show é também um pretexto para uma semana de arte contemporânea que faz que surjam todos os anos feiras paralelas mais off ou mais conservadoras, que aconteçam múltiplas actividades na performance, no cinema e no vídeo, e as galerias de Chelsea e do Soho aproveitam para exporem novos artistas ou apresentarem novas exposições. Claro que uma feira de arte é uma feira de compra e de venda e portanto o dinheiro circula. E circula muito e depressa como o confirmavam as vendas assinaladas nos stands e as newsletters de algumas galerias, uma das quais informava que a Christie’s tinha vendido cinco biliões de dólares no ano fiscal de 2010, o que queria dizer mais 53% que em 2009; a Sotheby’s, por sua vez, tinha vendido 4,3 biliões em 2010, mais dois biliões que no ano anterior. O que queria isto dizer? Que as expectativas de venda são grandes para 2011 e que o mercado da arte está recuperar extraordinariamente da crise do 2008 e 2009.



publicado por Próximo Futuro às 09:50
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Próximo Futuro é um programa Gulbenkian de Cultura Contemporânea dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África.
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